Pancreatite em gatos

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A pancreatite em gatos ainda é uma doença pouco compreendida pelos donos. A patologia cursa com sinais inespecíficos e o seu tratamento consiste em terapia de suporte.

O pâncreas do gato

O pâncreas é uma glândula anexa situada junto ao duodeno (intestino delgado). Tem duas porções responsáveis por actividades diferentes. O pâncreas endócrino é responsável pela produção de hormonas como a insulina. O pâncreas exócrino produz enzimas digestivas.

O desenvolvimento e anatomia do pâncreas do gato leva-o a ter maior predisposição a patologias. Por exemplo, o pâncreas apenas possui um ducto pancreático que se abre no duodeno, e o ducto biliar pode estar fundido com o ducto pancreático.

O que é a pancreatite em gatos?

A pancreatite felina é uma inflamação do pâncreas frequente em gatos. A pancreatite ocorre quando as enzimas do pâncreas exócrino estão activas e ocorre autodigestão. A informação sobre a sua origem, desenvolvimento e diagnóstico ainda é limitada.

A pancreatite em gatos classifica-se segundo as alterações no tecidos observada na biópsia:

  • Pancreatite aguda em gatos: inflamação abrupta sem alterações permanentes nos tecidos do pâncreas;
  • Pancreatite crónica em gatos: inflamação contínua do pâncreas com alterações irreversíveis dos tecidos (fibrose, atrofia);
  • Pancreatite crónica activa: quando sinais da pancreatite aguda e crónica coexistem.

 

Qual é o risco para o meu gato?

A prevalência real ainda é desconhecida. Isto advém de os gatos serem muitas vezes assintomáticos e o diagnóstico difícil. No entanto estudos apontam para prevalências de 0,6 a 45%. A pancreatite crónica é mais comum do que a aguda.

Quais são as causas de pancreatite em gatos?

Esta patologia ocorre frequentemente em simultâneo com doenças das vias biliares (obstrução, colite) e doença inflamatória intestinal (IBD). Se ocorrem em simultâneo são chamadas tríade felina. No entanto não se sabe qual é a causa e a sua influência nas restantes patologias. Outras causas são:

  • Idiopática (90%): não se descobre a causa;
  • Idade: sem predisposição, no entanto a média da idade é aos 7,3 anos em gatos;
  • Genética: siameses são mais predispostos;
  • Nutricional: aumento nas lipoproteinas no sangue;
  • Trauma ou isquémia do pâncreas;
  • Refluxo duodenal;
  • Fármacos e toxinas;
  • Obstrução do ducto pancreatico;
  • Hipercalcémia;
  • Doenças infecciosas: peritonite infecciosa felina, toxoplasmose, coriza;
  • Parasitas: Eurytrema, Amphimerus;
  • Extensão da inflamação de órgãos do sistema gastrointestinal e anexos.

Quais os sintomas da pancreatite em gatos?

Os sinais desta doença são vagos e inespecíficos. Em gatos pode não apresentar sinais (subclínica), pelo que não é detectada pelos donos. Os sinais clínicos mais comuns em gatos com pancreatite são:

  • Anorexia;
  • Letargia;
  • Desidratação;
  • Perda de peso;
  • Vómito e diarreia.

A sua forma aguda e crónica não pode ser distinguida com base nos sinais e duração. A pancreatite severa pode ainda apresentar sinais sistémicos e complicações que se reflectem em outros sinais como: icterícia, febre, dispneia, arritmias, etc.

Como se faz o diagnóstico da pancreatite em gatos?

A pancreatite é uma patologia difícil de excluir. Nenhum dos testes de rotina permitem detectá-la com eficiência. A suspeita do médico veterinário baseia-se na história, exame físico e patologias. No entanto o diagnóstico definitivo resulta de testes altamente específicos.

Testes de rotina, como hemograma, bioquímica sanguínea e urianálise permitem excluir outras patologias e avaliar o estado do animal. No entanto, animais com sintomas leves podem não apresentar alteração. Algumas alterações que se podem observar são hipocalcemia e anemia.

Podem ser realizados testes para avaliação de enzimas no sangue. A amilase e lipase no gato não têm relevância no diagnóstico. Outras opções são o anticorpo anti-tripsina (TSI) que possui baixa sensibilidade (reage com outras patologias para além da pancreatite). O anticorpo anti-lipase pancreática (PLI) é especifico para o pâncreas e tem elevada utilidade.

A radiografia abdominal pode permitir excluir outras patologías. É realizada com frequência porque é um teste simples e barato. Raramente se observam alterações decorrentes da pancreatite. E o seu resultado deve ser sempre confirmado por um teste mais específico.

A ecografia tem uma taxa de sucesso dependente do equipamento e da experiência do seu utilizador. Com elevado treino é possível observar alterações no pâncreas. Mas é impossível identificar a patologia exacta.

O diagnóstico definitivo é realizado por biópsia do pâncreas e exame histopatológico. No entanto a biópsia é invasiva, pode ser perigosa e é cara. Uma opção é a realização da citologia, que é segura e minimamente invasiva. Pode ser realizada recorrendo à ecografia ou laparotomia. A detecção de células inflamatórias é especifíca desta patologia. Em ambos os testes, as alterações podem ser difíceis de detectar, principalmente se forem lesões locais.

Tratamento da pancreatite em gatos

O animal deverá ser internado. O tratamento é baseado num tratamento de suporte. Simultaneamente devem ser investigadas etiologias e patologias concorrentes (ex. tríade felina). O tratamento da pancreatite em gatos consiste em:

Fluidoterapia intravenosa agressiva

Permite corrigir a desidratação e manter a circulação. É administrado lactato de Ringer para restaurar o balanço de electrólitos e ácido-base. A hipocalémia (deficiência em potássio) deve-se às perdas no vómito e diarreia e deve ser corrigida.

Dieta

Animal sem vómitos deve continuar com alimentação oral para ajudar a manter a integridade intestinal e minimizar a invasão por bactérias intestinais. Se tem vómitos intermitentes deve-se administrar um antiemético.

Para “descanso do pâncreas” pode ser colocado um tubo que fornece alimento directamente no jejuno (a meio do intestino) ou jejum completo. O jejum consiste em retirar água e alimento por 24 a 48 horas. Segue-se uma introdução lenta de água, passando a carboidratos (ex. arroz cozido) e gradualmente para uma fonte de proteína (ex. carnes magras). Esta terapia não tem efeitos comprovados. Em gatos o jejum pode piorar a lipidose hepática decorrente da mobilização da gordura corporal como forma de fornecer energia ao corpo.

Cirurgia

Não existe um tratamento cirúrgico. A cirurgia pode ser utilizada na recolha de amostras para biopsia ou para lavagem peritoneal que permite reduzir a acção das enzimas pancreáticas na cavidade abdominal. Poderá ser indicado fazer a remoção de pseudoquistos, abcessos e necrose de áreas do pâncreas. Por outro lado, se ocorrer obstrução completa do ducto biliar é necessário recorrer à correcção cirúrgica.

Medicação

Corticosteroides: no caso do animal estar em choque ou sofrer de IBD ou colite simultânea. Pancreatites auto-imunes poderão responder mas deverá ser uma administração cuidada e descontinuada se não houver melhorias.

Antieméticos (ex. metoclopramida): reduzir os enjoos e os vómitos.

Antibióticos (ex. penicilina): não há evidencia que a pancreatite seja causada por bactérias. O antibiótico pode ser utilizado quando há risco de infecção ascendente, sépsis ou colite neutrofilica bacteriana em simultâneo.

Analgésicos (ex. buprenorfina): os gatos escondem a dor por isso devera ser sempre administrado. Consiste inicialmente em opióides injectáveis e posteriormente em aplicações transdermicas.

Suplementos vitaminicos e suplementos de enzimas: são adicionados à ração do animal. Devido a lesões no pâncreas este poderá não estar a produzir enzimas digestivas suficientes, por isso têm dificuldade na absorção de gordura e proteínas e algumas vitaminas.

Follow-up

O animal internado deve ser avaliado duas vezes ao dia e a sua fluidoterapia ajustada diariamente. A saúde dos restantes órgãos e complicações sistémicas devem ser avaliadas. Quando possível deve diminuir-se a fluídoterapia e estimular a alimentação oral ou jejunal. A concentração da vitamina B12 no sangue deve ser monitorizada. Após 7 dias devem repetir-se as concentrações de enzimas no sangue (PLI, TLI) para avaliar o estado da inflamação.

Prevenção da pancreatite em gatos

  • Redução do peso em gatos obesos
  • Evitar dietas com elevado teor de gordura
  • Evitar medicamento que possam causar pancreatite

Prognóstico da pancreatite em gatos

A pancreatite não tem cura, mas pode ser tolerada pelo animal. O prognóstico varia com cada caso e muitas vezes é dificil de prever.

O prognóstico é bom para episódios únicos e leves, sem complicações ou de pancreatite edematosa (inflamação com acumulação de líquido) com boa resposta à terapia.

O prognóstico é mau no caso de pancreatites aguda, com hipocalcémia ou lipidose hepática, ou em casos de pancreatite necrotizante (inflamação com hemorragia e necrose).

O prognóstico é reservado em casos de pancreatite severa, episódios agudos frequentes, falta de resposta à terapia, ou na presença de outras condições que ameacem a vida do animal.

Referências:

Daniel AGT (2011) “Pancreatite felina: aspectos diferenciais” Vets Today nº 8
Xenoulis PG (2008) “Current concepts in feline pancreatitis” Topics in Companion Animal Medicine 23-4, 185-192

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29 COMENTÁRIOS

  1. Muito bom seu texto. Tenho uma gata de 15 anos e há 3 anos ela vem sofrendo de pancreatite crônica. Ela perdeu muito peso e vive com diarréia.seguindo orientações do veterinário eu tenho q diariamente dar 5 remédios(enzima de pancreatina, antiflamatorio ,antibiótico, remédio pro fígado, para enjôo, estômago e vitaminas ) mais soro terapia. O q me incomoda é a pouca informação q se tem sobre essa doença e a falta de opções de tratamento. Tudo q eu faço é apenas para permitir q ela continue viva mas sem chance de cura.

      • Olá Jéssica,

        Achei o seu comentário muito interessante e decidi pesquisar sobre o Kefir (leite fermentado) e as suas propriedades medicinais. Existe pouca literatura sobre o assunto, mesmo na área de medicina humana. No entanto este estudo revela que o Kefir não tem impacto na produção de enzimas digestivas. Por outro lado refere que facilita a digestão por ser fermentado e parcialmente digerido antes da ingestão ou por conter bactérias favoráveis ao sistema digestivo (probióticos).

        Parece-me uma boa fonte de nutrientes de fácil digestão e apenas isso já o torna favorável. É uma questão de experimentar e ver se o animal o aceita e como o seu organismo reage.

        Cumprimentos,
        Joana Prata

  2. Minha gatinha morreu ontem com pancreatite foi mto severo pq percebi os sintomas e em 10 dias ela morreu, ficou internada tentamos o que pudemos mas nesses 10 dias ela teve todos os sintomas da matéria, cuidem de seus animaizinhos pq essa doença é mto triste e mto sofrida para os bichinhos e seus donos.

    • Olá Juliana,
      Temos muita pena que tenha perdido a sua gatinha. A pancreatite é uma doença sem cura que tem que ser seguida para o resto da vida. É complicado para donos e animais. O consolo fica em sabermos que fizemos o melhor por eles e lhes proporcionamos uma boa vida.

      Cumprimentos
      Joana Prata

  3. Mi ha gatinha foi diagnosticada obtén com pancreatite, ella está tomando Soto e internada más o que me preocupa e que não para de fazer fezes com sangue. Isso começou no domingo, na segunda ella não vez nada com sangre e o tem feo indo no carro para o veterinario. Ella está mías Bem disposta hoje , tem 15 años e peço a Deus líbramento pois a cuido com minha filha.

    • Olá Fernanda,

      O sangue poderá ter origem em pequenas inflamações ou infecções secundárias do cólon ou na própria pancreatite com necrose (pancreatite com áreas de tecido morto). Infelizmente a pancreatite necrotizante é uma doença crónica e com mau prognóstico. Vamos esperar que tudo corra bem com a cadelinha, é importante não perder a esperança.

      Abraço
      Joana Prata

    • Olá Angelica,
      O tratamento da pancreatite terá que ser ajustado às patologias que a sua gata sofre, uma vez que alguma da medicação poderá por exemplo ter excreção renal. Por isso deverá seguir as indicações do seu médico veterinário relativamente à gestão das três doenças. As melhoras para a gatinha.
      Abraço,
      Joana Prata

  4. Meu gato foi diagnosticado há um ano. Descobri por acaso, qdo ele fugiu e voltou com os olhos vermelhos, porque estava imundo de graxa. Ele nao tinha sintoma.Comia e usava a cx de areia normalmente e sempre foi muito magro.
    Detectaram com exame de sangue e ultrassom.
    Dei todos os medicamentos.
    Sempre, dei ração e sachê da melhor qualidade.
    Esta doença me deixa perdida, fico vigiando pra ver se ele come, se ele bebe água, se usa a cx de areia..
    Não tenho ideia de qdo ela vai se manifestar de novo, pq a aparência dele não muda. É a mesma de antes, durante e depois da crise.

    • Olá Celeste,
      A pancreatite felina é uma doença crónica e sem cura, pelo que terá que fazer acompanhamento médico do seu gato para toda a vida. O ideal é monitorizar o gato e ao sinal de anorexia, perda de peso ou vómitos fazer uma visita ao seu médico veterinário.
      Abraços,
      Joana Prata

  5. O meu gatinho é filhote e foi diagnosticado com alterações no pâncreas. Está com diarréia 15 dias, fezes com bastante muco, esverdeada e ás vezes com sangue. Ele tem seguido uma dieta de arroz e frango. E hoje começou com pancreatina v.o. Estou bem preocupada, não vejo melhoras. Esse proagnóstico é ruim?

    • Olá Fernanda,

      Se só iniciou agora a suplementação com pancreatinina é natural que só agora comece a notar as melhorias. O continuar a seguir as recomendações do seu médico veterinário durante algumas semanas para dar tempo de se observarem melhorias.

      Cumprimentos,
      Joana Prata

  6. Meu gato com pancreatite se recusa a comer.ele so lambe o pate.eu coloco soro subcutaneo e dou nutralife com seringa

    • Olá Márcia,

      Tente dar-lhe alimentos mais apetitosos, como ração húmida ou frango cozido. Na sua cliníca veterinária também pode encontrar ração húmida própria para estas situações que são altamente digestiveis e calóricas. Se não conseguir estimular mudando a alimentação, poderá tentar dar-lhe comida à boca ou, em caso grave, colocar uma sonda gástrica no seu médico veterinário.

      Abraços,
      Joana Prata

  7. Boa tarde!
    Meu gato teve uma inflamação no pancreas, foi feito o exame Spec e detectado que a Amilase esta fora das referencias, o maximo é de 1800 e ele esta com 2300.
    Estou tratando com antibiotico, protetor gastrico, ração gastro intestinal (da vet life) e foi receitado a manipulação de pancreatina para dar 2,5g a cada refeição.
    Você sabe me dizer se é necessario o uso da pancreatina?
    Com o remedio e a ração ele ja voltou a comer e beber normalmente e o cocozinho ja esta duro (antes estava com diarreia constante).
    Outra pegunta, essa marca de ração (vet life) é boa? Ele nao se deu bem com a Royal Canin.

    Desde ja agradeço a atenção.

    • Olá Erika,

      Essa é uma questão que deverá discutir com o seu médico veterinário que segue o caso. Uma vez que as fezes têm consistencia normal poderá não ser necessário a pancreatina.

      A qualidade das rações é muito relativa. Se com esta ração o seu gato melhorou, então aconselho a mantê-la.

      As melhoras
      Joana Prata

  8. Olá. Meu gato foi diagnósticado com pancreatite. Ele tem 8 anos. Ele é um gato renal. O correto é comer ração especifica para gato renal mas ele nao aceita. So come sache e pate Wiskas. Fico confusa pois os tratamentos divergem. Aqui a vet dele diz q ele precisa comer. A outra diz q a base do tratamento é o jejum. Bom…ele toma tramadol…..plasil….vonal…..omeprazol …..e tomou antibiótico por 10 dias. Nao come nem bebe nada. So quando vou dar os remédios eu fou umas colheradas d agua. Nao vejo avanço no tratamento. Ele passa o dia em baixo da mesa. O q faço? Ele é muito estressado e se ficar internado pode ser pior. Ele nao vomita nem tem diarreia. Alias…nem come. Socorro.

    • Olá cristina,

      O ideal seria o seu gatinho comer a ração renal. Quando tal não é possível, o melhor será mesmo comer o que conseguir. Também deverá rever o tratamento actual com o seu médico veterinário uma vez que a descompensação da insuficiência renal pode causar náuseas e perda de apetite. As melhoras.

      Cumprimentos,
      Joana Prata

  9. Bom dia,minha gatinha a 2 meses foi diagnosticada com pancreatite,meu maior problema é o tipo de alimentação que devo dar a ela. Descobri a tempo,fiz exame de sangue uma ultra,ela tomou antibiótico e anti inflamatório. Só que ele teve uma recaída e fico muito perdida na alimentação. Poderia me dar uma fica,por favor

    • Olá Carla,
      Quando há recaídas o ideal será consultar o seu médico veterinário para se ajustar a medicação. Em relação à dieta, deverá procurar uma dieta baixa em gorduras mas que seja muito palatável (apetecível).

      Abraços,
      Joana Prata

  10. Tenho uma gata com 10 anos e foi diagnosticado pancreatite, estamos com medicação oral pois é muito caro para internação, mas não sei o que dar para comer, estou com a ração da Canin Intestinal, mas o que mais posso dar? O vet disse que ela tem que comer somente duas vezes ao dia.

    • Olá Rosane,

      Pode dar alimentos baseados em carbohidratos (ex. arroz) e passar lentamente a carnes (ex. frango cozido). Se está a comer pouco também é importante que o alimento seja muito nutritivo, como a ração húmida que fala. Se a gata ficar em jejum muito tempo pode desenvolver lipidose hepática e piorar o diagnóstico.

      Abraços,
      Joana Prata

  11. Bom dia meu gato foi diagnosticado com um cisto no pancreas e o veterinario quer oporar gostaria de saber se esse é melhor procedimento pq tudoq li sobre nenhum fala de cirurgia.gostaria de receber resposta urgente pq to desesperada com isso obg.

  12. Meu gato tem 11 anos e foi diagnosticado pela ultrassonografia essa doença, estou lutando com medicação, o internamento é caro não tenho condições. Ele sofreu muito ja descobrir em uma crise q teve. JÁ são 15 dias sem dormi dando toda atenção a ele. A ração é A D na seringa, água na seringa. Mais tenho fé q ele se livre desse tormento o mais rápido possível.

  13. Boa noite. O meu gato tem 14 anos, e hoje foi descoberta pancreatite. Pensavam que seria tumoral, mas fizeram um despiste e tem pancreatite. Ele faz acumulo de líquido no abdómen, e os veterinários estão sempre a drenar só que ele está a ficar com anorexia e vomita todos os dias. Hoje foi fazer uma transfusão de plasma para melhorarem a condição da anorexia pois ele perde proteína quando eles drenam o líquido do abdómen. Eles querem fazer cirurgia para limpar o meu gatinho e poderem ver se tem mais alguma infecção. Ele também sofre dos rins, um já não funciona. Mas ele não parece melhorar, estou com medo que nem a transfusão de plasma vá ajudar. Pff diga sua opinião.

    • Olá Liliane,
      Um gato idoso com insuficiencia renal e pancreatite com ascite e anorexia é um caso muito complicado, de prognóstico reservado. A transfusão ajudará a re-estabelecer os níveis de proteína no sangue e por isso reduzir a ascite e edema. Esperamos as melhoras para o gatinho.
      Abraços,
      Joana Prata

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