Que vacinas devo dar ao meu gato? – Protocolo Vacinal dos Gatos em Portugal

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A dedicação aos nossos animais reflete-se na nossa preocupação em relação ao seu estado de saúde. Compete ao tutor avaliar diariamente se o seu animal se encontra saudável e vaciná-lo.

As vacinas são um aliado na luta contra as doenças. A vacinação está na base de uma medicina preventiva, com o objetivo de prevenir a doença em vez de a curar. Por isso é importante seguir o protocolo vacinal recomendado pelo seu médico veterinário.

Antes da vacinação do gato…

Antes da vacinação é importante certificar-se do bom estado de saúde do seu gato. Talvez se pergunte como avaliar se o meu gato é saudável? Saber se o seu gato está bem é intuitivo. Observe mudanças de comportamento observando-o. Outras alterações poderá ser registadas através do seu olfacto e audição.

Pode também fazer um massagem a todo o corpo. Inicie a massagem na cabeça e vá correndo o corpo do animal, incluindo patas e cauda. Alterações que poderá encontrar são desconforto, dor, massas e feridas. Se detectar algum problema registe-o e pergunte ao veterinário. Alteração do apetite e sede do seu animal também podem sugerir a presença de patologias.

Antes da vacinação, o médico veterinário deverá fazer um check-up geral para confirmar que tudo está bem com o seu animal. Se o animal estiver doente deve-se adiar a vacinação. A vacinação anual também permite que seja feito um check-up anual aos animais. Isto é muito importante para o despiste de certas patologias.

Para saber mais sobre a saúde do seu gato, veja também:

Quando devo iniciar a vacinação do gato?

A vacinação nos gatinhos inicia-se entre as 6 e 8 semanas de vida. O reforço é feito às 12 e 16 semanas e depois anualmente.

A vacinação nos gatinhos inicia-se apenas as 6 a 8 semanas de vida para evitar inativação da vacina pelos anticorpos maternos ainda em circulação no filhote. Estes anticorpos são adquiridos nas primeiras horas de vida através do colostro, o primeiro leite.

Nos filhotes, a primeira vacinação é seguida de dois a três reforços mensais. Em gatos adultos, o reforço é anual a menos que haja indicação do fabricante da vacina que garanta um período superior de proteção.

Protocolo vacinal do gato:

Coriza (herpesvirus e calicivirus)

Panleucopénia

Em gatos adultos não vacinados, a vacinação pode iniciar-se apenas com uma dose da vacina seguida de reforços anuais. As vacinas escolhidas devem incluir as vacinas base e outras vacinas que se adequem ao estilo de vida do gato.

Viagens nacionais e internacionais podem requerer vacinação do gato contra certas doenças. Algumas são recomendadas para proteção do felino, outras são obrigatórias para cruzar a fronteira do país. Por isso, marque com antecedência uma consulta do viajante no seu médico veterinário para avaliar a necessidade de vacinação e tratar do passaporte do gato. As vacinas levam cerca de 2 semanas a fazer efeito.

Que vacinas devo dar ao meu gato?

O protocolo de vacinação dos gatos em Portugal envolvem vacinas contra as seguintes doenças:

Rinotraqueite felina (herpesvirus): Este vírus afeta as vias áreas superiores fazendo parte do complexo da coriza. O contagio ocorre por via nasal, oral e conjuntival. O animal apresenta perda de apetite, conjuntivite, secreção nasal, ulceras de córnea e dificuldade respiratória.

Calicivirus felino: Semelhante ao herpesvirus, também faz parte do complexo da coriza. O contagio ocorre através das secreções de animais doentes. Os sinais são respiratórios, apresentando também ulceras da mucosa oral.

Panleucopénia: É uma doença infecciosa altamente contagiosa que produz uma anemia grave, trombocitopenia e leucopenia. Cursa com febre, vómitos sanguinolentos, e morte.

Em casos específicos, ainda podem ser recomendadas vacinas opcionais:

FiV e FeLV: São vírus com repercussões semelhantes ao HIV nos humanos e que ainda não possuem cura. Os sinais demoram muito a aparecer, sendo difícil iniciar um tratamento precoce. A transmissão ocorre através do sangue e saliva. No entanto, estas vacinas não têm uma eficácia elevada na prevenção da doença. Esta vacinação pode ser intercalada com a vacinação base.

FIV (Feline Immunodeficiency Virus) provoca uma imunodeficiencia, tornando o animal mais susceptível a outras infecções. Poderão também aparecer linfomas (cancro dos linfocitos).

FeLV (Feline Leukemia Virus) também causa imunodeficiência e poderá causar leucemia (cancro das células sanguíneas).

teste-elisa-fiv-felv

Se quer saber se o seu gato é portador, peça ao seu veterinário para realizar um teste. O teste rápido é semelhante ao teste de gravidez. Retira-se sangue ao animal e coloca-se no kit e espera-se para ver se houve reação. Se o seu gato tem acesso ao exterior deverá ser vacinado pois poderá entrar em contacto com animais contaminados.

Raiva: É uma doença com manifestação neurológica que se inicia com alterações de comportamento, nervosismo e irritabilidade. Evolui para hipersalivação, desorientação e incoordenação muscular, terminando em morte. Em Portugal encontra-se erradicada, no entanto continuam a existir casos na Europa e norte de Africa. Neste momento não existe cura para a raiva, daí sendo importante a prevenção por vacinação. Nos gatos não se trata de uma vacina obrigatória, nem faz parte do protocolo vacinal do gato.

A vacinação de gatos é segura?

A vacinação dos gatos é um procedimento médico seguro. Tal como qualquer intervenção tem riscos. Mas o benefício em muito ultrapassa os riscos. Ou seja, o risco de contrair doenças infecciosas potencialmente mortais é superior ao risco de sofrer de um efeito secundário da vacinação.

No gatos, o sarcoma de aplicação felino é um cancro que pode aparecer secundário à vacinação. No entanto, este só aparece em 0.63 a 13 gatos em 10 000. O risco de contrair uma doença infecciosa é muito superior ao risco da vacinação.

4 COMENTÁRIOS

  1. Bom dia! Eu sou de Macau, eu queria levar dois gatos de Macau para Portugal, quais são os documentos necessários e processo para o efeito? Muito obrigado!

    Com os melhores cumprimentos,

    Rui Ho

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