Pastor Belga – Guia da Raça

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O Pastor Belga é um cão de porte médio e pelo preto originário da Bélgica. A sua função era proteger os rebanhos de ovelhas. Atualmente são utilizados como cães policias, bem como em outras funções.

Os cães de raça Pastor Belga são alertas, dedicados e protetores. São excelentes companheiros devido à sua sensibilidade e carinho. No entanto, requerem muito exercício e estimulação mental. São muito energéticos e podem ficar aborrecidos.

Os Pastor Belga, também conhecidos como Groenendael, são elegantes com os seus pelos compridos negros e aparência imponente. São atléticos, o que os torna ótimos cães para agilidade, pastorícia e obediência

A raça Pastor Belga combina a versatilidade de um cão de trabalho com a ternura de um cão de família. É um ótimo companheiro desde que receba o exercício que necessita. Devido à sua inteligência, timidez e teimosia, é uma raça que não é recomendada para donos inexperientes.

Tamanho e peso do Pastor Belga

Os cães de raça Pastor Belga são cães de porte médio. O tamanho ao ombro varia de 55 a 66 cm e o peso de 27 a 34 kg. Os machos são maiores e mais pesados do que as fêmeas.

Personalidade do Pastor Belga

Os cães Pastor Belga são inteligentes, bravos, alertas e dedicados. São muito energéticos, observadores, mas também tímidos e desconfiados de estranhos, o que lhes permite ser um bom cão de guarda e pastor. Para controlar o comportamento agressivo, necessitam de ser treinados e socializados. Para as pessoas que conhece, são muito amigáveis, carinhosos, leais.

O Pastor Belga é uma raça de cão que não deve ficar sozinha. Esta raça requer tempo e atenção, com muito exercício, brincadeira e estimulação mental. Gostam de brinquedos puzzle e de jogos interativos, como busca. É recomendado que tenham pelo menos uma hora de exercício e estimulação por dia.

A raça Pastor Belga não é um bom cão de apartamento, gostam de trabalhar e estar entretidos. O seu instinto é correr atrás do rebanho de ovelhas e gastar a energia. Logo, não é uma boa raça para pessoas que passam muito tempo fora de casa ou que não têm tempo proporcionar o exercício que necessitam. A falta de atenção e estímulos pode levar a comportamentos destrutivos ou a ansiedade de separação.

Os jardins devem estar bem vedados, pois o Pastor Belga facilmente irá correr atrás de gatos, ciclistas, carros e pessoas. São cães muito protetores, que são conhecidos por defender os seus donos. No entanto, podem acabar com interpretar mal a situação levando a agressões despropositadas. Este comportamento pode ser prevenido através do treino.

Apesar de serem uma raça fantástica, carinhosa, leal, energética, podem também ser tímidos, sensíveis e teimosos. Necessitam de muito tempo e energia por parte do tutor. Precisam de ser introduzidos desde pequenos a crianças e outros animais. Logo, o Pastor Belga não é um cão recomendado para tutores inexperientes.

Cuidados do Pastor Belga

O Pastor Belga é um cão de interior e exterior. Deve viver no interior para poder estar com a família, mas também sair para um jardim bem vedado. Para além de passeios e corridas com trela, podem fazer exercício no jardim vedado. Precisam de pelo menos 1 hora de exercício diário, como jogos de busca. Pode também ser treinado para obediência e agilidade, o que o ajuda a manter-se ocupado.

O Pastor Belga é inteligente e fácil de treinar, mas também gosta de ser um pensador independente. Para o treino ser bem-sucedido, deve-se ganhar o respeito e confiança apenas usando emoções positivas – o reforço positivo.

Cuidados com o pelo e higiene do Pastor Belga

O pelo preto do Pastor Belga tem duas camadas. A camada superficial é abundante, longa e lisa, com um toque áspero. A camada profunda é um pelo macio e denso que protege do clima. O pelo é curto na cabeça e parte frontal das patas. Um tufo de pelo protege a abertura da orelha. No resto do corpo é comprido e abundante, formando um collarette à volta do pescoço (especialmente nos machos). Franjas de pelo longo são observadas nas traseiras da patas e cauda. O pelo ideal do Pastor Belga é preto ou preto com um pouco de branco nas patas, peito e queixo.

O pelo do Pastor Belga deve ser penteado semanalmente por 15 minutos para remover os pelos mortos e lixo. Se não forem penteados, os cães Pastor Belga vão largar muito pelo. Escovar o pelo diariamente por 2 minutos pode ajudar a prevenir que largue pelo. A mudança de pelo ocorre uma vez ao ano. Durante a mudança, banhos mornos e escovar frequente pode ajudar a libertar o pelo morto.

A higiene dental deve ser feita duas a três vezes por semana. As unhas devem ser cortadas se não se desgastarem naturalmente. Convém habituar o cão a estes cuidados desde pequeno e torná-los em experiências positivas. Durante estes cuidados, também deverá estar atento a feridas ou alterações que possam requer atenção médica.

Alimentação do Pastor Belga

A alimentação do Pastor Belga deve ser feita com uma ração de alta qualidade. A quantidade do alimento depende da ração, sendo recomendado seguir as indicações no rótulo e adaptar conforme as necessidades individuais, como a atividade, tamanho e metabolismo.

Saúde do Pastor Belga

Os cães da raça Pastor Belga são geralmente saudáveis, mas como todas as raças, pode ter propensão a certas doenças.

A displasia da anca é uma doença hereditária em que o encaixe da articulação da anca não é perfeito. A displasia da anca provoca dor e mancar. A melhor prevenção é não reproduzir cães que sofram desta patologia.

A displasia do cotovelo, tal como a displasia da anca, é uma doença hereditária comum em raças de cães médias e grandes. Pensa-se que é causada pelo crescimento desigual dos ossos do braço, levando ao mau encaixe da articulação. Provoca dificuldades na marcha e dor.

A epilepsia é uma doença que se caracteriza por ataques convulsivos (convulsões) com alteração da consciência e movimentos involuntários. A epilepsia pode ser hereditária, sendo controlada através de medicação.

A atrofia retinal progressiva é uma patologia que causa cegueira por perda dos fotorreceptores do olho. Tal como as outras patologias, cães que sofram de atrofia retinal progessiva não devem ser reproduzidos. Os cães adaptam-se bem à cegueira usando os seus outros sentidos.

O hipotiroidismo é a falta da hormona da tiroide que controla o metabolismo. Sinais incluem obesidade, baixa energia, má qualidade do pelo aumento da sede e volume de urina. O hipotiroidismo pode ser controlado com o recurso a medicação.

A sensibilidade à anestesia ocorre em alguns Pastor Belga. É importante que o médico veterinário tenha em mente a possibilidade de o Pastor Belga ser sensível ao anestésico.

História do Pastor Belga

O Pastor Belga é apenas uma das quatro variedades de cães pastores que se desenvolveram na Bélgica no final de 1800. As outras variedades incluem o Pastor Belga (Groenendael), Malinois, Tervuren, Laekenois. Todos, com a excepção do Laeknois, são reconhecidos como raças diferentes do Pastor Belga.

O Club du Chien de Berger Belge (Clube Belga de Cães Pastores) formou-se em 1891 com a intenção de determinar as características do cão pastor Belga. Numa reunião em Bruxelas, o Prof. Adolphe Reul e um painel de júris determinou que cães pastores nativos da Belgica tinham porte médio e quadrado, orelhas triangulares, olhos castanhos escuros, e pelos com diferentes texturas, cores e comprimentos.

O Pastor Belga de pelo preto foi desenvolvido pelo criador Nicola Rose, no Chateau Groenendael, perto de Bruxelas. Desta forma, o Pastor Belga também é conhecido como Groenendael. Os progenitores, Picard d’Uccle e Petite, são agora os antepassados de todos os Pastores Belgas. Rapidamente a raça se tornou popular devido à versatilidade, sendo usados na Belgica nas patrulhas fronteiriças e em Paris e Nova York como cães polícia.

Durante a Primeira Guerra Mundial, os Pastores Belga transportavam mensagens e puxavam carrinhos de primeiros socorres e de munições. A popularidade aumentou após a guerra, formando-se em 1919 o Clube Americano do Pastor Belga. Voltaram a participar na Segunda Guerra Mundial e os seus números têm crescido desde então.

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Joana C. Prata, Msc., tem um mestrado em Medicina Veterinária pela Universidade do Porto e é fundadora d’O Meu Animal. Sempre viveu rodeada de animais, tendo agora como companheiros dois gatos (a Rita e o Romeu), três cadelas (a Kami, a Inês e a Pota), uma tartaruga (o Nicholas) e uma colónia com cerca de dez gatos. Neste momento faz investigação na Universidade de Aveiro, como aluna de doutoramento e bolseira em Biologia e Ecologia das Alterações Globais, onde tenta identificar fatores ambientais que possam ter impacto na saúde humana, animal e dos ecossistemas.

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