Novo método de calcular a idade dos cães em anos humanos

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Quantos anos humanos tem um cão? Este é uma pergunta frequente dos tutores. Costumava-se dizer que um ano de cão era equivalente a sete anos humanos. Mas um estudo recente publicado na Cell Systems revela que esse não é o caso.

Os cães podem ser muito mais velhos em “idade humana” do que se pensa. Esta investigação permitiu usar critérios exatos para calcular a idade de cães em anos humanos.

Trey Ideker, autor do estudo, esclarece que “Em termos de maturidade fisiológica de um cão com um ano de idade, um cão de nove meses pode ter filhotes. Logo, sabe-se que as contas não estão certas, não podemos multiplicar por sete. A surpresa é que um cão de um ano é equivalente a um humano de 30 anos.”, em entrevista à Vet Practice Magazine.

A nova estimativa de anos de cão em idade humana estima que um cão de 1 ano tenha 30 anos humanos, de 4 anos mais de 50 anos, e de 9 anos tenha mais de 60 anos.

O DNA é a molécula que guarda todas as informações necessárias ao funcionamento do corpo. É estável, não sofre muitas alterações, mas altera-se os marcadores químicos chamados metilação.

Este padrões de metilação podem ser utilizados como indicadores da idade. Assim, compararam 104 cães Labradores, com idades desde algumas semanas de vida a 16 anos, com as alterações observadas em humanos. A comparação revelada pela fórmula melhor a adequação da idade canina e humana.

Baseada neste fórmula, um cão de 8 semanas de idade tem uma idade aproximada de um bebé de 9 meses, por ambos estarem no estagio de desenvolver dentes. A idade média de vida dos Labradores de 12 anos equivalem a uma expectativa de vida de 70 anos humanos.

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Joana C. Prata, Msc., tem um mestrado em Medicina Veterinária pela Universidade do Porto e é fundadora d’O Meu Animal. Sempre viveu rodeada de animais, tendo agora como companheiros dois gatos (a Rita e o Romeu), três cadelas (a Kami, a Inês e a Pota), uma tartaruga (o Nicholas) e uma colónia com cerca de dez gatos. Neste momento faz investigação na Universidade de Aveiro, como aluna de doutoramento e bolseira em Biologia e Ecologia das Alterações Globais, onde tenta identificar fatores ambientais que possam ter impacto na saúde humana, animal e dos ecossistemas.

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