Dermatite Atópica Canina (Atopia Canina): como se trata?

29
cão braquicefálico

cão braquicefálicoO seu cão coça-se muito?  Suspeita que tenha uma alergia de pele? Poderá tratar-se de dermatite atópica canina!

O que é a dermatite atópica canina?

A dermatite atópica canina é uma dermatite alérgica a alergénios ambientais que levam ao aparecimento de inflamação da pele com prurido intenso.

Cães com predisposição genética têm um defeito na barreira da pele. Assim entram em contacto com um alergénio ambiental que normalmente não causa reacção.

O organismo reage libertando imunoglobulinas IgE e IgG originando uma resposta alérgica inflamatória na pele (hipersensibilidade de tipo I).

Pensa-se que esta alergia afecta 10% dos cães. No entanto não se sabe o número certo uma vez que os donos podem não levar ao veterinário cães com sintomas leves.

Poderá observar algum dos seguintes sintomas:

  • Inflamação;
  • Comichão (prurido);
  • Vermelhidão ou pustulas;
  • Mordiscar ou coçar;
  • Otites recorrentes;
  • Infecções de pele recorrentes;
  • Alterações na pele (ex. engrossamento da pele);
  • Alopécia e arranhões;
  • Conjuntivite;
  • Lamber entre os dedos ou na região abdominal.

 

Que cachorros estão em risco de desenvolver atopia canina?

Como a doença tem um carácter genético, poderá ser mais frequente em famílias ou em algumas raças de cães. É detectada principalmente entre o 1º e 3º ano de idade. No entanto poderá aparecer em cães idosos que mudem de ambiente (ex. mudança de casa) e sejam expostos a novos alergénios.

A predisposição parece também envolver uma maior tendência para uma resposta com elevada IgE, o contacto precoce com o antigénio (ex. nascimento em alturas de pólen) ou a presença de doenças parasitárias.

  • Boxers;
  • Bulldog Inglês e Francês;
  • Chihuahuas;
  • Terriers (Yorkshire Terriers, West Highland White Terrier; Caim Terrier, Terrier Escocês; Boston Terrier);
  • Golden Retrievers;
  • Pastor Alemão;
  • Dálmatas;
  • Labrador retriever;
  • Cocker Spaniel;
  • Pugs;
  • Shar Pei;
  • Setter (Gordon, Irlandês, Inglês);
  • Lhasa Apsos;
  • Shih tzus;
  • Miniature Schnauzer;
  • Belgian Tervurens;
  • Shuba inus;
  • Beaucerons;
  • Chow-Chow.

Apesar de os sinais aparecerem entre o 1º e o 3º ano, algumas raças podem ser precoces. Raças como Akita, Chow-Chow, Golden Retriever e Shar Pei poderão apresentar sinais de atopia a partir dos 2 meses.

 

Como se desenvolve a dermatite atópica canina?

O cão entra em contacto com o alergénio por via cutânea ou respiratória. Mais raramente poderá ser através da ingestão.

Os alergénios que poderão estar envolvidos na dermatite atópica canina são:

  • Ácaros do pó ou do armazenamento;
  • Pólens;
  • Fungos (esporos do mofo);
  • Descamação de animais (pele ou penas);
  • Algodão, linha, lã.

No entanto os ácaros e os pólens são os mais frequentes. Os restantes alergénios são raros e ainda existe pouca evidência do seu papel na atopia canina.

atopia canina
Os ácaros e o polén são os principais alergénios envolvidos na atopia canina.

Após este contacto, o sistema imune reage e liberta imunoglobulinas IgE e IgG que estão envolvidas no aparecimento dos sinais observados.

O primeiro sinal é a comichão (prurido) sem mais lesões ou com eritema. A excepção à regra é o Bulldog inglês em que se inicia com eritema, edema e lesões secundárias mas com pouco prurido.

O prurido intenso leva o animal a coçar e a morder, o que poderá originar feridas como arranhões que pioram o estado a pele e a predispõem a sinais secundários.

Esses sinais poderão passar por infecção secundária da pele por bactérias (piodermite, foliculite) ou por dermatite por Malassezia.

Por outro lado, a pele reage à agressão crónica e aparece descamação (seborreia), escurecimento, engrossamento, falta de pelo (alopécia por coçar), pápulas e pústulas, entre outros.

Esta progressão leva a que os sinais piorem com o tempo.

Cerca de 75% dos cães atópicos ainda poderão sofrer simultaneamente de Dermatite Alérgica à Picada de Pulga. Alguns ainda poderão padecer de alergias alimentares.

Com se faz o diagnóstico da Dermatite Atópica Canina?

O diagnóstico da atopia canina é normalmente um diagnóstico clínico. Baseia-se nas lesões apresentadas pelo cão e na exclusão de outras causas. A presença de prurido é a principal suspeita.

Deverão excluir-se doenças semelhantes como:

Excluindo-se estas patologias, passa-se a avaliar a presença de atopia canina que deverá apresentar alguns destes sinais:

  • Prurido em cães dos 6 meses a 3 anos;
  • Prurido que responde a corticoides;
  • Pododermatite (inflamação na pele das patas);
  • Eritema na cabeça e orelhas;
  • Eritema na boca.

Dependendo do alergénio, o prurido poderá ocorrer todo o ano (como no caso dos ácaros) ou durante certas estações (como no caso do pólen).

A distribuição das lesões pelo corpo do cão é variável. Poderá envolver todo o corpo. Ou poderá estar localizada, sendo as áreas mais frequentes a face, cabeça, abdomen, patas, virilhas, tronco e axilas.

dermatite-atopica-canina-áreas-afectadas
Áreas afectadas na dermatite atópica canina localizada.

Dependendo do tempo em que se iniciou, poderá ter lesões secundárias por coçar-se ou complicar-se com otite bilateral ou infecções da pele.

Poderá fazer-se a determinação do alergénio apenas quando se quer fazer dessensiblização ou evitar o contacto. Para tal, utilizam-se testes ELISA ou intradermorreacção onde se injecta alergénios subcutâneos e se avalia a resposta.

Qual é o tratamento da Dermatite Atópica Canina?

A dermatite atópica canina é uma patologia que poderá ser controlada recorrendo a meios farmacéuticos e evitando o alergénio. No entanto, não é curável.

Faz-se tratamento com fármacos que reduzam o prurido e inflamação e evita-se ao máximo o contacto com alergénio. Para além destas duas estratégias, ainda se deverão controlar factores que agravem a reacção imune do corpo, como por exemplo parasitas.

Evitar o contacto com o alergénio

Evitar o contacto com o alergénio é na maioria dos casos difícil. Muitos dos alergénios estão presentes no ambiente e pouco poderá ser feito para os evitar.

No entanto, no casos de alergénios raros como penas (em aves ou em almofadas), descamação de gatos, jornais e tabaco é fácil removê-los do ambiente do cão.

Como os casos mais frequentes envolvem alergia a ácaros e pólen, trataremos destes em maior pormenor.

Ácaros

Os ácaros vivem no pó e nos tecidos, principalmente em áreas húmidas e escuras.

Para evitar o contacto com ácaros poderá ter-se uma higiene esmerada da casa. Isto implica aspirar e lavar todos os tecidos com frequência.

Em alternativa, deve preferir mobiliário sem tecidos optando, por exemplo, por peles. O chão deverá ser polido, evitando-se carpetes.

Deverão optar-se por camas ou tecidos hipoalergénicos ou cobrir almofadas e colchões com coberturas impermeáveis.

A ventilação da casa e redução da húmidade poderão dificultar o crescimento dos ácaros.

Por último, um tratamento com acaricida poderá reduzir 70 a 90% dos ácaros vivos na casa durante um mês. No entanto os ácaros mortos mantêm-se no ambiente causando alergia. Esta estratégia poderá ser aliada a uma limpeza profunda da casa eliminando os ácaros mortos.

Pólen

O cão poderá ser sensível a vários tipos de pólen. Por isso é importante fazer a sua identificação.

Sabendo-se qual planta ou tipo de plantas (ex. gramídeas) estão envolvidas no processo alérgico torna-se mais fácil evitá-las.

Assim, evita-se passeios longos durante a altura do ano em que ocorre a polinização dessas plantas.

Evita-se frequentar zonas onde essa vegetação ocorra.

Em dias de vento, o pólen é espalhado com maior facilidade. Por isso as saídas também deverão ser reduzidas nestes dias.

Tratamentos médicos que podem ajudar no controlo da atopia canina.

Tratamento tópico

Os tratamentos tópicos passam pela aplicação de medicamentos tópicas nos locais afectados e nos banhos frequentes.

A aplicação de cremes anti-prurido permite o tratamento de lesões tópicas evitando a maioria dos efeitos secundários. Estes cremes são normalmente à base de glucocorticoides, triamcinolona e tacrolimus.

Os banhos deverão fazer-se a cada 1 a 2 semanas com água fresca. Permitem remover os alergénio da pele, controlar infecções e hidratar a pele. Deverão ser usados champôs hipoalergénicos, de preferência contendo aveia coloidal.

Tratamento farmacológico

Neste tratamento espera-se reduzir os sintomas da dermatite atópica canina. Poderão ser utilizados vários fármacos:

Esteróides (prednisolona, metilprednisolona): utilizados a curto-prazo para reduzir o prurido utilizando-se a dose mais baixa que obtenha resultados. Pode ser dado em comprimido. Se utilizado a longo-prazo pode originar doenças metabólicas.

Anti-histaminicos (hidroxizina, clorfeniramina): menos eficazes em animais e especialmente no cão. Podem causar sedação que reduz a actividade e consequentemente o coçar.

Ciclosporina: tratamento inovador que tem efeito imunossupressor. Pode reduzir o prurido crónico, mas a eficácia é variável.

Imunoterapia

Quando o período com prurido excede os 3 meses no ano ou os métodos tradicionais não permitem controlo faz-se a dessensibilização.

É dos poucos métodos que poderão reduzir a alergia definitivamente. A resposta a este tratamento varia entre os 50 a 80%.

Para que se possa fazer este tratamento deverá identificar-se o alergénio pelos métodos falados anteriormente.

A hipossensibilização passa então pela injecção subcutânea de baixas quantidades do alergénio.

É frequente a utilização de alergénios aquosos em multiplas aplicações, não excedendo as 2 semanas entre as doses inicialmente. Outras formas que poderão ter maiores intervalos entre aplicações são na forma de alergénios precipitados ou alergénios em emulsão.

A injecção repetida de baixas quantidades de alergénio em doses crescentes permite reduzir a severidade da resposta alérgica. Ou seja, o cão poderá ter na mesma uma resposta alérgica quando entra em contacto com o alergénio, mas será mais leve.

No inicio, ao tratamento poderá aliar-se glucocorticoides para controlar o prurido intenso.

A imunoterapia é um processo lento que requer múltiplas exposições ao alergénio injectável. Os resultados poderão ser visíveis apenas dentro de 6 meses a 1 ano.

No entanto deverá ser considerada, uma vez que é a única forma de reduzir definitivamente a alergia.

Dieta

As dietas ricas em ácidos gordos permitem ajudar à recuperação da pele. Mesmo em animais saudáveis por vezes faz-se suplementação com óleos vegetais para obter um pelo brilhante.

No caso da atopia canina, dietas ricas em Omega 3 e Omega 6 parecem ser as mais vantajosas e por vezes permitem reduzir as doses da medicação para o controlo. Este efeito observa-se a partir de dois meses.

Acompanhamento

Como qualquer tratamento de uma doença crónica, a dermatite atópica canina requer acompanhamento pelo médico veterinário.

Assim, recomenda-se que após se iniciar o tratamento o cão seja visto pelo médico veterinário nas próximas 2 a 8 semanas.

Isto permite avaliar o sucesso do tratamento e ajustar a medicação. Faz-se principalmente a monitorização da intensidade do prurido e estado das lesões secundárias.

Estando a medicação ajustada e os sinais controlados, o cão necessitará de uma visita à clinica veterinária a cada 3 a 12 meses. 

Nesta consulta poderão ainda ser pedidas análises ao sangue e urina para controlar os efeitos secundários da medicação. Estas são especialmente recomendadas quando esteroides ou ciclosporina fazem parte do tratamento.

Conclusão

A dermatite atópica canina é uma doença alérgica sem cura mas que poderá ser controlada.

Isto implica consultas veterinárias frequentes e a dedicação do dono para dar a medicação de forma correcta.

No entanto, a sua dedicação pode fazer milagres. Um cão tratado não vai estar a sofrer com a comichão permanente e poderá viver uma vida normal e feliz.

29 COMENTÁRIOS

  1. Olá Joana.
    Gostei muito da matéria.
    Minha pastora é atópica,tem 9 anos.
    Sempre fez tratamento com prednisolona,mas nos últimos meses o veterinário indicou o Oclatinib,que fez efeito só nos primeiros 14 dias,fazendo a manutenção com 1 comprimido 3 x por semana,e sem resultado.
    Lendo a matéria agora,me chamou à atenção é que eu tenho gramado na minha casa,e como resolver esse problemão heim!!
    Abraços
    Eliete

  2. Olá Dra Joana
    Gostei muito da matéria. Morro de pena do meu Jimmy um cairn terrier de sei anos.
    Há anos venho tratando ele e sofrendo com ele, além de gastar muito com remédio, consultas, exames laboratoriais , shampus,e sem grandes resultados. Não meço esforços e compro tudo que receitam. Sigo as orientações .
    Ele se coça alucinadamente e qdo está muito ferido a Veterinária receita corticóide que eu odeio por conhecer seus efeitos colaterais.
    Após muitos meses de tratamento deixei de procurar a médica por ver que o tratamento não estava dando resultado e prossegui dando pra ele o último medicamento que ela receitara, Apoquel. Ele já utilizou até duas vezes por dia, mas por minha conta resolvi dar de dois em dois dias. No entanto não sei se posso dá-lo eternamente.
    No início ele quase não coçava com essa dosagem., mas agora coça desesperadamente.
    Todas as semanas levo ao banho com xampu especial receitado pela médica.
    Ela trocou de xampu diversas vezes. Então aproveito esses que ela receitou, que por sinal são caríssimos.
    Estou desesperada e não sei mais o que fazer pra alivir o sofrimento dele e não quero procurar a médica porque durante meses ela não acertou com o melhor tratamento pra ele.
    Por favor me oriente.
    Yara Lettieri

    • Olá Yara,
      O tratamento da Atopia Canina é difícil e poderá necessitar muitos ajustes e será sempre a longo-prazo (não se trata, só mesmo com vacinação ou evitando a exposição ao alergénio). Por isso não deverá desistir do tratamento e seguimento médico, pois poderá sempre necessitar de ajustes. Por vezes deverá ponderar utilizar corticoides recomendados pelo médico veterinário pois aliviam muito os sintomas e o animal de momento está em sofrimento.
      Abraços,
      Joana Prata

    • Olá Yara,
      O tratamento da Atopia Canina é difícil e poderá necessitar muitos ajustes e será sempre a longo-prazo (não se trata, só mesmo com vacinação ou evitando a exposição ao alergénio). Por isso não deverá desistir do tratamento e seguimento médico, pois poderá sempre necessitar de ajustes. Por vezes deverá ponderar utilizar corticoides recomendados pelo médico veterinário pois aliviam muito os sintomas e o animal de momento está em sofrimento.
      Abraços,
      Joana Prata

  3. Olá! Temos uma Chiuahua de 3 meses, pelo longo. De repente, percebemos perda excessiva de pelo, por todo corpo, agora está todo o corpo ralo, dando pra vê a pele rosada no fundo.
    Aparentemente ela está com a saúde boa, se alimenta bem (estamos usando a Super Premium a base de frango) e sempre enérgica e brincalhona.
    Não entendo essa perda de pelo, ela se coça bem pouco. Me ajuda doutora.

    • Olá Juliana,

      Existem várias causas para a perda de pelo em cães e nem todas se relacionam com alergias alimentares. Por exemplo, patologias endócrinas (ex. hipertiroidismo) poderão causar a perda de pelo sem causar comichão (quando não são acompanhadas de infecções secundárias). Por isso aconselhavamos a visitar o seu médico veterinário para que a sua Chiuahua possa ser avaliada, e se necessário, testada para estas patologias.

      Abraços,
      Joana Prata

  4. Boa noite meu yorkshire está ga alguns meses com essa coceira porém Não ha perda de pelo sonente coceira vermelhidão e lamve frequentemente as patas ha usei alguns medicamentos tópicos mas sem êxito muito dificil

    • Olá Vandressa,

      O seu cão necessita de acompanhamento veterinário. Se o tratamento tópico não resultou, poderá ser uma opção tentar tratamentos “mais agressivos” com anti-histaminicos e esteroídes receitados pelo seu médico veterinário.

      Cumprimentos,
      Joana Prata

  5. Ola Dra, minha basset tem tres anos, a alergia dela não melhora, ja tomou antibioticos, por esse longo tempo, ja troquei de veterinario 3 vezes, hoje passei ela com doutor, ele falou que ela tem atopia, me passou os medicamentos pet sporim 300 e o apoquel 3.6, vou começar a usar, não sei mas oque fazer, pois os tratamentos, não funciona, o corpo dela esta todo machucado, ela se morde todinha, ele tambem, falou que talvez com a castração ela melhore um pouco, gostaria por favor da sua orientação . agradeço desde ja.

    • Olá Priscila,

      Por vezes é difícil controlar a atopia. Até porque há patologias secundárias, como a infecção bacteriana da pele que necessita da antibioterapia. Depois de controlar estas patologias secundárias deverá seguir por um programa de tratamento durante algum tempo para poder realmente avaliar se funcionou ou não. Se não estiver a funcionar, o tratamento deverá ser novamente ajustado. Reduzir a exposição a potenciais alergénios e dar banhos também poderá ajudar.

      Quanto à castração no tratamento da dermatite atópica, nunca ouvi essa associação. Na literatura não encontro evidências cientificas de que realmente a castração traga melhorias para dermatite atópica.

      As melhoras
      Joana Prata

  6. Tenho uma Shih-tzu de 1 ano e ela tem atopia canina. A melhor maneira de controlar o dela foi fazendo prednisona, itraconazol, antibiótico, hepatox e banho 2 x por semana com Shampoo douxo calm com fitosfigosina oq faz uma barreira de proteção na pele dela. Aspiro a casa sempre, lavo todos os tecidos e tirei os ursinhos dela. Brinquedo só sem tecido. Controla muiiiiito. É um trabalho árduo. De 3 em 3 meses bravecto para nao deixá-la pegar carrapato ou pulga e ração de boa qualidade premier com carnes brancas sem muito corante. Boa sorte!!!!

    • Olá Gleice,

      É verdade que para haver melhoras muitas vezes se tem que criar um plano como o seu, actuando em todos os domínios da vida do cão. De qualquer das formas alertamos os leitores para não se basearem no seu tratamento. Cada animal necessita de um tratamento adequado à sua atopia e recomendado pelo médico veterinário.

      Cumprimentos,
      Joana Prata

    • Boa noite Gleice, como vc. curou seu cãozinho, estou desesperada com essa dermatite atopica, não aguento mais gastar com remédios, shampoos e veterinários, e ela cada vez pior! Me ajuda

      • Olá Andrea,
        Por muito frustrante que seja, o ideal é continuar à procura de uma cura com o seu médico veterinário. Por vezes, é complicado encontrar a combinação correta de tratamentos. Mas temos que ter esperança.
        Abraços,
        Joana Prata

  7. Olá dr.
    Não sei mais o que fazer, minha cadela poodle idosa, tem 15 anos, está com dermatite, já fiz de tudo.
    No início achei que fosse alergia alimentar, troquei a alimentação, mas nada resolve.
    Ela dormia com travesseiro, no qual trocava a fronha toda semana, mas ainda assim não resolvia.
    Dorme na varanda, na caminha que hoje só tem um lençol, pois tirei tudo pra ver se ajudava.
    Fiz exame de fungos, mas deu negativo.

    • Olá Josiane,

      Deve procurar uma ração hipoalergénica para conseguir fazer a exclusão de alergia alimentar. A origem do problema poderá também poderá ser outra ainda por explorar, como ácaros do pó ou pólen. Deverá aconselhar-se no seu médico veterinário para fazer a exclusão destes alergénios. Se não for possível identificar o alergénio pelo menos poderá fazer medicação para controlar os sintomas.

      Abraços,
      Joana Prata

  8. Boa noite Doutora Joana
    Tenho uma buldogue francês de 3 anos, e faz 15 dias que mudei de casa.
    Antes morava na cidade onde a maioria do quintal era com piso e pouco espaço com terra.
    Agora mudei para um bairro onde a minha casa tem um amplo quintal com bastante terra é um espaço com grama, no quintal tem algumas árvores de eucaliptos, pinheiros, palmito Jussara, mexerica, limão, laranja entre outras frutas, porém o eucaliptos estão floridos, ontem pela manhã a minha buldogue pareceu com uns caroços nas costas, e quando foi as 04:00 da manhã ela começou a ficar agitada foi quando percebi que ela estava com mais caroços nas costas como eu tenho celestamine antialérgico dela mesmo, dei um da manhã, então ontem pela manhã levei ao veterinário onde fez os exames e constatou que ela está com Malassezia, eu disse a ele que tinha dado o remédio e ele me disse para não dar mais no dia e só no dia seguinte e sim dar banho com ó shampoo clorexidina cloresten acho que esse o nome, cheguei em casa e já dei o banho e sequei com o secador de cabelo, ela ficou calma e dormiu.
    Porém hoje as 22:00 da noite entrou uma aranha armadeira venenosa dentro da sala de casa e eu joguei veneno de barata e a matei, e a buldogue estava na cozinha, acho que o cheiro fez com que irritasse a pele dela de novo que enche de caroço o corpo todo então a meia noite dei outro celestamine, só que ela quer descer e ficar na sala e eu estou exausta até agora sem dormir preocupada com ela com medo que ela passe mal, agora ela deitou na caminha dela e está dormindo creio que deva melhorar, ela dorme na cama comigo mais hj não quis devido estar com agitada mais na se coça muito.
    Não sei se começou devido à mudança e ela anda por tudo no quintal e eu atrás, cheira tudo.
    Fiz uma pequena reforma aqui na casa usei cimento mais já lavei td, joguei veneno para pulga carrapatos pelo quintal, não sei o que pensar mais,
    Amanhã irei levá-la novamente no veterinário e dizer que ela estava a meia noite cheia de caroço só que dessa vez pelo corpo todo
    Aqui eu tenho um pouco de dificuldade com veterinário, tanto é que ainda não castrei ela, devido a ela ser alérgica e como eu sofro muito pelos cães o veterinário não quer castrar ela para não usar anestesia injetável, estou me organizando para levá-la até SP para fazer numa clínica boa. Eu tenho 3 cães e todas são fêmeas, tenho uma Blue Heeler chamada Maluh de 5 anos tenho um pastor alemão capa preta chamada Maya com 2 anos e a buldogue francês chamada Anny Bonnie com 3 anos, todas são a minha paixão porém a Bonnie é a mais delicada e fica dentro de casa e dorme comigo e as outras ficam no quintal como cão de guarda todas são bem tratadas com rações com pedigree, vacinadas e passo todas frequentemente no veterinário, antes de mudar levei todas e todas estavam bem, e com ótima saúde, porém a Bonnie começou a apresentar reações alérgicas.
    Doutora gostaria da sua ajuda, Li sua matéria e adorei, irei seguir à risca até descobrir o porquê dess alergia, estava esquecendo a Bonnie está entrando no cio. Me ajude doutora
    Obrigada
    Abraços
    Luciane Costa

    • Olá Luciane,
      Poderá realmente ser uma alergia a algo que existe na proximidade da casa, como ao pólen das gramíneas ou pinheiros. Aconselhava a tentar fazer um despiste com o seu médico veterinário para tentar identificar a causa da reação. Também alerto que não deverá dar medicação sem aconselhamento médico a cadela pois as doses são diferentes e poderá induzir toxicidade.
      Abraços,
      Joana Prata

  9. Dra. Por favor, esse doença pode ser transmissível ??? Tem outro cão mais velho e uma criança de 1 ano e 10 meses.

    • Olá Luciene,
      A dermatite é uma alergia, ou seja, uma reação do sistema imune a substâncias do ambiente. Não é transmissivel, é um erro do organismo.
      Abraços,
      Joana Prata

  10. Oi, gostaria de saber se tem alguma coisa que posso usar na minha cachorrinha, já que ela não pode mais com os medicamentosde tratamento de dermatite, como por exemplo, a cortisona, porque ela deu efeitos colaterais, atacou o estômago dela; será que tem alguma outra coisa que posso usar nela sem que a prejudique?

    • Olá Sabrina,

      Isso é uma discussão que deverá ter com o seu médico veterinário que acompanha o caso. É possível fazer outros tratamentos evitando os corticosteroides. O ideal seria identificar a causa da Atopia e evitar o contacto. Se não conseguir, há banhos, anti-histaminicos e tratamentos tópicos que podem reduzir a inflamação na pele. As melhoras 🙂

      Abraços,
      Joana Prata

  11. Olá Joana adorei a sua reportagem. Queria a sua ajuda minha cachorrinha da raça yorkshire já com 11 anos tem uma alergia crônica que não consigo uma melhora considerável . Ela se coça o tempo todo, a pele está escamando, sai um líquido da pele com odor e tem lugares que já não tem mais pelos. Já tem anos que faço os tratamentos com veterinários e já gastei muito dinheiro mas sem resultados prolongados. Queria a sua ajuda . Se precisar mando foto da pele dela . Já não sabemos mais o que fazer

    • Olá Maria,
      A única dica é reduzir o nível de alergénios a que o animal está exposto, ou seja, evitar exposição a pólens, a pó, a ácaros do pó, a parasitas, e até experimentar fazer uma ração hipoalergénica e dar banhos frequentes. Patologias crónicas e sem cura apenas podem ser geridas, interessa encontrar a melhor forma de a gerir.
      Abraços,
      Joana Prata

  12. Bom dia.
    Tenho uma labrador 1 ano e 6 meses 33kg, está com dermatite atopica. Levei no vet está em uso de prednisona 20mg 1 cp ao dia e dexametasona pomada. Porém começou a vomitar…e está indosposta. Devo continuar a medicação?

    • Olá Luciana,
      Deverá continuar a medicação. Poderá ser uma reação secundária a medicação e normalmente tende a passar em alguns dias.
      Abraços,
      Joana Prata

  13. Olá tenho um Lhasa Apso macho com 4 anos e ele tem dermatite atópica ,já fiz de tudo ,já levei em 4 veterinário. Ele só fica bem tomando prednisolona e quando paro de dar ele fica com as patinhas de trás inchada e para de andar ,a veterinária mandou eu da prednisolona direto ,1 comprimido de 20 mg ao dia e dar banhos com shampoo que ela passou ,ele tem 11 quilos, já faz 4 meses e agora meus filhos e meu marido estão se coçando o corpo principalmente a noite estão tomando prednisolona também.
    Me ajuda estou com medo . Eu também queria saber se pode dar o prednisolona sempre pro meu cão ?

    • Olá Aparecida,
      Não é recomendável a toma permanente de prednisolona pois é um corticosteroide tendo efeitos secundários como diabetes e obesidade. No entanto a dermatite atópica não se passa, sendo que se suspeita de ser a causa da inflamação sentida pelos seus filhos e marido deverá procurar outra opinião.
      Abraços,
      Joana Prata

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor introduza o seu comentário
Por favor introduza o seu nome aqui