Cuidados a ter com o seu animal antes e durante as férias

O período de férias é sempre muito antecipado para nós, para podermos repousar e recarregar as nossas energias. Contudo não nos podemos esquecer dos nossos amigos de quatro patas. Se o puder levar consigo nas férias não hesite, eles são uma óptima companhia além de ajudar a combater o stress causado pelo trabalho e rotina. O seu cão ou gato não o pode acompanhar ou porventura ele não gosta de viajar? Então deixe-o em boas mãos. Deixamos agora algumas dicas para ter um período de férias mais descansado, livre de preocupações.

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Antes de ir de férias

  • Verificar local de estadia;
  • Fazer a malinha do seu animal;
  • Check-up com o seu médico veterinário;
  • Informar-se sobre a clínica mais próxima.

Antes de fazer a sua reserva certifique-se que o local onde vai ficar autoriza a presença do seu amigo de quatro patas, evitando assim uma surpresa desagradável. Existem vários locais onde aceitam animais de estimação, entre eles, hotéis, casas alugadas (consulte o proprietário antes de reservar o local), parques de campismo, etc. Consulte as avaliações dadas por outros donos de animais que passaram pelo local de estadia se possível.

A malinha de férias do seu animal deve conter:

  • Alimento e água suficientes;
  • Caixa de areia (no caso do gato);
  • Trela ou peitoral (açaime se necessário);
  • Brinquedos, mantas, caminha;
  • Uma fotografia do seu animal (Caso ele se perca);
  • Saquinhos para recolher dejectos (no caso do cão);
  • Coleira devidamente identificada;
  • Medicamentos Habituais (caso esteja a tomar algum).

Caso o seu patudo seja mais irrequieto ou pouco amigável com estranhos, considere frequentar algumas aulas de obediência básica antes de iniciar a viagem. Provavelmente irá encontrar pessoas e outros animais e, nessa situação, ele irá controlar-se melhor. O melhor é ser firme e antecipar as situações que podem por em risco o seu animal e também as outras pessoas e animais.

É a primeira vez que vai viajar com o seu animal? O melhor é optar por uma viagem mais curta primeiro, como um fim-de-semana, para ele se habituar.

Lembre-se, se vai levar o seu amigo consigo, deve adaptar os planos da viagem à sua participação. Não o deve deixar sozinho e preso num lugar, especialmente desconhecido. Também deve ter em conta a idade do seu animal, um animal mais velho não deve ser submetido a muita actividade. Já no caso da personalidade do seu amigo de quatro patas, se este gosta mais mergulhos e longas corridas, talvez um destino com praia seja o indicado, ou se ele é mais relaxado e que não gosta de agitação, o indicado será um destino com longos períodos de descanso.

Antes de ir de férias deve ir ao seu veterinário efectuar uma consulta de rotina, também apelidada de consulta do viajante. Esta consulta deve ser feita cerca de um mês antes de ir de férias com o seu amigo de 4 patas e serve para diversas coisas: ver se está tudo bem com o seu animal, verificar a vacinação e porventura fazer alguma vacinação extra proveniente do local para onde quer viajar, informar-se sobre alguma dúvida que possa ter em relação à viagem em si, ao transporte do animal, etc. É aconselhável fazer a desparasitação interna e externa antes da viagem.

Por segurança, pode colocar a identificação electrónica (chip) e também deve colocar uma coleira que contenha o seu contacto, nome e nome do animal (e mais alguma coisa que ache necessário).

Informe-se sobre a clínica veterinária mais próxima do local onde se encontra instalado, os seus horários e telefone de emergência. Caso necessite, irá estar devidamente preparado para lidar com a situação.

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Viajar para fora do país?

  • Ter vacinação em dia (mês e meio de antecedência)
  • Aconselhar-se com a transportadora e com as autoridades do país sobre termos judiciais e leis

Ter a vacinação em dia é essencial para o transporte do seu animal, portanto consulte o seu médico veterinário, para que este o ajude no que toca à vacinação, ao transporte, e caso seja necessário passar um Certificado Internacional de Saúde, etc. Preferencialmente, este contacto com o seu médico veterinário deve ser feito com mês e meio de antecedência.

No caso de se deslocar dentro da Europa, o animal deve estar devidamente identificado (chip) e ter a vacinação anti-rábica válida. Esta informação deve estar presente no Passaporte do animal. O Passaporte do animal deve ser requisitado ao seu médico veterinário e posteriormente será emitido pela DGAV. Aconselhamos também que tenha sempre presente consigo o boletim de vacinas.

Caso viaje para outro país, certifique-se sempre das leis do mesmo, pois podem necessitar de diferentes documentos exigidos, diferente vacinação obrigatória, etc. O melhor será deslocar-se à sua agência de viagens e à Embaixada do país de destino para verificar o que lhe é exigido. Por exemplo, alguns países podem exigir testes à eficácia da vacina anti-rábica e, países como a Finlândia, Irlanda, Malta e Noruega, só aceitam animais tratados contra Echinococcus multiloculares.

Para mais informações consulte este FAQ e também o Website da União Europeia sobre o transporte de animais.

Como devo transportar o meu animal no carro?

  • Colocar o animal com um dispositivo de segurança seguro e confortável
  • Fazer paragens regulares e ter em atenção a alimentação do seu animal
  • Manter sempre água disponível

O carro é a opção mais escolhida pelos donos nas deslocações de férias e é essencial que saiba transportar o seu cão ou gato de forma segura e confortável. Quanto mais longa for a viagem, maiores são os cuidados a ter.

A lei apenas menciona que o animal não pode prejudicar a condução, ou seja, este não pode afectar o condutor e a visibilidade do mesmo. Se viajar de carro para outro país, consulte o código da estrada do país em questão.

As paragens são essenciais, no máximo de 2 em 2 horas, para evitar o stress do animal, para as suas necessidades básicas, para este se exercitar, etc. Viajar com o seu animal de cabeça de fora da janela do veículo não é de todo seguro e pode resultar numa otite ou até mesmo numa queda mortal.

Água é fundamental! O seu animal deve ter sempre acesso a água para se hidratar. Nunca deixe o seu amigo de quatro patas dentro do veículo parado, por tempo algum, pois o excesso de calor pode conduzir à morte.

Nunca viaje com o seu animal sem que este possua qualquer dispositivo de segurança e, ao parar, não abra logo as portas do seu carro sem pôr uma trela ao cão nem não abra as portas ao lado da estrada.

No caso geral, a caixa transportadora será o melhor e mais seguro meio para transportar o seu animal, pois desta forma evita que este se desloque dentro do carro de um lado para o outro e evita assim comportamentos que possam distrair o condutor.

No caso dos cães, também pode optar por lhe colocar um cinto de segurança. Trata-se de um dispositivo que é acrescentado ao sistema de cinto de segurança do carro e que faz a ligação entre o peitoral ou a coleira. OMeuAnimal recomenda o uso do peitoral em caso da preferência pelo cinto de segurança pois, em caso de acidente, o peitoral é mais seguro sendo que evita o estrangulamento.

Temos também uma rede ou grelha divisória, normalmente colocada entre o porta-bagagens e os bancos traseiros para evitar que o não possa ser projectado para a frente. No caso de animais de grande porte, esta pode-se tornar inconveniente pois este pode impedir a entrada de estranhos na viatura em caso de acidente.

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O meu animal sente-se mal disposto durante as viagens, o que devo fazer?

  • Controlar a alimentação
  • Fazer paragens regulares
  • Consultar um médico veterinário
  • Fazer uma habituação ao automóvel desde cedo

As viagens têm um grande impacto psicológico tanto em cães como gatos (usualmente mais nos gatos). Geralmente, estes sentem-se inseguros devido aos que se passa à volta deles ser novo: cheiros, barulhos, etc. Deixamos aqui algumas dicas para prevenir que o seu animal se sinta enjoado e até vomite.

Quando vai viajar, o controlo da alimentação é essencial. Antes e durante a viagem, o seu animal não deve comer e os líquidos devem estar sempre presentes.

Paragens durante a deslocação são essenciais, de 2 em duas horas no máximo, para que o seu animal possa relaxar, fazer as suas necessidades básicas, exercitar, etc.

Consulte o seu veterinário antes de viajar, este pode receitar calmantes no caso do problema do seu animal ser ao nível do stress causado pela viagem.

Habitue desde cedo o seu animal a andar de carro, assim será mais fácil evitar situações de indisposição causadas pelo stress.

Viagem de comboio

  • Responsabilidade é detida inteiramente pelo dono
  • Alguns animais não são permitidos devido à sua raça e a possíveis incómodos
  • Transporte gratuito numa caixa de transporte de mão
  • Transporte de cães de porte superior muda mediante a linha de circulação
  • Transporte de cães não acondicionados é gratuito nos comboios urbanos de Lisboa, Porto e Coimbra

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No caso da viagem de comboio, é permitido aos passageiros transportar animais de companhia que não ofereçam perigosidade, desde que devidamente encerrados em recipiente apropriado que possa ser transportado como volume de mão (art. 9.º do Decreto-Lei n.º 58/2008, de 26 de Março).

Não é permitido transportar animais considerados perigosos, em estado precário de saúde ou de higiene, provoquem demasiado ruído, tenham um cheiro intenso, situações que possam incomodar os passageiros.

Quando transporta o seu animal, é o seu dever vigia-lo e fica inteiramente responsável pelos danos que o mesmo possa provocar.

O transporte do animal é gratuito, desde que este se encontre numa caixa de transporte apropriada e que possa ser carregada como volume de mão. Cada passageiro não poderá transportar mais do que um animal de companhia.

No caso do transporte de cães de porte superior, são permitidos mediante pagamento e aquisição de bilhete (ou meio bilhete dependendo da linha em que circula). No caso dos comboios urbanos de Lisboa, Porto e Coimbra, o transporte é gratuito. O animal deve ser transportado com açaimo e trela curta, acompanhado do respectivo boletim de vacinas actualizado e da competente licença. Lembre-se, o animal não pode ocupar um lugar no banco.

Para mais informações

Viagem de avião

  • Informar-se sobre as políticas da companhia aérea em questão
  • Animais prenhes, debilitados ou demasiado novos não são permitidos
  • Ter em consideração a caixa de transporte, a alimentação e a possível sedação do animal
  • Podem viajar na cabine ou no porão mediante algumas regras

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No que toca a viagens de avião, cada companhia aérea tem as suas políticas, portanto é necessário entrar em contacto com a mesma para verificar que cuidados a ter quando leva o seu amigo de 4 patas de férias consigo. Normalmente, deve informar a companhia aérea quando efectuar a sua reserva, ou pelo menos 24 a 48 horas antes da partida. Lembre-se que a confirmação do pedido de disponibilidade pode estar sujeito ao espaço ainda por ocupar, ao tipo de avião e à cabine onde viaja. Além disso, no caso de ter de trocar de avião e com isso trocar de companhia, deve comunicar com todas as companhias que use.

Caso o seu animal de estimação seja uma cadela já em fase de lactação, ou se for um cachorrinho com menos de 8 semanas de idade, este não poderá voar. Também não é aconselhável para cadelas com cio.

A maioria dos animais enjoa durante a viagem, pelo que deve ter em conta a alimentação do seu animal de companhia ante do voo. A última refeição antes da partida deve ser muito leve e ser feita cerca de 3 horas antes. Devemos também, antes de embarcar, deixar o animal fazer as suas necessidades.

Algumas companhias aéreas obrigam à administração de um sedativo para que o animal viaje com tranquilidade e segurança. Deve entrar em contacto com o seu médico veterinário para que este o possa aconselhar e receitar um sedativo a ser dado ao seu animal de companhia 30 minutos antes da partida. A administração do sedativo reduz o risco de elevado stress e ansiedade por parte do seu animal durante a viagem pois este estará em contacto com um número elevado de ruídos e cheiros estranhos.

Os animais de companhia podem viajar em dois locais, na cabine ou no porão. Deve escrever sempre o seu nome e morada na caixa de transporte.

No que toca ao transporte de animais na cabine, apenas são permitidos: gatos e cães; animais de assistência emocional (ESAN); animais de assistência (SVAN), como cães-guias de cegos e surdos e cães de assistência a pessoas com mobilidade reduzida.

Na generalidade das companhias, apenas é aceite na cabine o peso máximo da caixa de transporte já com o animal dentro de 8 Kg e, com algumas especificidades quanto ao seu tamanho. Cada passageiro pode levar apenas uma caixa de transporte de animais, que pode conter mais que um animal da mesma espécie caso estes tenham espaço suficiente para se movimentarem. Os animais devem estar limpos e saudáveis, sem odores, e não devem perturbar os outros passageiros.

A caixa de transporte deve:

  • Ter o espaço necessário para o animal (ou animais) se movimentar dentro da mesma;
  • Ser estanque (capaz de reter os fluidos do animal);
  • Ser adquirida previamente pelo passageiro;
  • Ser uma caixa de transporte maleável, de modo a poder ser colocada sob o assento em frente do passageiro.

No caso do transporte de animais no porão, o peso máximo da caixa de transporte com o seu animal será de 45 Kg. A exigência das caixas é a mesma que a de cabine, no entanto, neste caso terá de fornecer água e comida para que este seja alimentado.

Se o seu animal ultrapassar os 45 Kg, este terá de ser transportado como sendo carga, pelo que deve estar indicado no seu bilhete de avião. O animal de estimação terá de ser entregue 4 horas antes do início da viagem e, com ele, terá de seguir a sua documentação necessária e alimentação. Lembre-se de consultar sempre as leis do país de destino em relação à entrada de animais no mesmo.

Posso transportar o meu animal de companhia no autocarro ou metro?

Quando vai de férias e não leva o seu veículo particular (ou aluga um), os transportes públicos são o meio de transporte mais recorrente e que satisfaz grande parte das suas necessidades de deslocação.

A lei permite o transporte de animais de companhia em transportes públicos (metropolitano) desde que:

  • Não seja um animal considerado perigoso ou potencialmente perigoso, nos quais se incluem, o Cão de Fila Brasileiro, o Dogue Argentino, o Pit Bull Terrier, Rottweiller, Staffordshire Terrier Americano, Staford Bull Terrier, e Tosa Inu;
  • O seu estado de saúde esteja bom, que sejam asseguradas as condições higieno-sanitárias e a integridade física e segurança das pessoas ou dos animais;
  • Não perturbem o normal funcionamento do transporte;
  • Se faça acompanhar pela devida documentação, ou seja, boletim de vacinas actualizado e da competente licença;
  • Sejam transportados devidamente acompanhados e acondicionados;
  • Nos períodos de maior afluência, as empresas transportadoras podem recusar o transporte dos animais. Estes períodos deverão ser afixados pelas empresas.

Qualquer cão de acompanhamento (cão de assistência) pode circular nos transportes públicos gratuitamente, salvo por motivos de perigo, estado de saúde ou de higiene, desde que devidamente acompanhados e acondicionados, nos termos da lei.

O transporte de cães e gatos consideram-se devidamente acondicionados se estes estão sujeitos a meios de contenção adequadas, nomeadamente contentores (caixa transportadora, jaula, etc) ou açaimo funcional, seguro com trela curta (até 1 metro de comprimento) que deve estar fixa à coleira ou a peitoral, tudo de material resistente.

Relembramos que deve sempre consultar os regulamentos da transportadora antes de viajar.

À chegada ao destino

  • Dar refeição e água
  • Deixar seu animal exercitar e conhecer o local
  • Não deixar o seu animal sozinho

Os nossos animais sofrem mais que nós com as viagens. Assim que chegar dê-lhe água e também uma refeição. É perfeitamente natural que o seu animal, no início, estranhe o novo ambiente. Deixe-o descobrir os cantos à nova casa, mostre-lhe onde colocou os seus brinquedos preferidos e a sua caminha, dê um passeio com ele para que ele se exercite (caso seja um cão) e conheça o ambiente que o rodeia mantendo a pessoa em quem mais confia a seu lado. Lembre-se de colocar na coleira o nome do cão, a sua morada e o telefone antes de sair para passear. Evite ao máximo deixar o seu animal sozinho no quarto ou numa tenda, lembre-se que se encontra num lugar que não lhe é inteiramente familiar e por isso pode ficar muito ansioso e inseguro.

Se eu não puder levar o meu animal de companhia?

  • Optar por um conhecido, procurar outras opções em caso negativo
  • Verificar sempre o local onde o vai deixar
  • Deixar o seu contacto e o do seu veterinário
  • Optar pelo serviço que acha mais conveniente

Se tiver oportunidade, opte sempre por levar o seu amigo de 4 patas consigo, contudo sabemos que nem sempre isso é possível. No caso de não ser possível, a sua primeira escolha deve sempre recair por uma pessoa amiga ou vizinho de confiança, que possa hospedar o seu cão ou gato, ou ir a sua casa, uma ou duas vezes por dia, dar de comer ao seu gato e fazer-lhe umas festinhas.

Se tiver de escolher um canil ou gatil, deve tomar esta decisão depois de visitar o local e verificar as condições do mesmo.

Alguns dos pontos a que deve ter em conta quando está a visitar o local de estadia do seu animal:

  • As boxes dos animais estão limpas?
  • Há demasiados animais por boxe?
  • A alimentação é correcta?
  • Tiveram a preocupação de perguntar quais os hábitos e preferências do seu animal?
  • Há espaço suficiente para ele poder fazer exercício?
  • Exigem comprovativo de vacinação?

Tudo isto é necessário ter em conta quando vai deixar o seu melhor amigo aos cuidados de outras pessoas. Se cumprir todos os seus requisitos, reserve logo um lugar.

Verifique se as vacinas estão em dia, e posteriormente prepare a bagagem do seu amigo: uma caminha ou manta e alguns brinquedos.

Não se esqueça de fornecer um contacto seu e do médico veterinário para eles poderem avisar em caso de necessidade.

Também existem agora novos serviços de apoio domiciliário (petsitting), garantindo o bem-estar do seu animal no período em que não se encontra em casa. Este serviço garante a deslocação de pessoas à residência, provocando um menor stress ao animal. Antes de utilizar este tipo de serviços contacte a Liga Portuguesa dos Direitos do Animal, o seu veterinário, ou até algum amigo ou conhecido que tenha utilizado um serviço semelhante.

Agora sim, está pronto para ir de férias!

Nunca é de mais recordar, nas férias livre-se das suas preocupações, não dos seus animais: Eles nunca o abandonariam!

Boas Férias!

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