Os gatos são destros ou canhotos? Teste o seu felino!

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Todos sabemos que os humanos têm preferência por uma mão, sendo a maioria destros, mas sabia que os gatos também podem ser destros ou canhotos?

Os gatos também têm preferência por uma pata dominante. Vários estudos avaliaram quais eram essas preferências nos gatos. E também vamos ensiná-lo a descobrir se o seu gato é destro ou canhoto usando jogos.

Como saber se o seu gato é destro ou canhoto?

Se está curioso se o seu gato é destro ou canhoto, poderá fazer um pequeno teste. O teste passa em fazer o gato usar uma das patas para chegar à comida. Isto pode ser feito através do uso de puzzles em que os gatos têm que apanhar a comida, bem como fazendo um brinquedo em casa.

Poderá fazer o teste colocando uma guloseima que o gato adore dentro de um frasco aberto e deitado. Coloque o frasco no chão de sua casa e deixe o gato explorar o novo brinquedo. A guloseima apetitosa irá atrair a atenção do gato.

Observe qual a pata que o gato usa para puxar a guloseima de dentro do frasco. Repetia a experiência várias vezes (por exemplo 10 vezes), voltando a colocar guloseimas dentro do frasco, e registe a pata usada.

Olhe para os registos que fez. Se nas 10 vezes, o gato usou a pata esquerda mais do que 7 vezes, poderá dizer que é canhoto. Se nas 10 vezes, usou mais do que 7 vezes a pata direita, o gato é destro. Se o gato usou o mesmo número de vezes a pata esquerda e direita (5 a 6 vezes), tem um gatinho ambidestro.

Experiências revelam que a maioria dos gatos são canhotos

Um estudo de 1955 avaliou se os gatos eram destros ou canhotos. Este estudo testou 60 gatos de variadas raças e cores. Para fazer o teste, usaram um tubo longo de vidro amarrado com elásticos sobre uma tábua de madeira (para estabilidade). Dentro do tubo, colocaram uma guloseima – neste caso, carne de coelho. Cada gato foi testado 100 vezes e a pata usada para puxar o petisco registada.

Os investigadores consideraram que havia uma preferência por uma pata quando esta era usada em 75% dos casos. Assim, este estudo concluiu que 20% dos gatos são destros, 38.3% dos gatos são canhotos e que 41.7% são ambidestros (sem preferência).

Num estudo mais recente, de 2018, a preferência do uso das patas voltou a ser registada. Neste estudo, um puzzle com guloseimas foi utilizado para determinar a preferência pela pata esquerda ou direita. Para além da pata, o estudo ainda registou o lado para que o gato dorme (se sobre o lado direito ou esquerdo), a pata usada num primeiro passo a descer uma escada, e a primeira pata a entrar na caixa de areia. Cada um dos parâmetros foi registado 50 vezes para cada gato, tendo envolvido 44 gatos. Neste estudo, foi usada uma fórmula estatística para identificar o lado favorecido.

Neste estudo, os gatos usaram maioritariamente a pata esquerda para chegar à comida (56.2%), do que a direita (43.8%), sendo que apenas 27.3% eram ambidestros. Já em relação a deitar, a maioria dos gatos é ambidestro (75.0%). A descer as escadas, o uso das patas esquerda e direita é semelhante (34.1 e 36.4%), enquanto 29.5% eram ambidestros. Para entrar na caixa de areia, a maioria usa a pata esquerda (36.4%), seguido pela direita (29.5%), sendo 34.1% ambidestro.

Em ambos os estudos, a maioria dos animais apresentou uma preferência por um dos lados nas suas atividades do dia a dia. Em ambos os estudos, os gatos parecem ter uma tendência para serem canhotos. No entanto, a percentagens registadas variam entre investigadores, uma vez que a experiência foi conduzida e interpretada de formas diferentes.

Referência: Cole (1955); McDowell et al. 2018

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Joana C. Prata, Msc., tem um mestrado em Medicina Veterinária pela Universidade do Porto e é fundadora d’O Meu Animal. Sempre viveu rodeada de animais, tendo agora como companheiros dois gatos (a Rita e o Romeu), três cadelas (a Kami, a Inês e a Pota), uma tartaruga (o Nicholas) e uma colónia com cerca de dez gatos. Neste momento faz investigação na Universidade de Aveiro, como aluna de doutoramento e bolseira em Biologia e Ecologia das Alterações Globais, onde tenta identificar fatores ambientais que possam ter impacto na saúde humana, animal e dos ecossistemas.

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