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	<title>Gato &#8211; O Meu Animal</title>
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	<description>Tudo sobre o seu animal</description>
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	<title>Gato &#8211; O Meu Animal</title>
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	<item>
		<title>O Coronavírus (COVID-19) pode ser transmitido a cães e gatos?</title>
		<link>https://omeuanimal.com/o-coronavirus-2019-ncov-pode-ser-transmitido-a-animais-de-companhia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana C. Prata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2020 13:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cão]]></category>
		<category><![CDATA[Gato]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Face à pandemia por COVID-19, qual será o papel do cão e gato na sua transmissão e como poderá protege-los? A informação sempre atualizada.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Até ao momento não há evidências de que o coronavírus (COVID-19) seja transmitido por animais de companhia. No entanto, existem algumas precauções que deveremos tomar para proteger os nossos animas de companhia e a nossa família. O abandono animal nunca deverá ser considerado como uma resposta ao combate do vírus.</p>



<h2>O que é o Coronavírus (COVID-19)?</h2>



<p>O Coronavírus (2019-nCoV ou SARS-COV-2) causa sintomas semelhantes à <strong>gripe e pneumonia vírica</strong>, doença denominada COVID-2019. O vírus teve uma provável origem em animais selvagem. O inicial suspeito era o morcego (<em>Rhinolophus</em> spp.), passando mais recentemente por cobras (<em>Bungarus multicinctus, Naja atra</em>) e pangolins (<em>Manis</em> spp.).</p>



<p>Pensa-se que a <strong>transmissão interespecífica animal &#8211; humano tenha ocorrido no mercado de Wuhan,</strong> província Hubei, na China, onde várias espécies silvestres, vivas ou mortas, convivem em escassas condições de higiene. O 2019-nCoV foi identificado pela primeira vez em Janeiro de 2020. </p>



<h4>Quais sãos os sintomas do COVID-19?</h4>



<p>Os sintomas são
de infeção respiratória aguda, com tosse, dificuldade respiratória e febre. A
transmissão entre pessoas é causada <strong>através das secreções respiratórias
libertadas como pequenas gotículas no ar</strong> ao espirrar e tossir. Assim é
necessário contacto próximo com infetados para haver transmissão, incluindo partilhar
um espaço público próximo.</p>



<h4>Como é feito o diagnóstico e tratamento do COVID-19?</h4>



<p>O principal diagnóstico do COVID-19 é feito através da colheita de amostras de <strong>saliva e secreções nasais</strong> com um zaragatoa. Estas amostras são posteriormente analisadas em laboratório. A <strong>técnica de PCR</strong> envolve a replicação de segmentos do genoma viral para quantidades que poderão ser identificadas, confirmado a presença do vírus no paciente. Em casos de sobrecarga, o diagnóstico poderá ser baseado na sintomatologia.</p>



<p>Atualmente não existe vacina nem tratamento antiviral para o 2019-nCOV. Tal como a maioria dos vírus<strong>, o tratamento é sintomático</strong> dando tempo ao organismo de combater o vírus. A principal preocupação estende-se à potencial sobrecarga do serviço nacional de saúde em caso de epidemia.</p>



<h2>O Coronavírus (COVID-19) é transmitido a ou por animais de companhia?</h2>



<p>Os Coronavírus são uma família de vírus comuns. Entre os alfa-Coronavírus destaca-se o coronavírus canino, que causa diarreia suave, e o coronavírus felino, agente da <a href="https://omeuanimal.com/tudo-sobre-a-peritonite-infecciosa-felina-pif-em-gatos/">peritonite infeciosa felina</a>. As vacinas existentes contra estes coronavírus em cães não protegem contra o 2019-nCOV, devido à sua variante respiratória. Em humanos existem apenas sete coronavírus capaz de originar doença respiratória, que incluem o SARS-CoV, MERS-Cov e agora o 2019-nCOV. </p>



<h4>Os cães e gatos podem transmitir COVID-19?</h4>



<p>Apesar da fonte provável ser o animal, até ao <strong>momento não há evidencias que a doença possa ser transmitida por animais de companhia, como o cão ou gato, ou a outros animais domésticos.</strong> Em áreas afetadas, deverá manter-se afastado de animais desconhecidos e usar a máscara enquanto cuidar do seu animal. </p>



<p>De qualquer das formas, <strong>caso suspeite estar doente evite cuidar dos animais</strong> e use uma máscara para evitar a transmissão. Se um animal que esteve em contacto com uma pessoa infetada ficar doente, deve contactar o seu médico veterinário.</p>



<h4>E o caso do cão em Hong Kong positivo para coronavírus?</h4>



<p>Em Hong Kong, foi reportado a 28 de Fevereiro de 2020 <strong>um caso positivo fraco para um cão de raça Lulu-da-Pomerânia</strong> de 17 anos, que não apresentava sintomas. Apenas as amostras de esfregaços nasais e orais apresentaram resultados positivos, enquanto as amostras fecais e retais foram negativas.</p>



<p>Os testes laboratoriais são baseados na amplificação de marcadores genéticos do vírus, o que poderia indicar apenas contaminação com vírus mortos e não infeção, uma vez que o seu<strong> dono sofria de COVID-19</strong>.</p>



<p>No entanto, o cão após ser colocado em quarentena por 5 dias ainda apresentava resultados positivos fracos, indicando um fraco nível de infeção, <strong>podendo ser o primeiro caso de transmissão humana para animais</strong>.</p>



<p>Outra história remonta <strong>um Pastor Alemão</strong> que também testou positivo sem apresentar sintomas. Outro cão na mesma casa apresentou resutlados negativos. Novamente, o dono encontrava-se infetado com COVID-19, podendo tratar-se de uma contaminação sem infeção. </p>



<p>No entanto, <strong>nada indica que o cão pudesse transmitir de novo o vírus a humanos nem que este possa ser a norma com os animais de companhia</strong>. Desta forma, ainda é considerado que os animais não contraem ou transmitem o novo coronavírus, sendo recomendado higiene reforçada de qualquer das formas. O COVID-19 não é justificação para o <a href="https://omeuanimal.com/abandono-animais-portugal/">abandono animal</a>.</p>



<h4>E o caso do gato na Bélgica?</h4>



<p>A 18 de março, a Agencia Federal de Segurança Alimentar da Belgica informou a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Liege da identificação de SARS-CoV-2 (o vírus causador do COVID-19) no vómito e fezes de um <strong>gato que apresentava sinais de doença digestiva e respiratória</strong>.</p>



<p>Novamente, o dono do gato era uma pessoa infetada com COVID-19. Mais informações sobre a saúde do gato, como a presença de outras doenças que pudessem justificar os sinais clínicos, não foram ligertadas.</p>



<h4>Então os animais de companhia poderão ser infetados por COVID-19?</h4>



<p>Com a excepção do gato na Bélgica,<strong> não há qualquer evidencia de que os animais possam adoecer ou transmitir COVID-19</strong>. Esta conclusão é consistente com o que se sabe do SARS e MERS, e do potencial de os animais transportarem o vírus no pelo e mucosas sem serem infetados (tal como as superfícies).</p>



<p>No caso dos cães, sabe-se que esta <strong>transmissão é pouco provável devido à forma como o vírus infeta as células</strong>. O vírus que causa COVID-19 procura receptores na superfícies das células (ACE1 e TMPRSS2) para as poder infetar. Os receptores dos cães são diferentes dos humanos, o que reduz a eficácia da ligação e infeção pelo vírus, tornando-a pouco provável.</p>



<p>Esta informação é suportada pelo <a href="https://www.idexx.com/en/about-idexx/news/no-covid-19-cases-pets/">IDEXX Laboratories</a> que anunciam ter <strong>testado milhares de cães e gatos sem obter resultados positivos</strong> para o vírus do COVID-19. O objetivo da empresa foi validar um teste que pudesse ser aplicado a animais de companhia em caso de necessidade.</p>



<p>No entanto, recomenda-se precaução tendo em conta a situação em desenvolvimento. Estes cuidados são especialmente relativos à higiene pessoal na presença dos animais.</p>



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<h2>Que precauções
devo tomar para me proteger e proteger os meus animais de companhia?</h2>



<p>Apesar da falta de evidência acerca da transmissão do coronavírus de humanos a animais de companhia, recomenda-se o seguimento de medidas básicas protetoras.</p>



<h4>Cuidados a ter com a higiene</h4>



<p>A principal medida é a higiene básica do dono. Deverá <strong>lavar as mãos</strong> com frequência e especialmente após tocar em animais ou manusear produtos de origem animal.  Deverá <strong>tapar o nariz e a boca quando espirra e tosse</strong>, idealmente com um lenço, e de seguir fazer a lavagem das mãos. </p>



<h4>Cuidados a ter com os passeios dos cães</h4>



<p>No casos dos <strong>cães que necessitam de passear, faça-o em zonas ou horas pouco movimentadas</strong>. Evite o contacto com outros animais e pessoas. Lave as mãos antes e após passear o animal, pois poderá contactar com objetos contaminados.  Troque de roupa e tire os sapatos ao entrar em casa.</p>



<p>Também é importante <strong>higienizar a trela e coleira</strong>, pois poderão contactar com superfícies públicas. As patas dos animais são a principal área de contacto com superfícies públicas que poderão estar infetadas. Desta forma, é muito importante<strong> higienizar as patas do cão</strong> no regresso do passeio.</p>



<p>As patas poderão ser higienizadas <strong>lavando-as com sabão neutro e água</strong>, tende especial atenção às almofadas e áreas entre os dedos. Apesar de poder não matar o vírus, o sabão permite removê-lo das patas. </p>



<p>Outras alternativas incluem o uso de <strong>soluções desinfetantes</strong>, também usadas na desinfeção das mãos. Por exemplo, solução que mistura 80 ml de álcool a 96%, 5 ml de água destilada, 15 ml de água e uma gota de glicerol ou outro lubrificante para evitar o ressecamento. Nunca se deverá utilizar soluções irritantes na lavagem das patas, como a lixívia, pois podem causar lesões na pele.</p>



<h4>Cuidados a ter com alimentos</h4>



<p>Quando consumir produtos de origem animal, estes devem <strong>ser pasteurizados ou confeccionados</strong> permitindo reduzir o risco de transmissão de doenças. </p>



<p>O mesmo é recomendado para animais de companhia, onde se deverá <strong>evitar o consumo de presas ou carne crua</strong>. O contacto com animais silvestres e animais de companhia deve ser evitado.  Ainda deverá <strong>evitar partilhar o seu alimento</strong> com animais de companhia.</p>



<h4>Cuidados a ter com deslocações</h4>



<p><strong>Evite fazer viagens internacionais para zonas afetadas.</strong> Atualmente, a China embargou as suas exportações de animais exóticos e silvestres numa tentativa de conter a potencial disseminação. </p>



<p>A segurança fronteiriça dos países foi reforçada, incluindo maior cuidado com pessoas, animais e géneros alimentícios oriundos de países afetados. A proteção pessoal de quem faz os controlos bem como controlo de roedores em transportes internacionais deverá ser reforçada.</p>



<h4>Cuidados a ter nas visitas à clínica veterinária</h4>



<p>Deverá ser consultado pelo seu médico veterinário apenas em situações urgentes, sendo recomendado que faça a <strong>marcação prévia</strong>. Atualmente a maioria dos estabelecimentos veterinários trabalham à porta fechada e apenas atendem por marcação, de forma a reduzir o contato entre donos e animais.</p>



<p>Na sala de espera e nas interações sociais na clínica, <strong>mantenha a distância de segurança e evite cumprimentos </strong>que envolvam contato, como apertos de mãos e beijos. É provável que lhe peçam que fique<strong> fora do consultório durante consulta</strong> de forma a reduzir o contacto entre pessoas. </p>



<p>Recomenda-se sempre a marcação da consulta por telefone ou digital. É de realçar que alguns estabelecimentos poderão encontrar-se <strong>encerrados</strong>. Ainda, a Ordem dos Médicos Veterinários encontra-se a coordenar o <strong>possível auxilio de médicos veterinários e de equipamentos (ex. ventiladores) ao SNS</strong>, podendo originar interrupções no serviço.</p>



<h4>O que fazer em caso de suspeita </h4>



<p>Em caso de suspeita ou de contacto prévio com pessoas infetadas <strong>nunca se deverá dirigir imediatamente aos serviços de saúde</strong>. Na saúde humana, deverá consultar o SNS24 (808 24 24 24) e na saúde animal, o seu médico veterinário por contacto telefónico.  Caso o animal esteja doente, deverá seguir as instruções dadas pelo seu médico veterinário, incluindo boas medidas de higiene. </p>



<p><strong>Caso se encontre doente ou esteja sob suspeita, use máscara para conter a transmissão e evite cuidar do seu animal de companhia</strong>, pedindo auxílio à sua família. Já existem locais e pessoas que se voluntariam para cuidar dos animais de pessoas infetadas. Mantenha a casa em boas condições de higiene e evite contactar com o animal. É de <strong>evitar contatos próximos como carícias, beijos e abraços</strong>, incluindo nos animais de companhia.</p>



<p><em>Fontes: <a href="http://srvbamid.dgv.min-agricultura.pt/xeov21/attachfileu.jsp?look_parentBoui=36964881&amp;att_display=n&amp;att_download=y">DGAV 2020</a>; <a href="https://wsava.org/wp-content/uploads/2020/02/nCOV_WSAVA-Advisory-Document-final-05.02.2020.pdf">WSAVA 2020</a>; <a href="https://www.sns.gov.pt/2020/01/28/coronavirus-2019-ncov/">SNS 2020</a>; <a href="https://www.nature.com/articles/d41586-020-00364-2">Nature 2020</a>; <a href="https://www.nature.com/articles/d41586-020-00180-8">Nature 2020</a></em>; <a href="https://theconversation.com/hong-kong-dog-causes-panic-but-heres-why-you-neednt-worry-about-pets-spreading-covid-19-133304">Caddy 2020</a>; <a href="https://www.avma.org/resources-tools/animal-health-and-welfare/covid-19">AVMA 2020</a></p>
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			</item>
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		<title>Cio na gata: quais os sinais, duração e sua prevenção</title>
		<link>https://omeuanimal.com/cio-na-gata-quais-os-sintomas-duracao-prevencao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana C. Prata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jan 2020 06:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gato]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é o cio? O cio das gatas, também chamado estro, é a parte fértil do ciclo sexual. A gata no cio apresenta comportamento de cio e encontra-se receptiva ao macho. O cio da gata pode ocorrer várias vezes durante o ano. O cio é originado por alterações hormonais na gata. A hormona estrogénio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="p1" style="text-align: justify;">O que é o cio?</h2>
<p>O cio das gatas, também chamado estro, é a <strong>parte fértil do ciclo sexual</strong>. A <strong>gata no cio</strong> apresenta comportamento de cio e encontra-se receptiva ao macho. O cio da gata pode ocorrer várias vezes durante o ano.</p>
<p>O cio é originado por<strong> alterações hormonais</strong> na gata. A hormona estrogénio atinge o seu pico antes do estro. O seu decréscimo é responsável pelos comportamentos de cio.</p>
<p>Este é um período em que criadores permitem o cruzamento com machos. Já para os tutores, pode ser um período de stress ao lidar com o comportamento de cio e a possibilidade de uma <strong>ninhada indesejada.</strong></p>
<p> </p>
<h2>Como saber se uma gata está no cio?</h2>
<p>Os gatos são animais solitários, que na natureza se encontrariam dispersos por grande áreas de território. Por esse motivo, as fêmeas receptivas têm que <strong>emitir sinais claros para atrair machos</strong>. Este são os sinais que se observam no cio e muito incomodam os seus tutores.</p>
<p>A gata está <strong>intranquila, roça-se</strong> nos objectos, pessoas e animais. <strong>Rebola-se</strong> incansavelmente e coloca-se na <strong>posição de cópula</strong>. Esta consiste numa posição agachada, com o quarto traseiro levantado e a cauda de lado, expondo os genitais. O cio também se acompanha de miados inconsoláveis.</p>
<p>Resumindo, <strong>os sintomas de cio na gata são:</strong></p>
<ul>
<li>Miar frequente;</li>
<li>Falta de apetite;</li>
<li>Procura por atenção;</li>
<li>Roçar-se e rebolar;</li>
<li>Colocar-se em posição de cópula.</li>
</ul>
<p>Para além destes sinais de cio na gata, esta ainda poderá tentar fugir para se encontrar com os machos. O miar frequente poderá não originar-se apenas na gata, mas também nos machos que esta atrai. Este miar incessante é normalmente noturno, podendo incomodar tutores e vizinhos.</p>
<p> </p>
<h2 class="p1" style="text-align: justify;">Quanto tempo dura o cio da gata?</h2>
<p><img class="so-widget-image aligncenter" src="https://i1.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/04/ciclo-cio-gato.png?resize=608%2C452&#038;ssl=1" alt="" width="608" height="452" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>O <strong>ciclo éstrico (reprodutivo) da gata </strong>apresenta vários períodos, sendo o cio o período em que ocorre a cópula. O anestro é o período de inatividade reprodutiva. Normalmente ocorre em meses onde o período de luz diária (fotoperíodo) é inferior a 8 horas de luz.</p>
<p>O aumento das horas de luz diárias, chegando às 12 horas, origina respostas hormonais que dão início ao ciclo reprodutivo desse ano. O <strong>proestro</strong> antecede sempre o cio em 1 a 2 dias. No proestro a gata apresenta comportamento de cio, mas não está receptiva aos machos, afastando-se.</p>
<p>Logo de seguida ocorre o cio (estro). O <strong>cio</strong> <strong>da gata</strong> é o período em que a gata apresenta comportamento de cio e está receptiva ao macho, podendo ocorrer a cópula. O cio das gatas dura cerca de uma semana, variando entre <strong>3 e 16 dias</strong>.</p>
<p>A ovulação das gatas é dependente da agressão das espículas de queratina (espinhos) do macho na vagina da fêmea durante a cópula. Este é o estímulo origina a ovulação. Assim, se não houver cópula, não há ovulação e rapidamente a gata poderá novamente no cio. Ao <strong>intervalo</strong> entre cios, onde não ocorreu ovulações, chama-se interestro e tem um duração aproximada de 15 dias.</p>
<p>Se ocorrer ovulação porque ocorreu cópula, segue-se uma de duas hipóteses: <strong>gravidez ou diestro, </strong>com uma duração semelhante de 40 a 65 dias. A gravidez ocorre quando a cópula resulta na fecundação dos óvulos. O diestro ocorre quando a cópula originou a ovulação, mas não ocorreu fecundação.</p>
<p> </p>
<h2 class="p1" style="text-align: justify;">Quando repete o cio da gata?</h2>
<p>O período entre cios irá <strong>depender se ocorreu ovulação ou não</strong>. Sem monta do macho, a gata não ovula porque a ovulação é dependente do estímulo do pénis do macho.</p>
<p>No caso de não ter ocorrido cruzamento e por isso não ter ovulado, o cio na gata pode repetir-se a <strong>cada 15 dias</strong>. Isto porque a gata se encontra no interestro. Sem ovulação, o cio pode se repetir em intervalos curtos.</p>
<p>Em caso de cruza sem gravidez, existiu o estímulo e ovulação. A gata entra então em diestro, que <strong>dura 40 dias</strong>. Em situações medico-veterinárias, o diestro pode ser artificialmente estimulado através da simulação da frição do pénis.</p>
<p>Se existiu fecundação e gravidez, o cio retoma-se cerca de <strong>1 mês após o parto</strong>, durante o desmame, quando os filhotes se tornam mais independentes.</p>
<p class="p1" style="text-align: justify;"><img class="so-widget-image aligncenter" src="https://i1.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/04/estro-gata.png?resize=696%2C58&#038;ssl=1" alt="" width="696" height="58" data-recalc-dims="1" /></p>
<p> </p>
<h2 class="p1" style="text-align: justify;">Qual é a altura de cio nas gatas?</h2>
<p>A altura do cio das gatas varia geograficamente pois é dependente da luminosidade ambiente. O sinal ambiental que indica ao organismo da gata para iniciar ou cessar o ciclo reprodutivo anual é o <strong>número de horas de luz diária</strong> (fotoperíodo).</p>
<p>Considera-se que o ciclo reprodutivo da gata é favorecido por <strong>12 horas de luz</strong> e inibido por menos de 8 horas de luz. Não só é importante o número total horas diários de luz, tal como é se este é crescente ou decrescente.</p>
<p>Assim, o ciclo reprodutivo anual da gata inicia-se durante os meses com fotoperíodo crescente, quando os dias se tornam maiores. Já o ciclo reprodutivo termina quando os dias ficam mais curtos. Em Portugal admite-se que o cio da gata <strong>inicia-se me Janeiro e termina em Setembro</strong>.</p>
<p>No entanto estes períodos podem ser <strong>alterados pela luz artificial</strong>. No interior da casa, a luz elétrica e dispositivos com ecrãs emitem luz que poderá confundir o ciclos reprodutivos da gata, estendendo-se a outros meses do ano.</p>
<p> </p>
<h2 class="p1" style="text-align: justify;">Com quantos meses a gata entra no cio?</h2>
<p>O <strong>primeiro cio da gata</strong> (puberdade) ocorre perto dos <strong>6 a</strong> <strong>9 meses</strong>, no entanto considera-se normal entre os 4 meses e os 2 anos de idade. A entrada no primeiro cio vai depender também de outros fatores.</p>
<p>A <strong>raça e genética</strong> pode ter algum impacto na altura de cio. Por exemplo, raças de pelo curto normalmente têm uma puberdade mais precoce que raças de pelo comprido.</p>
<p>Mais importante é <strong>condição corporal,</strong> atrasando-se a entrada em cio em fêmeas em má condição corporal (magras) pois poderão não estar preparadas para a primeira ninhada. O contacto com machos não castrados e as suas feromonas também pode estimular a entrada no cio mais precoce.</p>
<p>Finalmente, como o cio ocorre em certas <strong>épocas do ano</strong>, influenciada pela luz ambiente, esta também influencia a entrada no primeiro cio. Se a gata atingir os 9 meses durante uma época em que o fotoperíodo é inferior a 8 horas diárias, é mais provável que o cio se atrase.</p>
<p> </p>
<h2 class="p1" style="text-align: justify;">Os gatos têm cio?</h2>
<p>Os gatos machos atingem a maturidade sexual (puberdade) aos<strong> 8 a 12 meses</strong>. No macho, não existe ciclos reprodutivos. A produção de espermatozoides é constante ao longo do ano, regendo-se por ciclos rítmicos de picos de testosterona.</p>
<p>Assim,<strong> os machos não têm um cio,</strong> estão sempre prontos para reprodução. Quando expostos a estímulos visuais e olfactivos da fêmea em cio ficam interessados. Ou seja, quando ouvem a gata a miar em cio ou cheiram as suas feromonas, sentem o desejo de se encontram com elas para a cópula.</p>
<p>Nos gatos, a resposta a estes estímulos origina uma série de comportamentos típicos, como <strong>miados sofridos</strong> ao chamar pela gata, inquietação, tentativas de fuga e marcação do território como ritual sexual. Esta marcação do território, traduzindo-se em <a href="https://omeuanimal.com/eliminacao-inadequada-e-marcacao-territorial-em-gatos/">urinar em locais indesejados</a>, normalmente ocorre contra superfícies verticais. Ainda se podem tornar agressivos com outros machos e envolver-se em lutas. O apetite é reduzido pois a prioridade torna-se o cruzamento com as fêmeas.</p>
<p><img class="so-widget-image aligncenter" src="https://i0.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/04/cio-gato.png?resize=660%2C450&#038;ssl=1" alt="" width="660" height="450" data-recalc-dims="1" /></p>
<h2 class="p1" style="text-align: justify;">Como saber se uma gata está no cio?</h2>
<p>Para determinar se a gata está no cio, dever observar o seu comportamento. A gata em cio está <strong>intranquila, roça-se</strong> nos objectos, pessoas e animais.</p>
<p><strong>Rebola-se</strong> e esfregam-se incansavelmente e coloca-se na <strong>posição de cópula</strong>. Esta consiste numa posição agachada, com o quarto traseiro levantado e a cauda de lado, expondo os genitais.</p>
<p>O cio também se acompanha de <strong>miados inconsoláveis</strong>. A estes miados adiciona-se a atração de gatos machos que poderão juntar-se numa sinfonia noturna.</p>
<p>A gata<strong> procura atenção e mimos</strong> dos seus tutores. Se não tiverem acesso ao exterior, tentarão fugir para se encontrar com os machos. Poderá urinar em locais indesejados e lamber os genitais com maior frequência. Ainda poderá ter falta de apetite e emagrecer.</p>
<p> </p>
<h2 class="p1">Como ocorre a ovulação na gata?</h2>
<p class="p1">A ovulação na gata é induzida durante a cópula. Durante o cio (estro), a fêmea está receptiva e permite ser montada pelo macho. A ovulação é <strong>induzida por este estimulo durante o acasalamento de gatos</strong>.</p>
<p>Na cópula, o macho introduz o pénis coberto por<strong> espículas de queratina</strong> (espinhos) que estimular a vagina e originam uma resposta que culmina com a ovulação. Estes espinhos causam dor à gata, o que normalmente se traduz num miado e rejeição do macho.</p>
<p class="p1">Se existiu ovulação, houve libertação de óvulos que poderão ser fecundados e <strong>originar uma gravidez</strong>. O espaço de onde foram libertados os óvulos irão formar uma estrutura no ovário chamada corpo lúteo. O corpo lúteo é responsável pela libertação de hormonas e manutenção da gestação. É também responsável pelo diestro, período de 40 dias entre cios, caso ocorra ovulação sem fecundação.</p>
<h2 class="p1" style="text-align: justify;"> </h2>
<p><img class="so-widget-image aligncenter" src="https://i0.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/04/cio-gata-estro.png?resize=485%2C173&#038;ssl=1" alt="" width="485" height="173" data-recalc-dims="1" /></p>
<p> </p>
<h2>Como acalmar gata no cio?</h2>
<p>As gatas durante o cio encontram-se desesperadas por se encontram com os machos. Distraí-las com <strong>brincadeiras e jogos</strong> poderá reduzir o stress durante este período.</p>
<p>Durante este período é importante <strong>prevenir a fuga da gata.</strong> Elas podem ser insistentes nas tentativas de fuga para se encontrarem com machos. Isso implica que todas as portas e janelas devem estar fechadas ou teladas. Se existir uma fuga, há uma elevada probabilidade que a gata esteja grávida (prenhe).</p>
<p>Em relação ao cio,<strong> não há forma de o acalmar ou acabar nas gatas</strong>. O médico veterinário poderá induzir a ovulação induzindo o estímulo vaginal com um cotonete. Mas este só irá induzir um maior período (40 dias, diestro) entre cios.</p>
<p>A única forma comprovada de acalmar o cio é prevenindo-o, usando<strong> pílulas contraceptivas</strong> ou, idealmente, a <strong>castração</strong>. A castração é também a forma do tutor estar mais tranquilo e evitar o sofrimento causado durante o cio.</p>
<p> </p>
<h2 class="p1" style="text-align: justify;">Como acabar com o cio do gato?</h2>
<p>A única forma de impedir o cio da gata é recorrendo a métodos hormonais nas gatas, como as <strong><a href="https://omeuanimal.com/pilulas-para-gatas-opcoes-de-contraceptivos-no-mercado/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">pílulas contraceptivas</a></strong>, ou a métodos cirúrgicos, a <strong>castração </strong>(gonadectomia). Nos gatos machos, apenas a castração irá impedir o comportamento de procura de fêmeas em cio.</p>
<p>As pílulas contraceptivas em gatos não são iguais à pílulas humanas, devido à diferença nos ciclos reprodutivos. Assim, existem à venda <strong>pílulas contraceptivas específicas para animais de companhia</strong> em farmácias e clínicas veterinárias.</p>
<p>Os contraceptivos para gatos e cães têm uma administração semanas ou quinzenal, devendo iniciar-se após o cio. Esta forma de controlo do ciclo reprodutivo é <strong>fácil e não requer cirurgia.</strong> Apenas requer que o tutor não se esqueça de administrar o comprimido no tempo certo.</p>
<p>No entanto, os contraceptivos n<strong>ão deverão ser utilizados por grande períodos de tempo</strong> pois estão na origem de patologias. A utilização de contraceptivos em gatas e cadelas está relaciona com o aparecimento de infeções uterinas (piometras), bem como cancros do sistema reprodutor ou mama.</p>
<p>A longo-prazo, o custo também ultrapassa o da cirurgia, não havendo vantagem. Assim, o uso de contraceptivos deverá <strong>limitar-se a situações de espera para a castração</strong> ou em que a cirurgia não seja possível.</p>
<p>A castração é a <strong>remoção cirurgica dos orgãos reprodutivos do animal</strong>, ou seja, do útero e ovários na fêmea (ovariohisterectomia) ou dos testículos no macho (orquiectomia). A castração permite uma solução a longo-prazo, não havendo mais preocupações com cios. A castração também reduz o risco de cancros reprodutivos e de mama.</p>
<p> </p>
<h2>Pode castrar gata no cio?</h2>
<p><strong>Pode-se castrar a gata no cio, mas não é recomendado. </strong>Durante o cio, os órgãos reprodutivos estão muito ativos, aumentando a circulação de sangue nestes. Logo, há maior risco de sangramento se a castração ocorrer durante o cio da gata. </p>
<p>Recomenda-se esperar que o cio passe e castrar de seguida.  A castração deverá realizar-se<strong> logo que o cio passe</strong>, no período de interestro ou diestro. Como os machos não têm cio, podem ser castrados a qualquer altura.</p>
<p>O mito de que as gatas devem ter pelo menos uma ninhada antes da castração não é verdadeiro. Assim, também <strong>não precisar de esperar pelo nascimento da primeira ninhada para a castração</strong>.</p>
<p> </p>
<h2>Como é que a gata castrada entra no cio?</h2>
<p>O cio é provocado por variações em hormonas sexuais. Assim, <strong>uma gata castrada entra no cio se ainda tiver tecido do ovário a libertar hormonas sexuais.</strong></p>
<p>O tecido do ovário pode estar presente depois da castração <strong>se não foi removido por completo durante a castração</strong> ou a gata tem um tecido ovárico ectópico (tecido extra numa localização pouco comum) para além dos ovários normais. Se suspeita que a sua gata castrada tem sinais de cio, deverá consultar o seu médico veterinário.</p>


<p></p>
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		<title>Porque é que os gatos não gostam de água?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana C. Prata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Nov 2019 10:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gato]]></category>
		<category><![CDATA[Higiene & Treino]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descubra as hipóteses por trás das resposta a porque é que os gatos não gostam de água.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os gatos não gostam de água. É uma afirmação corrente, mas será verdadeira? Então <strong>porque é que os gatos não gostam de água?</strong> Para responder a esta questão é necessário separar os factos da ficção – pois nem todos os felinos têm medo de água.</p>



<h2>Porque é que os
gatos não gostam de água?</h2>



<p>Muitos gatos têm
aversão à água, mas a razão desta fobia ainda é muito debatida. As duas
principais teorias envolvem a evolução dos gatos longe de fontes de água e o
facto da água dificultar a manutenção do pelo.</p>



<h4>A evolução no
deserto</h4>



<p>A Associação de
Médicos Veterinário Canadianos apresenta a hipótese desta esta aversão se ter
desenvolvido devido à evolução da espécie felina em climas áridos e desérticos.
</p>



<p>Na sua história primitiva, os gatos não foram expostos a rios, lagos e à chuva. Logo,<strong> não se habituaram à presença de água</strong>, como outras espécies. </p>



<p>Ao contrário dos
cães que adoram molhar-se, os gatinhos não gostam muito de ficar molhados.</p>



<h4>Manter o pelo
asseado</h4>



<p>Outra razão apresentada
para que os gatos não gostem de água é a sua obsessão em manter o pelo limpo.
Os gatos são conhecidos pela sua minuciosa higiene pessoal. </p>



<p>Para quem já andou à chuva sem guarda-chuva, sabe que é muito difícil controlar um cabelo molhado. Logo, <strong>a água contradiz o esforço do gato em manter o pelo limpo e asseado.</strong></p>



<p>Um pelo molhado é
pesado, desconfortável e demora muito tempo a secar. Além disso, o pelo molhado
é muito difícil de ser aprumado pelo gato durante a sua higiene pessoal.</p>



<h2>Porque é que os
gatos não se gostam de molhar, mas gostam de brincar com água?</h2>



<p>Os gatos podem não gostar de se molhar, mas <strong>adoram brincar com água. </strong>Gostam de brincar com gotas de água a cair de torneiras, a fontes de água, e até com o chuveiro quando está ligado. </p>



<p>Os gatos divertem-se
e brincam com água em movimento. Mas desde que não se molhem muito. Pensa-se
que a predileção por água corrente (como uma torneira), em detrimento de água
parada (como na taça de água) é uma questão de fascínio. </p>



<p>A gotas de água são como que um íman para os gatos, <strong>deixando-os explorar com todos os seus <a href="https://omeuanimal.com/sabe-quais-sao-os-sentidos-dos-gatos/">sentidos</a></strong>. Também é possível que esta predileção esteja associada ao passado selvagem do gato. A preferência por <strong>correntes de água doce torna a ingestão mais segura</strong>, do que de água parada.</p>



<figure class="wp-block-image"><img data-attachment-id="3854" data-permalink="https://omeuanimal.com/porque-e-que-os-gatos-nao-gostam-de-agua/cute-cat-tiger-eyes-getiegert-fur-thirst-water/" data-orig-file="https://i1.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/03/gatos-não-gostam-de-água.jpg?fit=960%2C640&amp;ssl=1" data-orig-size="960,640" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;5&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;https:\/\/www.maxpixel.net\/&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;ILCA-77M2&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Cute Cat Tiger Eyes Getiegert Fur Thirst Water&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;Copyright by MaxPixel&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;210&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;400&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.0025&quot;,&quot;title&quot;:&quot;Cute Cat Tiger Eyes Getiegert Fur Thirst Water&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="" data-image-description="" data-medium-file="https://i1.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/03/gatos-não-gostam-de-água.jpg?fit=300%2C200&amp;ssl=1" data-large-file="https://i1.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/03/gatos-não-gostam-de-água.jpg?fit=696%2C464&amp;ssl=1" src="https://i1.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/03/gatos-não-gostam-de-água.jpg?w=696&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-3854" srcset="https://i1.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/03/gatos-não-gostam-de-água.jpg?w=960&amp;ssl=1 960w, https://i1.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/03/gatos-não-gostam-de-água.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i1.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/03/gatos-não-gostam-de-água.jpg?resize=696%2C464&amp;ssl=1 696w, https://i1.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/03/gatos-não-gostam-de-água.jpg?resize=630%2C420&amp;ssl=1 630w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h2>Porque é que os
gatos não gostam de tomar banho?</h2>



<p>Para além da aversão à própria água, ainda existem mais fatores que tornam a hora do banho um pesadelo para os felinos. A água canalizada é tratada com cloro. Logo, poderá libertar um <strong>cheiro repulsivo</strong> para o felino.</p>



<p>Para além da água e do seu tratamento, ainda existem mais <strong>cheiros desconhecidos</strong>. O champô também poderá ser muito desagradável para o gato. Mas isto não impede que se dê banho ao gato quando é necessário.</p>



<p>O ideal é <strong>estar bem preparado para o banho</strong>. O ideal é ter um champô suave próprio para gatos, luvas, toalhas e uma boa guloseima para depois do banho. Não se esqueça de convidar um familiar paciente para o ajudar nesta tarefa.</p>



<h2>Como habituar o
gato a gostar de água?</h2>



<p>Se quer habituar o seu gato a gostar de água, deve <strong>apresentá-la de uma forma gradual e associá-la a estímulos positivos</strong>. Por serem mais moldáveis, e ainda não terem muitas experiências negativas com água, os gatinhos jovens são mais fáceis de treinar.</p>



<p>Independente da idade do felino, deve apresentar-lhe a água de forma gradual, paciente e sem forçar. Este processo implica a <strong>repetição ao longo de vários dias</strong>. O ambiente nestas sessões deve ser descontraído.</p>



<p>Poderá começar
com panos molhados passados suavemente sobre o pelo, seguido de apresentação a água
morna para que molhe as patas e progressivamente molhe mais o corpo. O ideal é
ter a água numa bacia ou encher um pouco a banheira, para não assustar o gato
com o chuveiro.</p>



<p>Monitorize o
comportamento do gato durante as sessões. Se o gato estiver tenso, deverá
deixá-lo sair da água e repetir noutro dia. Com a evolução poderá notar que o
gato ficará mais relaxado e até poderá começar a brincar com a água. Uma forma
de distrair o gato durante o processo é oferecer-lhe a sua guloseima favorita.</p>



<h2>Gatos que adoram
água e nadar</h2>



<p>Apesar da maioria dos gatos não gostar de água, existem <strong>alguns felinos que adoram nadar</strong>, como os tigres. Apesar de todos os gatos serem bons nadadores quando na água, existem raças de gatos que adoram nadar. Estas raças de gatos que adoram água incluem:</p>



<ul><li>Maine
Coon;</li><li>Bengal;</li><li>Angorá
turco;</li><li>Abissinio;</li><li>Turkish
Van;</li><li>Pelo
curto americano;</li><li>Bobtail
americano.</li></ul>



<p>Entre estas raças, destaca-se o <strong>Turkish Van</strong>. Esta raça rara foi chamada de “Gato Nadador”. A textura única do seu pelo tipo caxemira torna-os impermeáveis, permitindo que disfrutem da natação ou atividades na água.</p>



<p>E o seu gato, gosta
de água?</p>
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		<item>
		<title>Cistite idiopática felina: tudo o que o precisa de saber.</title>
		<link>https://omeuanimal.com/cistite-idiopatica-felina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana C. Prata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2019 10:03:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gato]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cistite idiopática felina é uma doença do trato urinário inferior que causa grande desconforto aos gatos. Conheça tudo sobre esta doença.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A <strong>cistite idiopática felina</strong>, também conhecida por cistite estéril ou cistite intersticial felina, é uma inflamação da bexiga e uretra de origem desconhecida que ocorre em gatos. Esta patologia também é conhecida por <strong>Doença do Trato Urinário Inferior Felino </strong>(FLUDT) e síndrome urológico felino.</p>



<h2>O que é a cistite
idiopática felina?</h2>



<p>A cistite idiopática felina é uma <strong>inflamação da bexiga e uretra de origem desconhecida</strong>. Idiopático significa exatamente causa desconhecida. Apesar de não se conhecer a causa, pensa-se que a cistite idiopática em felinos possa estar influenciada por fatores como:</p>



<ul><li>Doenças
não inflamatórias (cistite intersticial);</li><li>Infeções
do trato urinário (calicivírus, gama-herpesvírus);</li><li>Cálculos
urinários e cristaluria;</li><li>Alterações
neurológicas;</li><li>Alterações
comportamentais e stress;</li><li>Traumas;</li><li>Tumores.</li></ul>



<p>O <strong>stress</strong> é um fator muito importante na cistite idiopática felina. Alterações da rotina, presença de pessoas estranhas em casa, adoção de um novo animal, ou competição por espaço e alimento com outros gatos num espaço fechado, caixas de areia sujas ou que não estão sempre no mesmo local podem causar stress e contribuir para a cistite idiopática felina. Os gatos são animais de rotinas, e qualquer alteração pequena poderá ser causa de stress.</p>



<h2>Sinais e sintomas
da cistite idiopática felina</h2>



<p>A principal sinal detetado pelos donos é o <strong>aumento da frequência com que o gato vai à caixa de areia</strong>, fazendo pouca urina de cada vez e podendo ter desconforto. Na areia, poderá encontrar vestígios de sangue. Nestes casos, é recomendado marcar uma consulta no seu Médico Veterinário.</p>



<p>Assim, os vários
sinais e sintomas da cistite idiopática felina incluem, em qualquer combinação:</p>



<ul><li>Micção
frequente (poliuria);</li><li>Sangue
na urina (hematúria);</li><li>Dor
ou dificuldade em urinar (disúria);</li><li>Urinar
fora da caixa de areia (periuria).</li></ul>



<p>Nos machos, poderá ocorrer ainda <strong>obstrução do trato urinário por cálculos</strong>, uma vez que é mais apertado, sendo considerado uma emergência. Nestes casos, o gato não consegue urinar, mas tenta, vocalizando quando está na caixa de areia, tendo menos energia, apetite e vontade de se mover. A passagem dos cristais da urina é dolorosa e pode impedir a micção. Normalmente resolve, mas cerca de metade dos gatos terão outro episódio durante o ano seguinte.</p>



<h2>Diagnóstico da
cistite idiopática felina</h2>



<p>A cistite
idiopática felina tem causa é desconhecida. Fatores como ansiedade, hormonas,
infeções virais, dieta, stress e genética estão envolvidos, mas não são a sua
causa direta. Gatos de ambos os sexos são afetados. Pode acontecer em qualquer
idade, mas é mais comuns em gatos jovens e de meia idade.</p>



<p>Assim, o diagnóstico da cistite idiopática felina deve<strong> excluir outras patologias do trato urinário inferior</strong>, como infeções bacterianas, tumores e cálculos renais. O diagnóstico baseia-se na história e exame clínico. Exames complementares incluem análise da urina, cultura bacteriana da urina, análise de sangue, radiografia, ecográfica e cistoscopia.</p>



<h2>Tratamento da
cistite idiopática felina</h2>



<p>Como a cistite idiopática felina não tem uma causa conhecida, o tratamento pretende <strong>reduzir a severidade e frequência dos episódios</strong>. A cistite idiopática felina é tratada em casa em animais sem bloqueio que se encontram em bom estado de saúde, ou através de hospitalização no caso de bloqueio da uretra com cristais.</p>



<p>A terapia da cistite idiopática felina passa por utilização de<strong> analgésicos </strong>para controlo da dor, podendo também usar-se feromonas que reduzam o stress. Deve incentivar-se a <strong>ingestão de água</strong>, disponibilizando água fresca e utilizando fontes, para ajudar à produção de uma urina mais diluída. </p>



<p>Em gatos com cálculos e cristais na urina, recomenda-se adaptação de uma dieta que reduza a formação de cálculos.  Em gatos com cistite idiopática sem cálculos, recomenda-se a utilização de uma <strong>ração de alta qualidade </strong>que está relacionada com uma boa produção de urina. <a href="https://omeuanimal.com/qual-o-melhor-tipo-de-racao-para-gatos-seca-ou-humida/">A qualidade da dieta é mais importante do que o seu conteúdo de água</a>, sendo preferível o investimento numa ração seca de alta gama do que em ração húmida de baixa qualidade.</p>



<p><strong>Alterações do ambiente também ajudam a reduzir o stress,</strong> como disponibilizar um local de refúgio onde o gato se possa esconder caso se assuste. Os gatos devem ter acesso ao seu próprio comedouro, água, caixa de areia, <a href="https://omeuanimal.com/unhas-de-gato-cortar-e-arranhador/">poste de arranhar</a>, ninho e zona de brincadeiras, especialmente em casas com vários gatos. As <a href="https://omeuanimal.com/caixa-de-areia-gato/">caixas de areia</a> deverão no mesmo número que o número de gatos mais uma. O <a href="https://omeuanimal.com/brinquedos-enriquecimento-ambiental-gatos/">enriquecimento ambiental </a>também é recomendado. Nunca se deve punir o gato por urinar fora da caixa. Ao reduzir o stress, também se estará a reduzir a severidade e episódios de cistite idiopática felina.</p>



<p>A cirurgia pode
ser necessária para lavar e remover tecido inflamado (cistotomia), mas
geralmente não é recomendado. A abertura cirúrgica da uretra pode reduzir a recorrência
dos bloqueia da uretra (obstruções).</p>



<h2>Prognóstico da
cistite idiopática felina</h2>



<p>A cistite idiopática felina em gatos tem um <strong>bom prognóstico</strong>, uma vez que é autolimitante e cura-se em 4 a 7 dias. No entanto, os sinais são imprevisíveis e <strong>tendem a ser recorrentes</strong>. A recorrência diminui com o avançar da idade. Nos gatos com obstrução da uretra, o prognóstico poderá ser diferente, uma vez que falta de tratamento poderá causar insuficiência renal. Os cateteres uretrais que permitem o esvaziamento da bexiga podem causar trauma nos tecidos e favorecer infeções urinárias. Já a abertura da uretra pode aumentar o risco de infeções bacterianas ou até diminuir o diâmetro da uretra durante a cicatrização.</p>
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		<item>
		<title>Perguntas frequentes sobre Alimentação de Cães e Gatos</title>
		<link>https://omeuanimal.com/perguntas-frequentes-sobre-alimentacao-de-caes-e-gatos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana C. Prata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Oct 2019 08:09:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cão]]></category>
		<category><![CDATA[Dietas & Rações]]></category>
		<category><![CDATA[Gato]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esclareça as dúvida mais comuns relativas à nutrição de cães e gatos.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3>Como escolher a
melhor dieta para cães e gatos?</h3>



<p>Como individuo, <strong>existem várias opções de alimentação para os cães e gatos</strong>. Um médico veterinário nutricionista é a melhor fonte de informação em relação à escolha de uma dieta apropriada ao animal. Muitos fatores estão envolvidos na escolha da dieta, incluindo fatores financeiros, disponibilidade, problemas de saúde, preferências do animal e filosofia pessoal. </p>



<h3>Quanta ração devo
dar ao cão ou gato?</h3>



<p>Há formas de calcular as necessidades médias do cão ou gato. No entanto, as necessidades calóricas individuais dependem da genética, ambiente, nível de atividade e estadio de vida. É importante ter em consideração que <strong>os alimentos variam muito no nível energético</strong>: rações secas podem variar de 300 a 700 calorias por chávena!</p>



<p>O conteúdo calórico
da dieta utilizada deve ser conhecido de forma a não sobre ou sob-alimentar o
animal. Em alguns casos, esta informação está no rótulo das rações. Se não
estiver, poderá ser obtido contactando a empresa ou procurando informação no
seu website.</p>



<p><strong>A prevenção da obesidade é muito importante para a manutenção da saúde e longevidade.</strong> Deve avaliar regularmente se o animal mantém uma condição corporal adequada. Idealmente, deverá ser determinado por um médico veterinário. Em casa, poderá avaliar se as costelas são facilmente palpáveis e o animal mante um contorno de ampulheta quando visto de cima.</p>



<h3>A dieta de carne
crua é melhor do que a ração seca ou húmida?</h3>



<p>As <a href="https://omeuanimal.com/dieta-de-carne-crua-para-cao-e-gato-barf/">dietas de carne crua</a>, caseira ou em ração, tornam-se populares. Postula-se que tenha benefícios como o aumento da longevidade, melhor higiene oral, melhor saúde e cura de doenças (especialmente gastrointestinais). Afirma-se que os benefícios estarão na preservação de enzimas e outras substâncias naturais que são destruídas durante a cozedura.</p>



<p>No entanto<strong>, provas destes benefícios são limitadas a depoimentos, não existindo estudos científicos válidos que possam comprovar estas afirmações</strong>. Os únicos estudos que existem avaliam as diferenças de digestibilidade de dietas cruas e cozinhadas (caseira ou ração). Nestes, as carnes cruas têm ligeiramente maior digestibilidade do que carne cozinhada.</p>



<p>Há riscos associados à alimentação crua. Um dos riscos é o desequilíbrio nutricional, comum em ambas as dietas cruas e caseiras. Outro risco é a contaminação bacteriana ou parasitária, incluindo de intoxicação alimentar, sendo um risco para a saúde pública.</p>



<p><strong>Neste momento, ainda não existem provas concretas dos benefícios das dietas de carne crua, mas existem provas dos seus riscos.</strong> Desta forma, o ideal será discutir a escolha de alimentação com o seu médico veterinário para garantir a segurança do seu animal e da família.</p>



<figure class="wp-block-image"><img data-attachment-id="2499" data-permalink="https://omeuanimal.com/como-sao-feitas-as-racoes-para-caes-e-gatos/cat-2170494_1280/" data-orig-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/11/cat-2170494_1280.jpg?fit=1280%2C960&amp;ssl=1" data-orig-size="1280,960" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="cat-2170494_1280" data-image-description="" data-medium-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/11/cat-2170494_1280.jpg?fit=300%2C225&amp;ssl=1" data-large-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/11/cat-2170494_1280.jpg?fit=696%2C522&amp;ssl=1" src="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/11/cat-2170494_1280.jpg?resize=696%2C522&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2499" srcset="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/11/cat-2170494_1280.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/11/cat-2170494_1280.jpg?resize=80%2C60&amp;ssl=1 80w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/11/cat-2170494_1280.jpg?resize=265%2C198&amp;ssl=1 265w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/11/cat-2170494_1280.jpg?resize=696%2C522&amp;ssl=1 696w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/11/cat-2170494_1280.jpg?resize=1068%2C801&amp;ssl=1 1068w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/11/cat-2170494_1280.jpg?resize=560%2C420&amp;ssl=1 560w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/11/cat-2170494_1280.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/11/cat-2170494_1280.jpg?resize=600%2C450&amp;ssl=1 600w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/11/cat-2170494_1280.jpg?resize=700%2C525&amp;ssl=1 700w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/11/cat-2170494_1280.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h3>As rações
comerciais são seguras e saudáveis?</h3>



<p>As rações
comerciais têm sido usadas com sucesso ao longo de décadas. Existem muitos
tipos de alimentos disponíveis, de secos a húmidos. Alguns são completos e
balanceados, outros para uso suplementar e intermitente. </p>



<p>Problemas de segurança, como desequilíbrios nutricionais ou contaminação microbiana ou por toxinas, são ocasionalmente documentados em rações ou dietas caseiras. A maioria dos produtores de rações têm <strong>mecanismos de controlo de qualidade </strong>que garantem a segurança alimentar das rações. Desta forma, as rações são consideradas opções seguras e saudáveis para a alimentação de cães e gatos.</p>



<h3>Que suplementos
devo utilizar na alimentação dos meus animais de companhia?</h3>



<p>Se o cão ou gato têm uma alimentação baseada numa ração completa e balanceada,<strong> os suplementos não são recomendados</strong> a menos que prescritos pelo médico veterinário. Assim, reduz-se a possibilidade de excessos ou interações medicamentosas. </p>



<p>Fale com o seu médico
veterinário se está interessado em utilizar suplementos e mantenha-o informado.
Estas informação é importante para garantir os melhores cuidados para o seu cão
ou gato.</p>



<h3>Preparar dietas
caseiras é melhor do que comprar rações comerciais?</h3>



<p>Alguns tutores
podem estar interessados em cozinhar alimentos para os seus animais de companhia,
acreditando que é mais segura, natural ou saudável que rações comerciais. Podem
querer evitar certos ingredientes, como grãos, conservantes ou subprodutos, ou
incluir certos ingredientes, como carnes ou gorduras.</p>



<p>Outros tutores podem procurar responder às suas filosofias também na dieta do animal, alimentando <a href="https://omeuanimal.com/dietas-alternativas-para-gatos-e-caes/">dietas caseiras vegetarianas, orgânicas ou cruas</a>. Outra razão é quando o animal recusa comer dietas comerciais. Em alguns animais, este é um comportamento aprendido, enquanto outros pode ser secundário a uma doença, como insuficiência renal.</p>



<p>Finalmente, alguns
animais têm combinações de doenças para as quais não existe uma ração comercial
apropriada. Nestes casos, terá que ser utilizada uma dieta caseira.</p>



<p>Em geral, dietas caseiras são mais caras e levam mais tempo a preparar. Por outro lado, muitas receitas disponíveis na internet ou em livros são <strong>inadequadas ou desequilibradas</strong>. As receitas são vagas ou têm erros ou omissões na formulação, podem incluir ingrediente problemáticos ou estar desatualizadas quando se aplicam à gestão de uma doença. Podem também não conter informação relativa à quantidade a dar a cada animal. </p>



<p>Desta forma, <strong>os tutores que procuram seguir uma dieta caseira deverão procurar fazer uma consulta e obter receitas personalizadas num médico veterinário nutricionista.</strong></p>



<h3>Há alimentos que
não deverei dar ao meu cão ou gato?</h3>



<p>Há muitos alimentos que não deverão ser dados a cães ou gatos por serem <a href="https://omeuanimal.com/16-alimentos-perigosos-para-o-cao-e-gato/">tóxicos</a> ou causarem outros problemas de saúde. Exemplos incluem alimentos muito gordurosos (pele de galinha), uvas e passas, massa de pão, macadâmias, chocolate, alho, cebola e doces que contenham xilitol. </p>



<h3>O meu cão ou gato
têm uma alergia alimentar?</h3>



<p>Uma <a href="https://omeuanimal.com/alergia-alimentar-em-caes-e-gatos/">alergia alimentar</a> ocorre quando o sistema imunitário reage a uma substância desconhecida. Na alergia alimentar em cães e gatos, a pele é geralmente envolvida. Alergias ambientais, a erva, ácaros e pólen também poderão gerar este sinal. <a href="https://omeuanimal.com/dermatite-alergica-picada-de-pulga-dapp-ou-alergia-pulga/">Alergia a picada de pulga</a> também poderá ser confundida com uma alergia alimentar.</p>



<p>As alergias alimentares também podem afetar o sistema gastrointestinal provocando vómitos e diarreias. Os sinais variam dependendo da severidade. Estes sinais também poderão ser confundidos com <a href="https://omeuanimal.com/intolerancia-alimentar-em-caes-e-gatos/">intolerância alimentar</a>, onde o sistema imunitário não está envolvido. Um exemplo simples de intolerância alimentar é à lactose, por falta da enzima lactase.</p>



<p>Nas alergias alimentar, o sistema imunitário reage a uma proteína. As proteínas estão presentes na maioria dos ingredientes. <strong>As alergias alimentares mais comuns são vaca, frango e lacticínios nos cães, e vaca, peixe e lacticínios nos gatos.</strong></p>



<p>O diagnóstico da alergia alimentar envolve alimentar uma <a href="https://omeuanimal.com/racao-hipoalergenica-para-caes-e-gatos/">dieta terapêutica hipoalergénica</a> ou caseira durante dois meses, observando melhorias. Depois, o animal deverá voltar a alimentar-se da dieta original para confirmar que é a causa do problema.</p>



<p>É essencial que este processo seja seguido por um médico veterinário. A distinção entre intolerância alimentar, alergias ambientais e alergias alimentares é difícil. Apenas com supervisão de um profissional o diagnóstico e tratamento serão bem-sucedidos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img data-attachment-id="2235" data-permalink="https://omeuanimal.com/alergia-alimentar-em-caes-e-gatos/450982322_8fa6c09527_b/" data-orig-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/450982322_8fa6c09527_b.jpg?fit=1024%2C685&amp;ssl=1" data-orig-size="1024,685" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="450982322_8fa6c09527_b" data-image-description="" data-medium-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/450982322_8fa6c09527_b.jpg?fit=300%2C201&amp;ssl=1" data-large-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/450982322_8fa6c09527_b.jpg?fit=696%2C466&amp;ssl=1" src="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/450982322_8fa6c09527_b.jpg?resize=696%2C466&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2235" srcset="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/450982322_8fa6c09527_b.jpg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/450982322_8fa6c09527_b.jpg?resize=696%2C466&amp;ssl=1 696w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/450982322_8fa6c09527_b.jpg?resize=628%2C420&amp;ssl=1 628w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/450982322_8fa6c09527_b.jpg?resize=300%2C201&amp;ssl=1 300w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/450982322_8fa6c09527_b.jpg?resize=600%2C401&amp;ssl=1 600w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/450982322_8fa6c09527_b.jpg?resize=700%2C468&amp;ssl=1 700w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/450982322_8fa6c09527_b.jpg?resize=272%2C182&amp;ssl=1 272w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h3>As guloseimas que
dou ao meu cão ou gato podem ser perigosas?</h3>



<p>Quando visita o médico veterinário deverá discutir toda a alimentação do animal, incluindo das guloseimas. Isto porque <strong>as guloseimas podem conter ingredientes tóxicos para o animal ou contribuírem para o excesso de peso.</strong> Outros problemas podem ocorrer quando um animal tem uma doença que limita o consumo de certos alimentos, como insuficiência renal ou alergia alimentar. Alimentação com carne crua pode originar ainda infeções, ou obstrução e perfuração gastrointestinal causada pelos ossos.</p>



<p>As guloseimas não
são alimentos completos e equilibrados, isto é, não contem os nutrientes ou
proporções de nutrientes adequadas. Logo, as guloseimas não devem exceder 10%
das calorias diárias do animal para evitar desequilíbrios nutricionais.</p>



<h3>Como saber se o cão
ou gato tem excesso de peso?</h3>



<p>Os <a href="https://omeuanimal.com/obesidade-em-caes-e-gatos/">cães e gatos obesos</a> estão em risco de sofrer de mais problemas médicos, como artrite, e ter menor longevidade. Para saber se o seu animal está no peso certo, basta seguir os próximos passos:</p>



<ol><li>Teste
da palpação: as costelas devem ser facilmente sentidas quando se passa palma da
mão nos lados do tórax.</li><li>Teste
da cintura: deve ser visível a cintura, seja vendo-se de cima ou lateralmente.</li><li>Teste
da mão: se ainda tem dúvidas poderá comparar com a sua mão. Estenda uma das
mãos e passe a outra mão suavemente sobre as costas da sua mão – esta deverá
ser a sensação ao palpar as costelas de uma animal de peso ideal. Agora vire a
mão, e passe sobre a palma da mão – esta é a sensação do tórax de um animal com
excesso de peso.</li></ol>



<h3>Porque é que a
lista de ingredientes não é um bom método de avaliar a ração do meu cão ou gato?</h3>



<p>Muitos sites classificam as rações de acordo com a lista de ingredientes, mas estes são feitos por leigos não seguido qualquer evidencia lógica. Tal como o seu médico veterinário poderá indicar,<strong> a lista de ingredientes nunca foi feita com a função de implicar adequação nutricional.</strong></p>



<p>O equilíbrio nutricional
das dietas é definidos pela afirmação de que a ração é uma dieta completa e equilibrada,
e idealmente confirmado através de testes laboratoriais. Já a lista de
ingredientes não é a ferramenta correta para avaliação da qualidade de dieta. O
mesmo ingrediente poderá variar em relação aos nutrientes que contem dependo de
vários fatores. </p>



<p>A lista de
ingredientes é organizada por ordem decrescente de peso. Assim, alimentos ricos
em água estarão em primeiro. Logo, a organização da lista não representa como
os ingredientes contribuem para os nutrientes.</p>



<h3>Porque é que as
rações terapêuticas são tão caras?</h3>



<p>Muitos problemas
de saúde animal poderão requerer gestão da alimentação. Dependendo da doença,
podem restringir-se centros nutrientes, como o fósforo na doença renal. Nestas
condições, é critico que o tutor possa confiar numa ração que consistentemente possa
providenciar os nutrientes necessários ao animal.</p>



<p>Na produção das
rações, e os próprios ingredientes, existem variações de nutrientes que nestes
casos poderão ser graves. Por isso, os produtores de rações terapêuticas precisam
de avaliar todos os ingredientes e o produto final de todos os lotes de rações
produzidos. Por outro lado, estas rações são sujeitas a testes rigorosos para
assegurar a sua segurança e adequação à patologia.</p>



<p>Tendo em conta a<strong> investigação inerente, controlo apertado e testes de qualidade</strong>, é compreensível o seu preço. Por outro lado, estas são principalmente vendidas por médicos veterinários uma vez que serão recomendadas por este no controlo da doença e assim também poderá limitar-se o seu uso em animais saudáveis, que poderia originar deficiências nutricionais. Apesar de caras, as dietas terapêuticas são essenciais à recuperação e manutenção da saúde em animais que sofrem destas patologias.</p>



<figure class="wp-block-image"><img data-attachment-id="2233" data-permalink="https://omeuanimal.com/alergia-alimentar-em-caes-e-gatos/cat-2006366_960_720/" data-orig-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/cat-2006366_960_720.jpg?fit=785%2C501&amp;ssl=1" data-orig-size="785,501" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="gato-comida" data-image-description="" data-medium-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/cat-2006366_960_720.jpg?fit=300%2C191&amp;ssl=1" data-large-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/cat-2006366_960_720.jpg?fit=696%2C444&amp;ssl=1" src="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/cat-2006366_960_720.jpg?w=696&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2233" srcset="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/cat-2006366_960_720.jpg?w=785&amp;ssl=1 785w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/cat-2006366_960_720.jpg?resize=696%2C444&amp;ssl=1 696w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/cat-2006366_960_720.jpg?resize=658%2C420&amp;ssl=1 658w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/cat-2006366_960_720.jpg?resize=300%2C191&amp;ssl=1 300w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/cat-2006366_960_720.jpg?resize=600%2C383&amp;ssl=1 600w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2017/06/cat-2006366_960_720.jpg?resize=700%2C447&amp;ssl=1 700w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h3>O que são rações
naturais, holísticas, premium e gourmet?</h3>



<p>Muitos termos
utilizados no marketing das rações não são legalmente definidos, como o holístico,
premium e gourmet. Logo, a presença desta afirmação não garante ao tutor um
produto de melhor qualidade do que qualquer outra ração.</p>



<p>Já natural
define-se alimentos derivados de plantas, animais ou minérios na forma final,
sem alterações químicas. Orgânico indica a utilização de alimentos sem uso de
herbicidas, fertilizantes e sem organismos geneticamente modificados.</p>



<h3>O que determina a
qualidade da proteína na ração?</h3>



<p>A qualidade da proteína é determinada pelo<strong> conteúdo de aminoácidos e digestibilidade</strong>. Os aminoácidos são constituintes das proteínas, existindo alguns aminoácidos que não são produzidos pelo corpo e devem estar presentes nas dietas – os aminoácidos essenciais. Estes aminoácidos essenciais são dez nos cães e onze nos gatos.</p>



<p><strong>Uma proteína pode ter muitos aminoácidos essenciais e baixa digestibilidade. </strong>Digestibilidade indica se a proteína pode ser digerida, absorvida e utilizada pelo corpo. Se o corpo não pode utilizar os aminoácidos da proteína, não interessa a sua composição.</p>



<p><strong>Uma proteína de elevada qualidade tem uma grande percentagem de aminoácidos essenciais e boa digestibilidade</strong>. No entanto, a qualidade da proteína não pode ser determinada pela sua fonte ou ingrediente. Proteínas vegetais podem ser de elevada qualidade, especialmente quando combinadas com outras proteínas. Em muitos casos, proteínas vegetais, como o glúten, têm maior digestibilidade de que proteínas animais, como o frango.</p>



<h3>Os subprodutos
animais nas rações são seguros?</h3>



<p>Na natureza, os predadores, como os lobos, não baseiam a sua alimentação apenas na carne (músculo), mas também ingerem os órgãos internos (subprodutos) ricos em vitaminas e minerais. </p>



<p>Os <a href="https://omeuanimal.com/como-sao-feitas-as-racoes-para-caes-e-gatos/">subprodutos</a> são excedentes da produção de carne humana que consistem em órgãos, sangue, osso e intestinos. Apesar de não terem interesse para consumo humano, continuam a ser <strong>seguro e nutritivos</strong>.</p>



<p>Os subprodutos
também são amigos do ambiente. Se as rações fossem feitas dos cortes de carne para
os quais há procura para consumo humano, haveria competição pelo mesmo recurso
com maiores custos ambientais. O ideal é conseguirmos utilizar todas as partes
dos animais de produção.</p>



<p>Adaptado de: <a href="http://www.acvn.org/frequently-asked-questions/#veterinary-nutritionist">ACVN</a></p>
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					<wfw:commentRss>https://omeuanimal.com/perguntas-frequentes-sobre-alimentacao-de-caes-e-gatos/feed/</wfw:commentRss>
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			</item>
		<item>
		<title>Quais os benefícios do comedouro elevado para gatos?</title>
		<link>https://omeuanimal.com/comedouro-elevado-para-gatos/</link>
					<comments>https://omeuanimal.com/comedouro-elevado-para-gatos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana C. Prata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Oct 2019 07:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dietas & Rações]]></category>
		<category><![CDATA[Gato]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://omeuanimal.com/?p=4025</guid>

					<description><![CDATA[<p>Conheça os benefícios dos comedouros elevados para gatos e quando deverá usá-los.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://omeuanimal.com/comedouro-elevado-para-gatos/">Quais os benefícios do comedouro elevado para gatos?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://omeuanimal.com">O Meu Animal</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os comedouros elevados para gatos são vendidos sob o pretexto de melhorar a saúde e bem-estar dos felinos. Mas será que há evidências de que estes comedouros realmente são benéficos para os nossos gatos?<br></p>



<h2>Benefícios dos
comedouros elevados para gatos</h2>



<p>Os comedouros e bebedouros elevados para gatos são taças normais vendidas<strong> com um suporte que as tornam mais elevada</strong>s. A altura do comedouro elevado para gatos deve estar à altura do peito do gato. Alega-se que estes comedouros altos evitem o desconforto felino. Ao utilizá-los, o gato não precisa de se baixar e o estômago fica em posição superior ao do esófago. Pensa-se que comedouros baixos possam estar na origem de refluxo e vómitos.</p>



<p>No entanto<strong>, não há evidências que realmente haja benefício </strong>para a saúde e bem-estar em gatos saudáveis. Nos cães, certas raças foram criadas com abdómens profundos que facilitam a dilatação e torção gástrica (ex. Dobermann, Grand Danois). Em casos de risco, nos cães utilizam-se comedouros elevados. No entanto, nos gatos não houve uma pressão seletiva tão intensa e por isso não se gerou o risco de torção.</p>



<p>Os gatos são produto
da sua domesticação voluntária ao aproximarem-se de povoados humanos ricos em
presas, como os ratos. O instinto caçador ainda está presente nos nossos
felinos domésticos. Quando capturam as suas presas ingerem-nas diretamente do
solo, numa posição semelhante à dos comedouros colocados no chão. O esófago é
um tubo musculado e capaz de propulsionar o alimento até ao estômago, mesmo nas
posições mais improváveis.</p>



<p>No entanto <strong>não podemos argumentar sobre as preferências dos gatos</strong>. O ideal seria num estudo controlado apresentar a vários gatos a mesma refeição variando-se a posição dos comedouros. Até lá, não podemos afirmar com confiança de que os comedouros elevados são benéficos ou preferidos pelos gatos. Mas também não poderemos afirmar o contrário.</p>



<p>Os comedouros elevados poderão tornar-se negativos quando põem em causa a utilização de puzzles ou comedouros interativos, parte do <a href="https://omeuanimal.com/brinquedos-enriquecimento-ambiental-gatos/">enriquecimento ambiental</a>. Este tipo de comedouros comprovadamente melhora o <a href="https://omeuanimal.com/bem-estar-animal-e-as-5-liberdades/">bem-estar do animal </a>ao envolver as suas capacidades mentais e físicas.<br></p>



<h2>Quando se devem utilizar os comedouros altos para gatos?</h2>



<p><strong>Os comedouros elevados estão recomendados em casos de gatos que sofram de osteoartrite,</strong> o que é especialmente comum em gatos seniores. Nestes casos, os comedouros deverão ser de fácil acesso ao nível do chão ou através de rampas. O uso de comedouros altos é recomendado em gatos com problema articulares para reduzir o desconforto e dor durante a alimentação. Em gatos com osteoartrite, elevar as taças da água e comida em cerca de 5 a 10 cm poderá reduzir o desconforto nas patas da frente.</p>



<p>O megaesófago é uma patologia com perda de motilidade do esófago que poder afetar os gatos. Nestes casos a utilização de comedouros elevados poderá ajudar o alimento a chegar ao estômago através da gravidade. Assim, em casos de<strong> megaesófago, os comedouros altos podem ajudar a reduzir o refluxo</strong> <strong>gástrico</strong>, em conjunto com a medicação. O comedouro elevado para gatos poderá ser obtido comercialmente ou feito em casa colocando sobre caixas plásticas.<br></p>



<h2>Usar ou não usar
comedouros elevados para gatos?</h2>



<p><strong>Não há evidencias a favor ou contra o uso de comedouros elevados</strong> para gatos em animais saudáveis. Em casos de osteoartrite ou megaesófago, estes poderão ser recomendados de forma a minorar o desconforto inerente a estas patologias. Logo, torna-se uma opção pessoal utilizar ou não comedouros altos para gatos com forma de alimentar o seu felino. </p>



<p><em>Referências:<br></em><a href="http://doi.org/10.1016/j.cvsm.2014.03.001"><em>Laflamme and Gunn-Moore 2014</em></a><em><br></em><a href="http://doi.org/10.5326/0450142"><em>Durocher et al. 2009</em></a></p>
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		<title>Dermatite por lambedura acral em cães e gatos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana C. Prata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Sep 2019 08:34:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cão]]></category>
		<category><![CDATA[Gato]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[dermatologia]]></category>
		<category><![CDATA[doenças de cães]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dermatite por lambedura acral em cães e gatos caracteriza-se por uma lambedura insistente das patas. Descubra a sua causa e tratamento.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A dermatite por lambedura acral é caracterizada por <strong>lambedura insistente que resulta em ulceração e formação de placas</strong>. A doença é provocada por patologias primárias, incluindo de origem psicogénica, e poderá ser complicada por infeções secundárias. Quando o problema é comportamental, o comportamento tem que ser tratado por modificação ou por via de medicação.<br></p>



<h2>O que é a
lambedura acral em cães e gatos?</h2>



<p>A dermatite por lambedura acral também é conhecida como granuloma por lambedura acral ou nódulo acral pruritico. É uma <strong>doença dermatológica comum em cães</strong>, mas também noutras espécies.</p>



<p>A <strong>lambedura insistente reduz a qualidade de vida </strong>do animal e dos seus cuidadores. Esta patologia está associada a problemas comportamentais. No entanto, parece que<strong> existe um fator primário</strong>, como uma alergia, que a despoleta. Ainda<strong> é a causa de infeções secundárias</strong>. Compreender o seu carácter multifatorial é essencial para o tratamento.<br></p>



<h2>Quais são os
sintomas da dermatite por lambedura acral?</h2>



<p>A lambedura acral
pode afetar animais de qualquer idade. Em média, os cães apresentaram esta patologia
aos 4 anos. Raças mais afetadas incluem o Dobermann, Grand Danois, Labrador, Golden,
Pastor Alemão e Boxer.</p>



<p>As lesões da lambedura acral são <strong>têm bordos bem limitados, elevadas, sem pelo, com úlceras ou placas</strong>. As lesões aparecem sobretudo na parte de cima das patas, mas podem aparecer noutros locais.<br></p>



<figure class="wp-block-image"><img data-attachment-id="4044" data-permalink="https://omeuanimal.com/dermatite-por-lambedura-acral-em-caes-e-gatos/dermatite-lambedura-acral-em-caes/" data-orig-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/08/dermatite-lambedura-acral-em-caes.jpg?fit=675%2C900&amp;ssl=1" data-orig-size="675,900" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="dermatite-lambedura-acral-em-caes" data-image-description="" data-medium-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/08/dermatite-lambedura-acral-em-caes.jpg?fit=225%2C300&amp;ssl=1" data-large-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/08/dermatite-lambedura-acral-em-caes.jpg?fit=675%2C900&amp;ssl=1" src="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/08/dermatite-lambedura-acral-em-caes.jpg?w=696&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4044" srcset="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/08/dermatite-lambedura-acral-em-caes.jpg?w=675&amp;ssl=1 675w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/08/dermatite-lambedura-acral-em-caes.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/08/dermatite-lambedura-acral-em-caes.jpg?resize=315%2C420&amp;ssl=1 315w" sizes="(max-width: 675px) 100vw, 675px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h2>Como se desenvolve
a dermatite por lambedura acral?</h2>



<p>A dermatite por lambedura acral é multifactorial. A lambedura frequente da área afetada resulta em lesões com eritema, crostas, erosão e falta de pelo. A lesão progride e aprofunda-se, havendo afeção da derma (camada profunda da pele) e dos nervos sensitivos. Esta causa um <strong>ciclo progressivo de prurido e lambedura</strong>.</p>



<p>A lambedura e
infeções secundárias originam foliculite e furunculose. A presença desta e
doutras lesões originam reações de corpo estranho que perpetuam o ciclo de prurido
e lambedura.</p>



<p>Na lambedura acral, considera-se que existem fatores primários e fatores perpetuantes.<strong> A lambedura contínua é um fator perpetuante da lesão</strong>. O fator primário é transiente, como uma alergia.</p>



<p>Os <strong>fatores primários</strong> incluem patologias alérgicas (<a href="https://omeuanimal.com/dermatite-atopica-canina/">atopia</a>, <a href="https://omeuanimal.com/dermatite-alergica-picada-de-pulga-dapp-ou-alergia-pulga/">alergia à picada da pulga</a>), infeções bacterianas ou fúngicas, infestações parasitárias, trauma, corpos estranhos, patologias articulares, neoplasia, neuropatia e patologias homonais. </p>



<p>Os <strong>fatores primários de ordem psicogénica </strong>incluem transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), ansiedade, aborrecimento, procura de atenção e stress. Os <strong>fatores perpetuantes </strong>incluem infeções secundárias, corpos estranhos, e o lamber compulsivo aprendido (secundário). <br></p>



<h2>Como se faz o
diagnóstico da lambedura acral em cães e gatos?</h2>



<p>A história do
desenvolvimento da patologia é essencial para compreender o fator primário que
a iniciou. A observação dermatológica poderá revelar outras áreas afetadas, que
poderá indicar uma patologia alérgica. O exame ortopédico pode revelar
patologias articulares, que poderá ser complementado por radiografia.</p>



<p>Casos com possíveis anormalidades neurológicas ou traumas podem necessitar de<strong> exame neurológico</strong>, incluindo eletromiografia.<strong> Exames laboratoriais </strong>poderão ser usados na identificação de problemas hormonais.</p>



<p>Exames complementares, como <strong>raspagens de pele ou colheita de pelos</strong>, poderão ser utilizados para identificar a presença de parasitas ou fungos. <strong>Citologias</strong> poderão ajudar a identificar infeções secundárias e a monitorizar a evolução do tratamento.</p>



<p>Para <strong>culturas bacterianas e antibiograma</strong> (identificação do antibiótico indicado para a estirpe), deverão fazer-se colheitas profundas através de biopsia. <strong>Citologia e biopsias</strong> também são ferramentas de diagnóstico para cancro.</p>



<p>Nos cães, os
transtornos obsessivos caracterizam-se por comportamentos repetitivos que não
são facilmente interrompidos ou impedidos por um estímulo normal. A história é
essencial no diagnóstico da lambedura acral por transtorno obsessivo.</p>



<p>Estima-se que cerca de 70% das lambeduras acrais em cães sejam provocadas por ansiedade. Logo,<strong> na falta de sinais de alergia ou patologia ortopédica suspeita-se de patologia psicogénica</strong>. Fatores causadores em cães incluem viver fechado em casa, sem passeios e sem brincadeiras.</p>



<p>Como poderá ajudar ao diagnóstico do fator primário da lambedura acral? <strong>Os seguintes detalhes serão uma importante ajuda ao diagnóstico veterinário:</strong></p>



<ul><li>Alergias: pruridos noutros locais (morder, coçar), infeções de pele ou otites passadas, problemas gastrointestinais (alergias alimentares), acorre sazonalmente (atopias);</li><li>Ortopédico ou neurológico: trauma na pata afetada, sinais de dor (mancar);</li><li>Comportamental: outros sinais comportamentais (ex. <a href="https://omeuanimal.com/sindrome-ansiedade-separacao-caes-e-gatos/">ansiedade de separação</a>), alterações recentes no ambiente (ex. mudança de casa), falecimento de um membro da família, período de exercício e socialização, tempo deixado sozinho, relações com outros animais na casa, tipo de brinquedos usados.<br></li></ul>



<figure class="wp-block-image"><img data-attachment-id="1286" data-permalink="https://omeuanimal.com/sindrome-ansiedade-separacao-caes-e-gatos/night-ball-tennis-eyes-75346/" data-orig-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/09/night-ball-tennis-eyes-75346.jpeg?fit=1280%2C853&amp;ssl=1" data-orig-size="1280,853" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="night-ball-tennis-eyes-75346" data-image-description="" data-medium-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/09/night-ball-tennis-eyes-75346.jpeg?fit=300%2C200&amp;ssl=1" data-large-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/09/night-ball-tennis-eyes-75346.jpeg?fit=696%2C464&amp;ssl=1" src="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/09/night-ball-tennis-eyes-75346.jpeg?resize=696%2C464&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1286" srcset="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/09/night-ball-tennis-eyes-75346.jpeg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/09/night-ball-tennis-eyes-75346.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/09/night-ball-tennis-eyes-75346.jpeg?resize=600%2C400&amp;ssl=1 600w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/09/night-ball-tennis-eyes-75346.jpeg?resize=700%2C466&amp;ssl=1 700w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/09/night-ball-tennis-eyes-75346.jpeg?resize=272%2C182&amp;ssl=1 272w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/09/night-ball-tennis-eyes-75346.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h2>Tratamento da
dermatite por lambedura acral</h2>



<p>O tratamento da lambedura acral baseia-se<strong> no controlo de três fatores: o fator primário, a infeção secundária da pele, e a interrupção do ciclo de prurido e lambedura. </strong>Apenas através do tratamento destes fatores é possível a melhoria. É importante ressalvar que o tratamento é demorado e poderá ser necessário experimentar diferentes terapêuticas.</p>



<h3>Tratamento da
causa primária</h3>



<h4>Alergias</h4>



<p><strong>Na maioria dos casos, a alergia é a causa primária que despoleta a lambedura acral. </strong>O diagnóstico de<a href="https://omeuanimal.com/alergia-alimentar-em-caes-e-gatos/"> alergia alimentar </a>deverá ser feito através de dietas de eliminação, com ingredientes a que o cão nunca foi exposto aos quais não poderá ser alérgico. Depois da correção da lambedura acral, a alergia deverá ser confirmada expondo o animal a ingredientes comuns. </p>



<p>Em casos crónicos,
a resolução é prolongada devido à presença de infeções secundárias e ao ciclo
de prurido e lambedura. Se não se tratar de alergia alimentar, poderá tratar-se
de uma alergia a algo no ambiente. Pode fazer-se testes para alergénios. </p>



<p>Nas alergias alimentares, o tratamento passa por fazer uma dieta restrita onde se elimina o ingrediente alergénio, chamadas <a href="https://omeuanimal.com/racao-hipoalergenica-para-caes-e-gatos/">dietas hipoalergénicas</a>. Na alergia ambiental (<a href="https://omeuanimal.com/dermatite-atopica-canina/">atopia</a>), tenta evitar-se o contacto com o alergénio, o que poderá ser compensado com terapia medicamentosa. No entanto, esta terapia envolve controlar o sistema imunitário, o que requer que as infeções secundárias já estejam controladas.<br> <br> </p>



<h4>Patologias
ortopédicas</h4>



<p>No caso de patologias ortopédicas, deverá <strong>reduzir-se a dor e fazer as correções necessárias</strong>. Estas poderão envolver o tratamento de traumas, como também cirurgias e tratamento farmacológicos para problemas articulares.<br> <br> </p>



<h4>Patologia
comportamental ou psicogénica</h4>



<p>Se o comportamento
foi identificado como fator primário, ou até secundário, deverá fazer-se
modificação de comportamento ou terapia psicofarmacológica. </p>



<p>É necessário fazer-se <strong>alteração do ambiente,</strong> com enriquecimento ambiental, exercício, interação social, ausência de castigos. Castigos durante a lambedura podem reforçar este comportamento quando se deve à procura por atenção. Em alternativa, o cuidador poderá ignorar o comportamento e até sair do local. A modificação do comportamento deverá ser acompanhada por um médico veterinário especializado em comportamento.</p>



<p>A <strong>terapia psicofarmacológica </strong>poderá ser necessário, mas geralmente temporária. Este poderá envolver o uso de inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ex. fluoxetina) ou inibidores da recaptação da serotonina e epinefrina (antidepressivos tricíclicos; ex. clomipramina). O primeiro grupo é preferido devido à sua seletividade e menor efeitos adversos.<br></p>



<h3>Tratamento da
infeção secundária</h3>



<p>A maioria das lambeduras acrais sofrem de infeção secundária. Logo, é necessária<strong> administração de antibióticos sistémicos</strong> (oral ou injetável). O tratamento poderá será prolongado, ultrapassando os dois meses.</p>



<p>Se o tratamento antibiótico foi iniciado sem antibiograma e não foi bem sucedido, deverá então agora realizar-se esse teste para a escolha da sua alternativa.<br></p>



<h3>Quebrar o ciclo
de prurido e lambedura</h3>



<p>Evitar o acesso ao local da lambedura acral é essencial. O problema irá manter-se se for permitido que a lambedura persista. Logo, utilizam-se métodos físicos para evitar este comportamento. Alguns <strong>sprays tópicos de sabor desagradável</strong> podem evitar a lambedura, como spray de maçã azeda. </p>



<p>Os <strong>colares isabelinos</strong> (cones) são utilizados, mas incomodativos para os cuidadores e poderão não ser efetivos. Em alternativa, <strong>colares que restringem os movimentos</strong> do pescoço (colares BiteNot) permitem a vida normal, mas previnem o acesso às lesões.</p>



<p><strong>Meias e botas </strong>podem ser barreiras eficazes para alguns cães, enquanto outros conseguem removê-las. A seleção do meio físico de evitar a lambedura poderá requerer tentativa e error. Após cicatrização da lesão, este meio poderá ser removidos por curtos períodos para observar se não há lambedura.</p>



<p><strong>Esteroides orais ou tópicos </strong>são uteis na redução da inflamação e prurido. Produtos que combinem esteroides e antibióticos também poderão ser vantajosos no controlo da infeção secundária.<br></p>



<h3>Quando a
lambedura acral persiste…</h3>



<p>Quando a lambedura acral persiste mesmo com os tratamentos adequados, poderão considerar-se outros tratamentos. A <strong>cirurgia não é recomendada </strong>devido à sua dificuldade e possíveis complicações. O local da lesão é normalmente extenso e com a pele em tensão, o que complica o fecho da área cirúrgica. A cirurgia ainda poderá estimular a lamebedura, logo só sendo utilizada em lesões pequenas.</p>



<p><strong>Ablação por laser da lambedura acral </strong>poderá ser considerada assim que os fatores primários e infeções estão controladas e a lesão persiste. A ablação por laser permite remover lesões profundas e selar os nervos (causa de prurido).</p>



<p>A <strong>criocirurgia (ou crioterapia)</strong> poderá ser uma alternativa e apenas necessita de sedação leve e anestesia local. Esta só poderá ser aplicada a lesões de certos tamanhos e profundidades. Em lesões mais profundas, poderá ser necessário repetição após cicatrização da primeira intervenção. </p>



<p>A <strong>terapia por radiação (irradiação por raio X)</strong> permite destruir as terminações nervosas e interromper o ciclo de prurido e lambedura. Os primeiros tratamentos por raio X na lambedura acral parecem ter sucesso, no entanto este conhecimento necessita de ser aprofundado.</p>



<p>A <strong>acupuntura </strong>onde agulhas são inseridas em locais específicos poderá ser utilizada no controlo do prurido. Pensa-se que a acupuntura estimule as fibras nervosas que inibem a atividade das fibras nervosas que transmitem sinais de dor e prurido. Na lambedura acral, as agulhas nunca deverão ser colocadas diretamente na lesão, mas sim na sua envolvência.</p>



<p><em>Referência:<br></em><a href="https://doi.org/10.1016/j.cvsm.2018.08.010"><em>Shumaker 2019</em></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>FIV e FeLV em gatos: o que é e como tratar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana C. Prata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Aug 2019 08:09:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gato]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[doenças de gatos]]></category>
		<category><![CDATA[doenças infeciosas de gatos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O FIV e FeLV felino são infeções que causam imunossupressão. Descubra o que são, os sintomas, e como tratar e prevenir.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2>O que é a FIV e FeLV em gatos?</h2>



<p><strong>Vírus da imunodeficiência felina (FIV) e o vírus da leucemia felina (FeLV) são retrovírus que constituem das infeções mais comuns em gatos. </strong>O FIV, conhecida como AIDs felino, aumenta o risco de infeções secundárias, patologias neurológicas e tumores, mas não causa sinais clínicos severos. O FeLV é mais patogénico e causa mais problemas clínicos, como tumores, anemia e infeções secundárias.</p>



<p>Apesar de
constituírem uma das mais comuns doenças infeciosas em gatos, afetam menos de
2% dos gatos nos Estados Unidos. A prevalência de FeLV tem vindo a diminuir
devido aos testes e vacinas. Já o FIV tem sido alvo de menos atenção e a sua
prevalência manteve-se.</p>



<p>As infeções de FIV e FeLV estão associadas a longos períodos de latência. <strong>Os sintomas de FIV e FeLV em gatos incluem anemia, linfoma, inflamação crónica, suscetibilidade a infeções oportunistas, abcessos cutâneos e inflamação oral.</strong></p>



<p>A prevenção do FIV e FeLV nos gatos passa por identificar gatos afetados e a vacinação. Enquanto podem ser fatais, um tratamento e maneio apropriado num gato FIV ou FeLV positivo pode garantir vidas longas e saudáveis.</p>



<figure class="wp-block-image"><img data-attachment-id="884" data-permalink="https://omeuanimal.com/porque-e-que-os-gatos-se-lambem/two-ginger-cats-650546_1920/" data-orig-file="https://i0.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/06/two-ginger-cats-650546_1920.jpg?fit=1920%2C1274&amp;ssl=1" data-orig-size="1920,1274" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="gato lambendo gato" data-image-description="&lt;p&gt;gato lambendo a mãe gata&lt;/p&gt;
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<h2>Vírus da imunodeficiência felina (FIV)</h2>



<p>O FIV causa um <strong>síndrome de imunodeficiência</strong> em gatos, muitas vezes equiparado à SIDA ou AIDS causada pelo HIV. O FIV acompanha-se de maior risco de infeções oportunistas, doenças neurológicas e tumores. </p>



<p><strong>O FIV é libertado na saliva</strong>, sendo esta a principal via de transmissão. Transmissão entre gatos pacíficos que partilham a casa é pouco comum, mas possível. A transmissão sexual do FIV parece também ser pouco comum.</p>



<p>A imunodeficiência do FIV é principalmente causada pela <strong>redução do número de células imunes</strong>, especialmente do tipo CD4+, devido à inibição da sua produção na medula espinal ou timo, e à destruição direta das células (lise e apoptose). A perda destas células também permite impede que contribuam para a resposta contra o vírus.</p>



<p>A infeção por FIV
inicia-se pela integração do genoma viral nas células, originando uma infeção
de longa duração. O FIV apresenta três fases clássicas de infeção:</p>



<ol><li>A primeira fase é a <strong>infeção primária</strong>, quando o vírus começa a circular no sangue. Esta fase inicial também é considerada como fase aguda. Apresenta-se com sintomas ligeiros, como febre, letargia, sinais gastrointestinais, dermatite, conjuntivite, e patologia respiratória, e aumento dos linfonodos com duração de semanas a meses;<br> </li><li>A segunda fase é a <strong>assintomática</strong>, sem sintomas, e com duração longa que poderá chegar a vários anos, ou mesmo toda a vida. Nesta fase a replicação viral é limitada e o gato está saudável. A duração desta fase sem sintomas está dependente da estirpe do FIV, exposição a outros patogénios, e idade do gato aquando a infeção.<br> </li><li>A fase final é designada de <strong>síndrome de imunodeficiência felina adquirida (SIFA ou FAIDS)</strong> e é a fase sintomática. Nesta fase há replicação do vírus e aumento dos sinais clínicos devido à inibição das células imunes. Os sinais clínicos incluem infeções secundárias oportunistas, neoplasias, supressão da produção de células pela medula óssea e patologia neurológica.<br></li></ol>



<h4>Sintomas de FIV</h4>



<p>Entre os sintomas
mais comuns da FIV encontram-se:</p>



<ul><li>Inflamação e ulceração da mucosa oral (estomatite);</li><li>Cancro, especialmente o linfoma (dos linfonodos) e o carcinoma das células escamosas (cutâneo);</li><li>Inflamação ocular (<a href="https://omeuanimal.com/uveite-canina-uveite-felina/">uveíte</a>, coriorretinite);</li><li>Anemia e leucopenia;</li><li>Infeções secundárias oportunistas;</li><li>Insuficiência renal ou patologias do trato urinário;</li><li>Hipertiroidismo e diabetes mellitus.</li></ul>



<p><strong>O principal sinal de FIV é a inflamação e ulceração crónica e progressiva da mucosa oral</strong>, afetando mais de 50% dos gatos. Origina-se na garganta e espalha-se, tornando-se dolorosas e podendo causar a perda de dentes. A dor poderá causar falta de apetite (anorexia) e perda de peso (emaciação).</p>



<p>OS sinais neurológicos apresentam-se em 5% dos gatos com FIV e dependem da estirpe viral. Pequenas alterações cognitivas e no comportamento podem passar despercebidas. Nos gatos, as anormalidades são principalmente comportamentais e não motoras. No entanto, poderá haver espasmos, comportamento psicótico, perda de controlo dos esfíncteres urinário e anal, problemas no sono, e até <a href="https://omeuanimal.com/epilepsia-em-caes-e-gatos/">convulsões</a>. Mesmo em gatos sem sinais neurológicos, microlesões cerebrais poderão ser encontradas em exames mais detalhados.</p>



<p>Em relação a tumores, gatos infetados com FIV têm <strong>5 vezes maior probabilidade de desenvolver linfomas,</strong> normalmente localizados nos linfonodos, <strong>ou leucemias,</strong> com células tumorais circulantes no sangue. Pensa-se que o FIV contribua para este tipos de cancro ao inibir a vigilância do sistema imune que permite detetar e eliminar precocemente células potencialmente cancerígenas ou alterações genéticas causadas pelo próprio vírus.</p>



<h4>Prognóstico do
FIV</h4>



<p>Em relação à
longevidade, o FIV pode ter efeitos variáveis. Um estudo que seguiu os gatos
infetados com FIV por 2 anos reportou morte em 18% dos animais, desenvolvimento
de doença severa em 18%, mas mais de 50% dos gatos mantiveram-se
assintomáticos. Outro estudo revelou que o FIV não afetou a esperança de vida
dos gatos.</p>



<p><strong>O FIV não é considerado como causa de síndromes clínicos severos.</strong> A maioria dos sinais clínicos do FIV relacionam-se com doenças secundárias, como infeções e neoplasias. Com os devidos cuidados, os gatos FIV positivos podem viver muitos anos e até morrer de causas naturais.<br></p>



<figure class="wp-block-image"><img data-attachment-id="994" data-permalink="https://omeuanimal.com/pancreatite-em-gatos/pancreatite-gato-capa/" data-orig-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/pancreatite-gato-capa.png?fit=1920%2C1086&amp;ssl=1" data-orig-size="1920,1086" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="pancreatite-gato-capa" data-image-description="" data-medium-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/pancreatite-gato-capa.png?fit=300%2C170&amp;ssl=1" data-large-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/pancreatite-gato-capa.png?fit=696%2C394&amp;ssl=1" src="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/pancreatite-gato-capa.png?resize=696%2C394&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-994" srcset="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/pancreatite-gato-capa.png?resize=1024%2C579&amp;ssl=1 1024w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/pancreatite-gato-capa.png?resize=696%2C394&amp;ssl=1 696w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/pancreatite-gato-capa.png?resize=1068%2C604&amp;ssl=1 1068w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/pancreatite-gato-capa.png?resize=743%2C420&amp;ssl=1 743w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/pancreatite-gato-capa.png?resize=300%2C170&amp;ssl=1 300w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/pancreatite-gato-capa.png?resize=600%2C339&amp;ssl=1 600w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/pancreatite-gato-capa.png?resize=700%2C396&amp;ssl=1 700w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/pancreatite-gato-capa.png?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/pancreatite-gato-capa.png?w=1392&amp;ssl=1 1392w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h2>Vírus da leucemia felina (FeLV)</h2>



<p>A transmissão do FeLV ocorre da mãe para os filhotes ou entre gatos que partilhem a mesma casa ou lutem. A maioria dos gatos adquire o FeLV pela via oronasal quando lambem outros gatos, mas também através de mordidas. </p>



<p>Quando o vírus se encontra em circulação,<strong> os gatos libertam-no nos fluídos corporais, incluindo saliva</strong>, secreções nasais, fezes, leite e urina. Após exposição, o FeLV atinge localmente tecidos linfoides e depois espalha-se através de monócitos e linfócitos.</p>



<p>O FeLV é um vírus mais patogénico do que o FIV e considera-se como responsável pelo maior número de mortes relacionadas com doença em gatos.&nbsp;A infeção por FeLV distingue-se da infeção por FIV uma vez que no FeLV poderá haver eliminação total ou parcial da infeção. Assim, a FeLV poderá seguir um dos três percursos:</p>



<ul><li><strong>Infeções abortivas:</strong> o sistema imunitário do gato consegue responder apropriadamente e elimina o vírus aquando da infeção local no tecido orofaríngeo, o que ocorre em 20 a 30% dos casos, especialmente quando ocorre em gatos mais velhos;</li><li><strong>Infeção progressiva</strong>: quando o FeLV não é contido numa fase inicial, o vírus multiplica-se nos tecidos linfoides e depois na medula espinal e tecidos glandulars, os gatos ficam persistentemente viremicos (com vírus a circular) e excretam o virus, ocorrendo em 30 a 40% dos casos, especialmente em gatos jovens;</li><li><strong>Infeção regressiva: o</strong>s gatos são infetado mas têm uma resposta imunitária que elimina os vírus circulantes após 2 a 16 semanas, no entanto o vírus já se estabeleceu na medula espinal como infeção latente, em 30 a 40% dos casos, especialmente em gatos mais velhos.</li></ul>



<p><strong>A evolução dos sintomas deve-se à combinação de fatores do indivíduo e à estirpe viral.</strong> Por exemplo, a idade do gato parece ser um fator determinante. Gatinhos recém-nascidos infetados com FIV apresentaram atrofia tímica marcada com imunossupressão, perda de peso e morte, conhecida como síndrome do gatinho enfraquecido. Com a idade, os gatos adquirem resistência. Quando gatos mais velhos são infetados por FeLV, poderão originar infeções abortivas e regressivas, com menos sintomas.<br></p>



<h4>Sintomas de FeLV</h4>



<p>Apesar do <a href="https://omeuanimal.com/leucemia-felina-felv/">vírus da leucemia felina (FeLV) </a>dever o seu nome à leucemia,<strong> a maior parte dos gatos chegam à clínica com anemia ou imunossupressão</strong>. Um estudo na América do Norte revelou a frequência de sintomas em gatos com FIV: 15% apresentava coinfecções com outros agentes, 11% anemia e 6% linfoma. Sinais clínicos associados ao FeLV incluem:</p>



<ul><li>Atrofia do timo;</li><li>Imunossupressão com redução do número e função de células imunes;</li><li>Doenças imunomediadas, como anemia hemolítica, destruição do rim (glomerulonefrite), patologias oftalmológicas (<a href="https://omeuanimal.com/uveite-canina-uveite-felina/">uveíte</a>) e inflamação das articulações (poliartrite);</li><li>Anemia e redução das células imunes;</li><li>Neoplasias, como linfoma e leucemia;</li><li>Alterações neurológicas;</li><li>Problemas reprodutivos e aborto.</li></ul>



<p><strong>O FeLV provoca perda das células sanguíneas,</strong> incluindo de células imunes, devido à supressão da medula espinal. No caso do FeLV, ao contrário do FIV, há principalmente perda de células imunes CD8+. Para além da imunossupressão, os gatos FeLV poderão desenvolver doenças imunomediadas causadas por uma resposta exagerada ou desregulada ao vírus. </p>



<p><strong>A integração do genoma viral poderá estar na origem de neoplasias</strong>, como a leucemia e linfoma. Os fibrossarcomas poderão aparecer quando há infeção simultânea do FeLV com o vírus do sarcoma felino (FeSV). Os problemas neurológicos, incluindo cegueira e incontinência, poderão resultar da ação direta do vírus ou compressão nervosa por tumores.</p>



<p>Em termos reprodutivos, o FeLV poderá originar <strong>infertilidade, reabsorção embrionária e aborto</strong>, o qual poderá ser acompanhado de infeção (endometrite). Para além do útero, os filhotes ainda poderão ser expostos pelo leite, podendo morrer em idades precoces.</p>



<p>A síndrome tipo-panleucopenia felina, também conhecido como enterite associada a FeLV ou mieloblastopenia, consiste numa inflamação intestinal (enterite) com destruição dos tecidos causada pelo<strong> FeLV em co-infeção com </strong><a href="https://omeuanimal.com/panleucopenia-felina/"><strong>parvovírus felino (FPV)</strong></a><strong>. </strong>Os sinais consistem em diarreia hemorrágica, vómitos, ulceração oral, gengivite, anorexia e perda de peso.<br></p>



<h4>Prognóstico do
FeLV</h4>



<p>A infeção com
FeLV é responsável por uma maior mortalidade do que o FIV. A mortalidade de
gatos com FeLV em casas com vários gatos aproxima-se dos 50% em 2 anos e até
80% em 3 anos. No entanto, é menor em casas com um único gato. Um estudo no
Estados Unidos revelou que os gatos com FeLV tinham uma longevidade média de
2.4 anos, comparada com 6 anos de gatos saudáveis.</p>



<p>O FeLV é mais responsável por sinais clínicos. Apesar da infeção com FeLV se relacionar um decréscimo na longevidade, <strong>com um tratamento adequado os gatos FeLV positivos, em casas de só um gato, podem viver muitos anos com qualidade de vida.</strong> Tal como no FIV, ocorrem patologias secundárias à imunossupressão que podem ser tratadas. <br></p>



<figure class="wp-block-image"><img data-attachment-id="3774" data-permalink="https://omeuanimal.com/o-gato-mais-pequeno-do-mundo-e-as-7-racas-mais-pequenas/gato-siames/" data-orig-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/01/gato-siames.jpg?fit=1280%2C853&amp;ssl=1" data-orig-size="1280,853" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;2.8&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;ILCE-6000&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;60&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;100&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.005&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="gato-siames" data-image-description="" data-medium-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/01/gato-siames.jpg?fit=300%2C200&amp;ssl=1" data-large-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/01/gato-siames.jpg?fit=696%2C464&amp;ssl=1" src="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/01/gato-siames.jpg?resize=696%2C464&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-3774" srcset="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/01/gato-siames.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/01/gato-siames.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/01/gato-siames.jpg?resize=696%2C464&amp;ssl=1 696w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/01/gato-siames.jpg?resize=1068%2C712&amp;ssl=1 1068w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/01/gato-siames.jpg?resize=630%2C420&amp;ssl=1 630w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2019/01/gato-siames.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h2>Diagnóstico de
FIV e FeLV</h2>



<p>O diagnóstico do estado de infeção por retrovírus deverá ser sabido para todos os gatos, uma vez que podem comprometer a sua saúde. Falha ao identificar gatos FIV ou FeLV positivos poderá levar a infeção de outros gatos. <strong>Falta de diagnóstico e de tratamento poderá ter consequências fatais.</strong></p>



<p>Idealmente, os gatos deverão ser testados em várias fases: como filhotes ou aquando a chegada a uma nova casa, quando doentes, quando potencialmente expostos, quando vivem em casas com gatos positivos, com frequência quando estão em risco (ex. gatos de exterior), quando mordidos ou após transfusão, e antes da primeira vacinação de FIV e FeLV.</p>



<p>O diagnóstico de FIV e FeLV é frequentemente <strong>feito através de testes rápidos na clínica veterinária.</strong> Procuram detetar um componente do vírus (antigénios) ou anticorpos contra o vírus. Poderão utilizar sangue ou saliva. Testes de imunofluorescência, ELISA, Western Blot e PCR são testes conduzidos em laboratório que poderão permitir a identificação do vírus.</p>



<p>Os antigénios são proteínas da superfície do vírus que o permitem identificar. Desta forma, pode ser possível identificar os antigénios em circulação no sangue ou saliva. No caso do <strong>FeLV, é detetado o antigénio p27</strong>. No entanto, poderá haver menos antigénios em circulação e deverá repetir-se o teste em caso de suspeita. No caso do <strong>FIV</strong>, há pouca circulação de antigénios e por isso <strong>prefere-se utilizar os anticorpos</strong>, normalmente contra p24.</p>



<p>Há limitações na utilização de anticorpos para a deteção da infeção por FIV e FeLV. Por exemplo, é impossível distinguir animais vacinados ou que adquiram anticorpos do leite materno dos infetados. Por outro lado, certas fases da infeção poderão ter um baixo número de anticorpos que não permite a deteção. Assim, recomenda-se repetir o teste quando há suspeita de infeção.<br></p>



<h2>Tratamento do FIV e FeLV em gatos</h2>



<p><strong>O tratamento do FIV e FeLV felina é sintomático. </strong>Ou seja, tratam-se as patologias secundárias às infeções com FIV e FeLV. Este tratamento pode melhorar a qualidade de vida bem como a longevidade. A decisão de realizar a <a href="https://omeuanimal.com/eutanasia-animais-caes-gatos/">eutanásia </a>nunca deverá ser baseada apenas em testes positivos de FIV e FeLV.</p>



<p>Gatos FIV e FeLV positivos deverão <strong>ficar no interior </strong>para evitar a exposição a patogénios de outros gatos e a transmissão destes retrovírus. A <strong>vacinação de gatos FIV positivo </strong>poder ajudar a estimular o sistema imunitário e ao combate ao vírus. Já em gatos FeLV positivo, poderá não haver vantagem.</p>



<p>Uma<strong> boa nutrição, maneio e<a href="https://omeuanimal.com/brinquedos-enriquecimento-ambiental-gatos/"> enriquecimento ambiental</a></strong> é essencial para manter uma boa saúde. A dieta deverá ser equilibrada e completa. Dietas de carne crua e produtos lácteos deverão ser evitadas devido ao risco de transmissão de infeções alimentares e parasitas. O controlo rotineiro de infestações com parasitas internos e externos deverá ser implementados.</p>



<p>Gatos com FIV e FeLV deverão ser<strong> avaliados pelo menos anualmente pelo médico veterinário</strong>. Deverá ter-se atenção à saúde oral e cutânea, bem como a alterações do peso, um sinal de detioração da saúde. Análises sanguíneas e da urina anuais são recomendadas.</p>



<p>A <strong>castração ou esterilização</strong> é recomendada para todos os gatos para reduzir o stress da época reprodutiva e a agressão entre gatos. A cirurgia é segura quando o gato não sofre de patologias secundárias à infeção.</p>



<p><strong>Diagnóstico precoce das patologias resultantes </strong>do FIV e FeLV é essencial. A resposta aos tratamentos destas patologias secundárias poderá ser semelhante a gatos saudáveis ou requerer tratamento mais agressivos. O uso de fármaco imunossupressores, como corticosteroides, deverá ser evitado.</p>



<p>O tratamento com fármacos antivirais ainda é limitado para gatos devido ao reduzido número e maior toxicidade. Aplicam-se fármacos estimuladores do sistema imune, permitindo o controlo do vírus em circulação. O único fármaco antiviral comumente usado é a <strong>zidovudina (AZT) </strong>que bloqueia os mecanismos dos vírus FIV e FeLV. O<strong> interferão Omega</strong> parece aumentar a sobrevivência em gatos FeLV positivos. <br></p>



<figure class="wp-block-image"><img data-attachment-id="813" data-permalink="https://omeuanimal.com/brinquedos-enriquecimento-ambiental-gatos/gato-num-saco/" data-orig-file="https://i0.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/05/gato-num-saco-e1537516275207.jpg?fit=5184%2C2471&amp;ssl=1" data-orig-size="5184,2471" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;5.6&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;Canon EOS 550D&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1310935595&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;36&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;3200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.25&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="gato-num-saco" data-image-description="" data-medium-file="https://i0.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/05/gato-num-saco-e1537516275207.jpg?fit=300%2C143&amp;ssl=1" data-large-file="https://i0.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/05/gato-num-saco-e1537516275207.jpg?fit=696%2C332&amp;ssl=1" src="https://i0.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/05/gato-num-saco-e1537516275207-1024x488.jpg?resize=696%2C332&#038;ssl=1" alt="gato dentro de saco" class="wp-image-813" srcset="https://i0.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/05/gato-num-saco-e1537516275207.jpg?resize=1024%2C488&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/05/gato-num-saco-e1537516275207.jpg?resize=300%2C143&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/05/gato-num-saco-e1537516275207.jpg?resize=696%2C332&amp;ssl=1 696w, https://i0.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/05/gato-num-saco-e1537516275207.jpg?resize=1068%2C509&amp;ssl=1 1068w, https://i0.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/05/gato-num-saco-e1537516275207.jpg?resize=881%2C420&amp;ssl=1 881w, https://i0.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/05/gato-num-saco-e1537516275207.jpg?w=1392&amp;ssl=1 1392w, https://i0.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/05/gato-num-saco-e1537516275207.jpg?w=2088&amp;ssl=1 2088w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h2>Prevenção do FIV
e FeLV</h2>



<p>A prevenção do FIV e FeLV baseia-se em<strong> limitar o contacto com gatos potencialmente infetados e vacinação</strong>. Gatos com acesso não controlado ao exterior e não castrados estão em maior risco de serem infetados.</p>



<p>A transmissão do FeLV tem sido associada a gatos amigáveis entre si, devido
ao contacto íntimo que facilita a transmissão. Já o FIV está associado a gatos
menos amigáveis, uma vez que é principalmente transmitida por mordidas. Na
verdade, ambos podem ser transmitidos por gatos mais ou menos amigáveis.</p>



<p>As <strong>vacinas para FeLV</strong> conferem alguma proteção durante pelo menos 1 ano. No entanto, a proteção não poderá ser suficiente em todos os casos. Por isso, é importante testar mesmo gatos vacinados para FeLV. A vacinação de gatos FeLV positivos não tem nenhuma vantagem.</p>



<p>Apesar da vacina da FeLV não proteger contra a infeção, <strong>protege contra a progressão da infeção</strong>. Ou seja, torna a infeção por FeLV mais suave, prevenindo a circulação do vírus e as doenças potencialmente fatais associadas.</p>



<p><strong>A vacinação contra FIV é difícil, uma vez que existem várias estirpes. </strong>Quando testada, a vacina do FIV conseguiu prevenir a infeção em 82% dos gatos expostos a essa estirpe. O diagnóstico do FIV é feito principalmente pela determinação de anticorpos. Um gato vacinado passará a ser positivo nos testes para FIV devido à proteção pelos anticorpos e não à infeção. Logo, os gatos deverão ser testados antes da vacinação.</p>



<p>Recomenda se a <a href="https://omeuanimal.com/novas-regras-na-identificacao-animal-microchip-em-portugal/">aplicação de microchip, agora obrigatório</a>, de forma a proceder à identificação do tutor caso o gato se perda. Gatos FIV positivos poderão ser eutanasiados nos abrigos devido ao risco de infetarem os restantes.</p>



<p>A vacinação para FIV e FeLV não faz parte das <a href="https://omeuanimal.com/vacinas-e-saude-do-gato/">vacinas básicas do gato</a>. No entanto, é recomendada a vacinação de todos os gatos. A vacinação dos filhotes é especialmente importante devido à sua suscetibilidade. A primeira dose deverá ser administrada tão cedo como às 8 semanas, seguida de uma segunda dose passado um mês. A revacinação é anual.</p>



<p>Os <strong>gatos FIV e FeLV positivos deverão ficar em casa de forma a prevenir que transmitam</strong> a infeção e a protegê-los do ambiente. Em casos com mais do que um gato, o gato FeLV deverá <strong>ser separado dos restantes e os gatos</strong> não infetados vacinados. Fêmeas infetadas com FeLV não deverão ter filhotes.</p>



<p><em>Referências:<br>
<a href="https://doi.org/10.1111/avj.12781">Westman et al. 2019</a><br>
<a href="https://doi.org/10.1016/j.vetimm.2011.06.003">Hartmann 2011</a><br>
<a href="https://catvets.com/guidelines/practice-guidelines/retrovirus-management-guidelines">American
Association of Feline Practitioners 2008</a></em></p>
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		<title>Panleucopenia felina: o que é e como tratar</title>
		<link>https://omeuanimal.com/panleucopenia-felina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana C. Prata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 May 2019 09:37:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gato]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[doenças de gatos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A panleucopénia felina é uma infeção viral aguda causada pelo parvovirus felino que poderá por em risco a vida do seu gato.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2>O que é a
panleucopenia felina?</h2>



<p>A panleucopenia felina, também conhecida por <strong>cinomose felina</strong>, é uma doença viral aguda que afeta os gatos.<strong> Esta infeção causada por parvovírus é caracterizada por rápida progressão da doença, depressão, vómito e diarreia, desidratação e elevada mortalidade.</strong></p>



<p>Os gatinhos entre as 2 e 6 semanas de idade são mais suscetíveis a doença severa, enquanto que os adultos poderão sofrer apenas sinais suaves ou até ter uma infeção subclínica, estando infetados, mas sem sinais de doença. Gatos não vacinados e não expostos poderão ficar infetados a qualquer altura da sua vida.<br><br></p>



<h2>Etiologia e patogenia da panleucopenia felina</h2>



<p>O agente etiológico da panleucopénia felina é o <strong>parvovírus felino (PVF)</strong>, mas os gatos também poderão ser infetados por <a href="https://omeuanimal.com/parvovirose-canina/">parvovírus canino</a> tipo 2a, 2b, 2c. O parvovírus é <strong>muito resistente no ambiente </strong>podendo infetar felinos, mas também raposas, guaxinins e martas.</p>



<p>O PVF <strong>multiplica-se em células em rápida divisão</strong>, como no intestino e medula óssea. A incubação deste vírus é curta, variando de 2 dias a uma semana.</p>



<p>Os gatos infetados, com sinais de doença ou não, <strong>excretam grandes quantidades do vírus nas suas fezes. </strong>A transmissão do vírus faz-se assim pela <strong>via oro-fecal</strong>, podendo não haver contacto com o gato infetado mas com objetos ou o ambiente. Desta forma, mesmo gatos de interior poderão ser infetados por vírus transportados por objetos para o interior da casa.</p>



<p>A infeção também poderá ocorrer <strong>da mãe gata para os filhotes,</strong> durante a gestação ou no parto, tendo consequências graves para os gatinhos ou causando aborto.<br><br></p>



<h2>Sinais e diagnóstico
da panleucopenia felina</h2>



<p>Os sinais de panleucopenia viral felina <strong>iniciam-se de forma aguda com vómitos, diarreia, depressão e falta de apetite</strong>. A diarreia poderá ser líquida a hemorrágica. Os tutores poderão pensar tratar-se de envenenamento devido à forma rápida como os sinais aparecem.</p>



<p>É comum acontecer
em gatinhos que foram expostos ao vírus, como gatinhos de canis ou de locais com
história de panleucopenia. Por vezes, os gatos desaparecem quando começam a
sentir os sinais de doença. Os gatos também poderão estar com a cabeça sobre a
taça de água ou de alimento, sem beber ou comer. Uma postura típica da panleucopénia
felina é o pousar do tórax e queixo no chão, patas escondidas por baixo do corpo,
e ombros elevados.</p>



<p>Os animais apresentam-se <strong>deprimidos, desidratados, com dor abdominal, </strong>intestinos turgidos ou flácidos à palpação. A<a href="https://omeuanimal.com/como-saber-se-o-gato-ou-cachorro-esta-com-febre/"> temperatura corporal </a>pode estar elevada inicialmente (febre) e reduzir-se abaixo dos valores normais quando o gato atinge um estado crítico (hipotermia).</p>



<p>Gatinhos
infetados no útero ou à nascença poderão sofrer de lesões do sistema nervoso
com subdesenvolvimento do cerebelo (hipoplasia cerebral) causando
incoordenação, movimentos exagerados (hipermetria), patas abertas para aumentar
base de apoio, e desenvolvimento anormal da retina. Os sinais tornam-se
evidentes às 10 a 14 semanas e persistem para toda a vida.</p>



<p>Em gatos adultos,
a infeção pode ser suave ou subclínica, não apresentando sinais clínicos, mas
estando infetado e a excretar vírus. </p>



<p>O diagnóstico faz-se pela avaliação do antigénio do FPV nas fezes, ou deteção por PCR do vírus nas fezes e sangue. Testes serológicos de anticorpos no sangue não são recomendados uma vez que não conseguem distinguir entre anticorpos vacinais ou da infeção.<br><br></p>



<figure class="wp-block-image"><img data-attachment-id="1047" data-permalink="https://omeuanimal.com/25-fotos-de-gatos-com-os-seus-filhotes/mother_and_kitten_24/" data-orig-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/mother_and_kitten_24.jpg?fit=624%2C416&amp;ssl=1" data-orig-size="624,416" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="mother_and_kitten_24" data-image-description="" data-medium-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/mother_and_kitten_24.jpg?fit=300%2C200&amp;ssl=1" data-large-file="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/mother_and_kitten_24.jpg?fit=624%2C416&amp;ssl=1" src="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/mother_and_kitten_24.jpg?w=696&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1047" srcset="https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/mother_and_kitten_24.jpg?w=624&amp;ssl=1 624w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/mother_and_kitten_24.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/mother_and_kitten_24.jpg?resize=600%2C400&amp;ssl=1 600w, https://i2.wp.com/omeuanimal.com/wp-content/uploads/2016/07/mother_and_kitten_24.jpg?resize=272%2C182&amp;ssl=1 272w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h2>Fatores de risco da panleucopénia felina</h2>



<p>A severidade da
panleucopénia infeciosa felina depende da idade, estado imunitário e infeções presentes.
Logo, os fatores de risco incluem:</p>



<ul><li>Parasitas ou infeções bacterianas intestinais;</li><li>Infeções secundárias, como infeções respiratórias virais;</li><li>Gatos de idades jovens;</li><li>Vacinação inexistente ou inadequada.</li></ul>



<p></p>



<h2>Tratamento da panleucopénia felina</h2>



<p><strong>O principal tratamento da parvovirose felina é de suporte,</strong> <strong>até o sistema imunitário do animal recuperar e produzir anticorpos para combater o vírus. </strong>Não existe tratamento específico contra o parvovírus, apesar de por vezes serem utilizados antivirais com sucesso. </p>



<p>O combate à desidratação e ao desequilíbrio de eletrólitos no sangue é uma parte importante do tratamento de suporte. Nesta fluidoterapia, essencial à sobrevivência do animal, poderão também ser administrados nutrientes de suporte. Transfusões de sangue poderão ser necessárias se os níveis de proteína do plasma ou o número total de células imunitárias descer para níveis críticos.</p>



<p>Em casos severos ou durante a reidratação, o gato poderá ter que ser internado. Casos de panleucopénia suave poderão ser seguidos em casa, mas deverão ser mantidos no interior para evitar contaminação do ambiente com vírus e evitar que o gato se esconda. Idealmente, todos os casos suspeitos <strong>deverão ser mantidos em quarentena</strong>. </p>



<p>Jejum pode ser recomendado até se a inflamação do estomago e do intestino estar sob controlo. No caso de infeções secundárias com bactérias e enterite, antibióticos de largo-espectro poderão ser recomendados. Antieméticos podem ser recomendados para controlar os vómitos. É importante monitorizar-se a hidratação, balanço de electrólitos, e contagem de células no sangue até à recuperação.<br><br></p>



<h2>Prevenção da panleucopénia felina</h2>



<p>Deverá evitar-se que o animal esteja em ambientes contaminados. Para <strong>desinfetar locais e objetos onde esteve um gato infetado</strong> com parvovírus, como a transportadora, chão, taças de alimento e água, deve-se utilizar lixívia (hipoclorito de sódio) diluída 1:32. Outros desinfetantes capazes de eliminar o PVF são os que contêm ácido peracético, formaldeído ou hidróxido de sódio. Outros desinfetantes comerciais e fatores ambientais (como a temperatura) não eliminam este vírus. O vírus pode manter-se ativo no ambiente durante anos, por isso recomenda-se a desinfeção da casa e vacinação de todos os gatos antes do possível contacto com o vírus. Uma administração correta das <a href="https://omeuanimal.com/vacinas-e-saude-do-gato/"><strong>vacinas de rotina</strong></a><strong>, que incluem a panleucopénia felina, permitem prevenir completamente a infeção de filhotes e gatos.</strong> <br><br></p>



<h2>Prognóstico da panleucopénia felina</h2>



<p>A maioria dos casos são agudos, durando 5 a 7 dias. Se o animal sobreviver à fase aguda, a recuperação é normalmente rápida e sem complicações, apenas levando mais tempo o ganho de peso.<strong> O prognóstico é reservado durante a fase aguda da doença</strong>, especialmente se a contagem de células imunitárias for baixa. Após recuperação, <strong>o gato torna-se imune à parvovírose felina para toda a vida. </strong></p>



<p>Complicações possíveis incluem inflamação crónica dos intestinos por infeção secundária (enterite), sepsis, desenvolvimento anormal de fetos em gatas grávidas, choque e outras complicações como resultado da desidratação e desequilíbrio de eletrólitos. A maioria das infeções e mortalidade ocorre no primeiro ano de vida dos gatinhos. <strong>A mortalidade poderá variar de 25 a 90% na forma aguda da panleucopénia felina</strong>.  <br><br></p>



<p>Referências: Blackwell’s five-minute veterinary consult: canine
and feline; <a href="https://doi.org/10.1111/j.1939-1676.2010.0604.x">Kruse et
al. 2010</a></p>
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		<item>
		<title>Como avaliar a qualidade da informação online sobre nutrição de cães e gatos?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana C. Prata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2019 09:28:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cão]]></category>
		<category><![CDATA[Dietas & Rações]]></category>
		<category><![CDATA[Gato]]></category>
		<category><![CDATA[Escolher a ração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A nutrição de cães e gatos é um tópico de discussão popular. Mas como posso distinguir factos de opiniões?</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A maioria dos portugueses tem acesso à internet. Isto pode ser benéfico ou prejudicial, pois existe muita informação, mas esta é desregulada e de qualidade variada. Decidir que websites confiar torna-se uma tarefa difícil. </p>



<p>A nutrição de animais de companhia é um tópico popular. Há centenas de websites que promovem as mais variadas dietas, desde de receitas de dietas de carne crua a dietas vegetarianas, anúncios para suplementos e rações holísticas, recomendações de dietas que “curam” doenças, esquemas de venda e consultas de alegados nutricionistas de formação suspeita. <strong>Entre estas dietas há algumas que são nutricionalmente equilibradas, enquanto outras são desequilibras ou até mesmo perigosas!</strong></p>



<h2>Dicas para o
tutor cibernauta</h2>



<p>Então, como
tutor, como posso decidir no que acreditar? Existem algumas recomendações
simples que podem ajudar a avaliar o conteúdo da informação que encontramos na
internet:</p>



<h3>1. Discutir
sempre a informação com o médico veterinário</h3>



<p>A informação adquirida pelo tutor na internet <strong>deve ajudar a discutir estes tópicos com o médico veterinário e não substituir os seus conselhos. </strong>Em caso de dúvida, discuta as informações com o seu médico veterinário antes de fazer mudanças radicais na dieta do seu cão ou gato.</p>



<h3>2. Procure as
credenciais do autor do site</h3>



<p>Quem é o autor do
site? O tutor de um animal? Um veterinário? Um médico veterinário especialista
ou doutorado em nutrição? É preciso ter cuidado quando o autor do conteúdo se afirma
como “nutricionista animal” sem apresentar qualificações para tal. </p>



<p>O ideal é <strong>obter a informação de fontes oficiais ou em conteúdo escritos por profissionais na área da medicina veterinária</strong>, para garantir maior confiança na informação. Algumas empresas de rações também apresentam informação de alta qualidade no seu website.</p>



<h3>3. Qual é a fonte
da informação?</h3>



<p>Os autores apenas
afirmam que o produto “previne o cancro” ou há uma referência a um estudo científico
rigoroso que o possa provar? É fácil, apesar de ilegal, fazer afirmações sobre
produtos nutricionais, mas é muito mais difícil prová-las cientificamente.</p>



<p>Se os autores apresentam uma referência, esta foi publicada onde? É do próprio autor noutra página web ou de um jornal científico com revisão de pares e com reputação? <strong>A maioria dos produtos e informações na internet não citam estudos para justificar as suas afirmações.</strong> Outros citam estudos que foram feitos em ratos ou humanos, não sendo pertinentes para a nutrição de cães e gatos. </p>



<h3>4. Verifique o
quão recente é a informação</h3>



<p>A ciência evolui
rapidamente, especialmente na área da nutrição. Enquanto alguns princípios básicos
se mantêm, como os macronutrientes, outros podem mudar rapidamente, como a
dieta recomendada para uma certa doença.</p>



<p>Muitos websites focam-se em informação antiga que já está desatualizada. <strong>Um website de referência deverá ser atualizado regularmente</strong>, especialmente em tópicos que estejam em constante evolução.</p>



<h3>5. Tenha atenção
a provas anedóticas</h3>



<p><strong>Descrições de experiências pessoas podem induzir em erro.</strong> Enquanto que útil ouvir as experiências de outras pessoas, a sua avaliação positiva não significa que o produto ou tratamento seja realmente benéfico. É importante discutir sempre estas questões com o médico veterinário.</p>



<p>Isto porque
existem vários fatores que influenciam a nutrição e a saúde animal do
individuo. Logo, o resultado de um caso ou dois (ex. os meus cães melhoraram
depois de comerem a ração X) não significa que o tratamento seja bem-sucedido.
Para tal, é preciso conduzir estudos científicos com um elevado número de indivíduos
que permita isolar o fator da dieta dos restantes fatores na vida do animal.</p>



<h3>6. Cuidado com os
websites de <em>rating</em></h3>



<p><strong>Muitos websites gostam de ordenar as rações de cães e gatos baseados em opinião ou critérios aleatórios que não asseguram necessariamente a qualidade da ração, </strong>como o preço, ingredientes ou a empresa. Estes websites nem sequer são escritos por médicos veterinários nutricionistas. É importante o tutor usar critérios mais objetivos para avaliar a qualidade da ração, como basear-se em estudos científicos e no controlo de qualidade. </p>



<h3>7. Ser céptico quando se dão respostas simples a problemas complexos</h3>



<p>Lembre-se do velho ditado: quando a esmola é grande o pobre desconfia. Isto é também verdade na nutrição animal.<strong> Quando lhe apresentam explicações muito simples para problemas complexos, provavelmente essa explicação não é verdade. </strong></p>



<p>Por exemplo, podem
alegar que o cancro é causado por carbohidratos nas rações. Mas esta explicação
não é verdade por ser demasiado simples e não ser fundamentada em informação científica.
Na verdade, o aparecimento de cancro é influenciado por vários fatores, entre
os quais poderá estar a dieta. Muito menos há informações que justifiquem um dos
macronutrientes ser a principal causa de cancro.</p>



<h2>Conclusão</h2>



<p><strong>A informação disponibilizada na internet é benéfica ao tutor de cães e gatos, desde que seja sempre discutida com o seu médico veterinário. </strong>Alguns fatores podem aumentar a confiança na informação lida, como a correta formação do autor e o uso referências científicas.</p>



<p>Adaptado de: <a href="https://www.wsava.org/WSAVA/media/Arpita-and-Emma-editorial/The-Savvy-Dog-Owner-s-Guide-to-Nutrition-on-the-Internet.pdf">WSAVA</a>;
<a href="https://www.wsava.org/WSAVA/media/Arpita-and-Emma-editorial/The-Savvy-Cat-Owner-s-Guide-to-Nutrition-on-the-Internet.pdf">WSAVA</a></p>
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